Grande Perdão para Grande Pecado – Sermão N° 2863

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Um sermão para o culto de Vigília pregado por

Charles Haddon Spurgeon

Na noite de 31 de Dezembro de 1876

E publicado na quinta-feira, 24 de Dezembro de 1903

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“E é pelo sangue deste que temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da Sua Graça.” Efésios 1:7.

 

Não há quase necessidade de dizer a vocês que Paulo está aqui escrevendo em relação ao Senhor Jesus Cristo. De fato, Cristo era seu tema constante, tanto na pregação quanto na escrita. Tomei conhecimento de ministros que conseguem pregar um sermão sem mencionar do começo ao fim o nome de Jesus. Se alguma vez vocês ouvirem um sermão como esse, cuidem para que nunca mais ouçam outro sermão desse homem! Se um padeiro assasse alguma vez para mim um pão sem nenhuma farinha em sua composição, eu tomaria as providências necessárias para que ele jamais fizesse isso de novo. E digo o mesmo a respeito do homem que prega um Evangelho sem Cristo! Deixe que aqueles que não valorizam suas almas imortais vão e ouçam-no; mas, prezados amigos, sua alma e a minha são por demais preciosas para serem colocadas à mercê de tal pregador. Continue lendo

O Leito de Morte Real – Sermão N°426

N°426

Na manhã de domingo, 22 de dezembro de 1861

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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“Sucederá algum mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?” Amós 3.6b ARA

 

Nesta manhã, não lidaremos com a questão do mal moral, e, de fato, com o assombroso mistério da origem do mal moral, não lidamos hora nenhuma! Podem ter existido alguns que especulam sobre esta matéria, os quais, como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, conseguiam andar em meio ao fogo ilesos, mas a maioria dos homens que se aventuraram próximos à boca desta inflamada questão tiveram o mesmo fim dos guardas de Nabucodonosor – caíram, destruídos pela influência explosiva de seu calor! O problema que temos a resolver não é o de como nasceu o mal, mas de como ele irá morrer – não como ele veio ao mundo, mas de todo o transtorno que causou desde sua chegada e como deve ser removido. As pessoas que desperdiçam seu tempo em especulações inúteis e curiosas sobre a origem do mal moral geralmente são preguiçosas demais para buscar na prática a expulsão do inimigo e, assim, matam tempo e aplacam suas consciências investindo em profundas polêmicas e em vã barulheira sobre assuntos que não nos interessam.

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Soberania e Salvação – Sermão n° 60

Soberania e Salvaçãonº 60

Um sermão pregado na manhã do Domingo, 6 de Janeiro, 1856

por Charles Haddon Spurgeon

Na Capela de New Park Street, Southwark, Londres.

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“Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra, porque eu sou Deus, e não há outro.” Isaías 45:22.

Há seis anos atrás, quase nesta mesma hora do dia, me encontrava “em fel de amargura e em laços de iniquidade.” Contudo, pela graça divina, já tinha sido conduzido a sentir a amargura dessa servidão, e a clamar em razão da maldade dessa escravidão. Buscando o descanso sem encontrá-lo, entrei na casa de Deus e me sentei ali, temendo que, se levantasse o olhar, poderia ser cortado e consumido completamente por Sua severa ira. O ministro subiu ao púlpito e, da mesma forma como acabo de fazer, leu este texto: “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra, porque eu sou Deus, e não há outro.” Eu olhei no mesmo instante e a graça da fé me foi outorgada ali; e agora creio que posso afirmar verdadeiramente:

“Desde que pela fé vi a torrente,
Que é alimentada por Suas feridas sangrentas,
O amor redentor foi meu tema,
E assim será até que morra.”

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Cristo e Eu – Sermão N° 781

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N° 781

Sermão pregado na manhã de Domingo, 17 de Novembro de 1867
Por Charles Haddon Spurgeon
No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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“Com Cristo estou juntamente crucificado, e já não vivo eu, mas vive Cristo em mim; e o que agora vivo na carne, vivo na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”. Gálatas 2:20.

Nas grandes cadeias de montanhas, há elevados picos que tocam as nuvens, mas, por outro lado, há, aqui e ali, partes mais baixas da cordilheira que podem ser trafegadas pelos viajantes e que se convertem em estradas nacionais que propiciam o intercâmbio comercial entre as diversas terras. Meu texto se ergue ante minha contemplação como uma majestosa cadeia de montanhas, como uma verdadeira Cordilheira dos Andes por sua altura. Esta manhã não vou tentar escalar os cumes de sua magnificência; não temos o tempo e tememos que não tenhamos a habilidade para uma obra dessa natureza, mas, até onde minha capacidade permitir, irei guiá-los através de uma ou duas verdades práticas que poderiam ser úteis para nós esta manhã e poderiam nos introduzir aos ensolarados campos da contemplação.

I. Mãos à obra agora. Peço que observem com muito cuidado, em primeiro lugar, A PERSONALIDADE DA RELIGIÃO CRISTÃ tal como é exibida no texto que vamos analisar.

Quantos pronomes pessoais da primeira pessoa há neste versículo? Acaso não são oito? Há uma copiosa presença de “eus” e “meus”. O texto não contém nenhum plural; não menciona ninguém mais, nem uma terceira pessoa situada longe, mas que o apóstolo trata acerca de si mesmo, de sua própria vida interior, de sua própria morte espiritual, do amor de Cristo por ele e do grande sacrifício que Cristo realizou por ele. “O qual me amou e se entregou por mim”. Isso é introdutivo, pois um sinal distintivo da religião cristã é que faz ressaltar a individualidade da pessoa. Não nos faz egoístas, pelo contrário, cura- nos desse mal, mas com tudo isso, manifesta em nós uma identidade mediante a qual nos tornamos conscientes, de maneira eminente, de nossa individualidade pessoal. Nos céus noturnos se tinha observado há muito tempo brilhantes massas de luz; os astrônomos as chamaram de “nebulosas”; supunham que eram depósitos de matéria caótica disforme, até que o telescópio de Herschell as identificou como distintas estrelas. O que fez o telescópio com as estrelas, a religião de Cristo faz com os homens, quando a recebem em seus corações. Os homens se consideram como fundidos com a raça, ou submersos na comunidade, ou absorvidos pela humanidade universal; têm uma ideia muito confusa acerca de suas obrigações independentes para com Deus e de suas relações pessoais para com seu governo, mas o Evangelho, como telescópio, isola o homem frente a si mesmo, faz com que se veja como uma existência separada, e o obriga a meditar sobre seu próprio pecado, sobre sua própria salvação e sua própria condenação pessoal, a menos que seja salvo pela graça. No caminho espaçoso há tantos viajantes, que se vocês lançarem um olhar sobre ele como voo de pássaro, parecerá estar cheio de uma vasta multidão de homens que avança em desordem; mas no caminho estreito que conduz à vida eterna, cada viajante é único; atrai sua atenção; é um homem devidamente identificado. Tendo que ir contra a corrente geral dos tempos, o crente é um indivíduo sobre o qual se pousam olhos observantes. É um indivíduo distinto tanto para ele mesmo quanto para o resto dos de sua classe.

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A Perseverança Final dos Santos – Sermão N°1361

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Sermão pregado na Manhã de Domingo 24 de Junho de 1877

por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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“O justo seguirá o seu caminho firmemente” – Jó 17: 9

 

O homem que é justo diante Deus tem um caminho próprio. Não é o caminho da carne, nem tampouco é o caminho do mundo; é um caminho que o mandato divino lhe designou, e é onde ele caminha pela fé. É a estrada do Rei da santidade, e o ímpio não transitará por ela: somente os que são resgatados pelo Senhor caminharão por esta estrada, e estes descobrirão que é uma trilha de separação do mundo.

Uma vez que entrou no caminho da vida, o peregrino deve perseverar nele ou perecer, pois assim disse o Senhor: “E se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele”. A perseverança no caminho da fé e da santidade é uma necessidade do cristão, pois somente “o que perseverar até o fim, este será salvo”. Seria em vão brotar rapidamente como a semente que é lançada sobre a rocha, mas logo secar quando o sol está a pino; isso somente demonstraria que uma planta assim não tem raiz, mas “se enchem de seivas as árvores de Jeová” e permanecem e continuam e dão fruto, mesmo em sua velhice, para demonstrar que o Senhor é reto.

Há uma grande diferença entre o cristianismo nominal e o cristianismo real, e isto se pode geralmente comprovar no fracasso de um e na perseverança do outro. Agora, a declaração do texto é que o homem verdadeiramente justo prosseguirá seu caminho; não retrocederá, não saltará os valados e não se desviará nem para a esquerda e nem para a direita, não descansará ficando sem fazer nada, nem tampouco desmaiará, nem deixará de prosseguir em seu caminho; mas “ele prosseguirá seu caminho”. Frequentemente ser-lhe-á muito difícil fazê-lo, mas ele terá tal resolução, tal poder da graça interna que lhe terá sido outorgada, que ele “prosseguirá seu caminho”, com firme determinação, como se estivesse com algo agarrado pelos dentes e não estivesse disposto a soltar.

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A Morte de Cristo Por Seu Povo – Sermão Nº 2656

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Um Sermão pregado na noite de um Domingo do inverno de 1857,

Por Charles Haddon Spurgeon

Na Capela de New Park Street, Southwark, Londres.

E lido no Domingo, 7 de janeiro de 1900.

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“Ele deu a sua vida por nós”. 1 João 3:16

Crente, eu lhe convido a contemplar essa sublime verdade, assim proclamada para você em simples monossílabas: “ele deu a sua vida por nós”. Não existe nem uma só palavra extensa nessa frase; tudo nela é muito simples, e é simples porque é sublime. A sublimidade no pensamento exige sempre, para sua devida expressão, a simplicidade com as palavras. Os pequenos pensamentos precisam ser expressos com grandes palavras, e os pequenos pregadores precisam de palavras em latim para transmitir suas fracas ideias, mas os grandes pensamentos e seus grandes expositores se contentam com pequenas palavras.

“Ele deu a sua vida por nós”. Nessa frase não existe muito que poderia ser usado para exibir a eloquência de alguém; existe pouco espaço nela para discussão metafísica ou para o pensamento profundo; o texto nos apresenta uma doutrina simples, mas sublime. Então, o que devo fazer com ele? Se eu pregasse a mim mesmo proveitosamente a respeito desse texto, não teria que empregar minha sagacidade para examiná-lo determinadamente, nem usar minha oratória para proclamá-lo; mas somente precisaria render-lhe culto praticando minha adoração. Permitam-me prostrar-me então com todos os meus poderes diante do trono e, como um anjo que completou sua missão e que já não tem que voar para nenhum outro lado para cumprir as ordens de seu Senhor, permitam-me bater as asas da minha contemplação e comparecer perante o trono dessa grandiosa verdade e inclinar-me mansamente para adorar Aquele que era, que é, e que há de vir: o grandioso e glorioso Ser que “deu a sua vida por nós”. Continue lendo

Olhos Abertos – Sermão Nº 1461B

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Sermão pregado

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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E abriu-lhe Deus os olhos ” Genesis 21:19

Em todo tempo houve uma fonte de água perto de Agar, ainda que ela não a tenha visto. Deus não abriu a terra para fazer que brotassem novas águas, nem mesmo tinha necessidade disso. A fonte já estava lá, mas para todo propósito prático, bem que podia não ter estado onde estava, pois Agar não podia vê-la. A água de seu odre acabou e seu filho estava morrendo de sede, e ela mesma estava a ponto de desfalecer, no entanto, o fresco manancial borbulhava muito perto desse local onde estavam. Era necessário que Agar enxergasse a fonte como era necessário que ela estivesse lá e, portanto, com grande compaixão, o Senhor a conduziu a ver o manancial ou, como o texto expressa, “e abriu-lhe Deus os olhos”.

Isso era pouca coisa comparado com a criação de uma nova fonte, mas nosso Deus realiza coisas bem pequenas bem como coisas muito grandes quando há necessidade delas. O mesmo Deus que divide o Mar Vermelho e faz que o Jordão se detenha, abre os olhos de uma pobre mulher. O mesmo Deus que veio com todos os Seus carros de fogo a Parã e com todos os  Seus santos ao Sinai, e que fez com que o monte fumegasse completamente em Sua presença, é Aquele de quem lemos “e abriu-lhe Deus os olhos”. O infinito Senhor agrada-se em fazer pequenas coisas. Ele enumera as estrelas, mas também conta os cabelos de nossas cabeças. Recordem que o mesmo Deus que modelou a esfera na qual moramos desenha também cada pequena gota de orvalho, e Aquele que faz com que o raio percorra toda a extensão do céu também é o mesmo que dá asas a cada mariposa e guia cada minúsculo peixinho no riacho. Ele preparou um grande peixe para que tragasse Jonas, porém, Ele também preparou um verme para que ferisse a aboboreira. Que condescendente o Senhor é, já que atende cuidadosamente os assuntos menores para Seus filhos, e não só mata o bezerro cevado como também coloca sapatos em seus pés. Algumas vezes coisas que são bem pequenas se convertem em coisas absolutamente necessárias, pois são como dobradiças da história, como eixos nos quais o futuro gira. Frequentemente, o curso inteiro da trajetória de um homem se viu afetado pelo pensamento de um instante. A palavra de uma criança afetou o destino de um império; a expressão ocasional de um orador, assim como os homens falam do azar, elevou alguns povos com uma nova paixão e mudou os tempos e estremeceu os reinos. O Senhor trabalha gloriosamente por meio de agentes, de eventos pequenos e desprezados. Ao abrir os olhos de Agar, Deus assegurou a existência da raça dos ismaelitas, que ainda permanecem até o dia de hoje. Do pequeno provém o grande.

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A Necessidade de Todo Ser Humano – Sermão N° 1455

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Sermão pregado por

Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano,  Newington, Londres.

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“Necessário vos é nascer de novo” João 3:7

 Quando os homens estão perecendo em torno de alguém, é cruel desperdiçar o tempo interessando suas mentes ou alimentando suas fantasias. Devemos fazer algo mais prático e atender com mais diligência as suas necessidades urgentes. Estão morrendo de fome? Então, forneçamos alimento. Estão morrendo de frio? Então, forneçamos cobertas a eles. Acaso é a enfermidade? Então, ministremos remédios. Quando o caso é urgente, deve se limitar às coisas necessárias e atender de todo o coração o que deve receber nossa atenção. O que pode ser, pode esperar, mas o que deve ser, exige nossa imediata resposta. Agora, as necessidades espirituais dos seres humanos são urgentes e entre elas a mais urgente é sua regeneração: é necessário que nasçam de novo, ou estarão perdidos. Portanto, vamos nos alongar neste tópico agora e vamos lhe dar toda nossa consideração, deixando que outros assuntos interessantes esperem até que este importantíssimo tema chegue à sua feliz conclusão.

Isto é algo indispensável, e devemos insistir-lhes a todo instante sobre este ponto com todo o nosso coração. Nosso sincero desejo é que haja uma coleta de almas para o celeiro da salvação, mas para que isto aconteça é necessário que nasçam de novo. Temos visto a muitos de vocês voando ao nosso redor como pássaros ao redor do caçador, mas ainda não ficaram presos na rede do Evangelho; este estado de coisas não pode nos deixar contentes; queremos ver que vocês receberam a Cristo e que verdadeiramente nasçam de novo. Vocês têm sido ouvintes durante muito tempo, mas, ai, continuam sendo unicamente ouvintes e não “praticantes da palavra”. Queremos dizer que a culpa não há de recair sobre nós; se vocês continuam não sendo convertidos não é porque não lhe pregamos o Evangelho. Permanecemos pregando-o e temos pregado como um assunto de vida ou morte. Então, temos por objetivo um ponto específico, um ponto de absoluta necessidade: “necessário vos é nascer de novo”. Confiamos que se uma flecha erra o alvo, outra pode acertá-lo; de todas as formas, continuaremos apontando para nosso alvo: a conversão das almas. Oh, que o Espírito Santo guie nesta hora a flecha até você que ainda não foi levado a conhecer o Senhor.

E agora vamos ter uma pequena e simples conversa acerca da grande experiência chamada regeneração – ou o novo nascimento- sem a qual ninguém pode ver o reino do céu e muito menos entrar nele.

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Descanso para os Cansados – Sermão N° 1322

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Sermão pregado na noite de Domingo, 22 de Outubro de 1876

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Mateus 11: 28-30.

 

Nosso Senhor estava declarando a Doutrina da Eleição, agradecendo ao Pai Celeste porque Ele havia escolhido pequeninos, e passado de lado os sábios e prudentes. É muito instrutivo que, bem próximo aos calcanhares desta misteriosa doutrina, venha o gracioso convite do meu texto – tanto quanto se o Senhor Jesus tivesse dito aos Seus discípulos: “nunca deixem que visões sobre predestinação impeçam vocês de proclamar o Meu Evangelho plenamente a toda criatura.” E como se Ele tivesse dito aos não-convertidos: “Não fiquem desencorajados pela Doutrina da Eleição. Nunca deixem que ela seja uma pedra de tropeço no seu caminho, pois quando os meus lábios disseram ‘Eu Te agradeço, ó Pai, que Tu escondeste estas coisas dos sábios e prudentes, e as revelaste aos pequeninos’, eu também continuo falando para vocês, na mais profunda sinceridade de coração, “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.”

Destacarei desde o princípio quem é que faz tão grande promessa e dá tão livre convite. Há muitos médicos charlatães no mundo e cada um deles proclama o seu próprio remédio. Quem é este Homem que nos chama tão seriamente e nos promete tão confiadamente? Seria Ele um impostor também? Estaria Ele nos enganando? Estaria Ele Se gabando além de Sua capacidade? Ah, não se pode pensar que sim, pois este Homem, este Homem maravilhoso que promete descanso àqueles que vem a Ele, é também Deus! Ele é o Filho do Altíssimo, bem como o filho de Maria! Ele é o Filho do Eterno tanto quanto é o Filho do Homem e Ele tem poder, por causa da Sua Natureza Divina, para realizar qualquer coisa que Ele promete fazer!

Como Homem, o Senhor Jesus era conhecido por Sua veracidade. Nunca saiu de Seus lábios um equívoco. Ele nunca Se gloriou além de Sua capacidade nem levou homens a esperar Dele algo que Ele não pudesse entregar. Por que Ele os enganaria? Ele não tinha nenhum fim egoísta para servir ou ambição para satisfazer. Não veio Ele para contar aos homens as Verdades de Deus? Era esta a Sua tarefa e Ele a cumpriu minuciosamente. Então, acredite Nele! Assim como vocês estão persuadidos da veracidade do Seu caráter, aceitem o Seu ensinamento. E como vocês crêem na Sua Deidade – se vocês de fato crêem, e eu acredito que creem – creiam na Sua capacidade de salvar e confiem imediatamente as suas almas às mãos Dele! Se Ele é um mero impostor, não venha a Ele. Mas, se, de fato, você acredita que meu Senhor e Mestre é fiel e verdadeiro, eu imploro a vocês: atendam imediatamente ao Seu chamado!

Onde Ele está agora? Ele não está aqui, pois Ele ascendeu. Mas, desde quando falou estas palavras, Ele não perdeu poder para salvar, porém, num certo sentido, ganhou em habilidade, pois desde que Ele proferiu estas palavras, Ele morreu a morte de Cruz pela qual obteve poder para tirar os pecados dos homens! Ele também já ressurgiu do túmulo, para nunca mais morrer, e ascendeu à Glória com todo poder dado a Ele nos Céus e na terra. Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores! E é no nome Dele e pela autoridade Dele que nós proclamamos a vocês o Evangelho de Cristo, de acordo com as Palavras registradas pelo evangelista Mateus – “Toda autoridade Me foi dada nos Céus e na terra: portanto, vão e ensinem todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Jesus é um Redentor entronizado que hoje convida vocês! Certifiquem-se que vocês não O recusem quando Ele fala. Ele é capaz de salvar definitivamente os que, por meio Dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. Portanto, não duvide do Seu poder para salvar vocês, mas venham a Ele imediatamente e encontrem descanso para as suas almas.

Sendo Jesus o orador, e sendo claras tanto Sua autoridade como a Sua capacidade, nós, agora, dissecaremos as palavras, e que Deus nos conceda que, enquanto o fazemos, o Espírito de Deus use cada sílaba e imprima a Sua Verdade nos nossos corações! Primeiramente, eu percebo aqui uma característica que descreve vocês como os que estão cansados e sobrecarregados. Em segundo lugar, eu percebo uma benção que convida vocês – “Eu lhes darei descanso.” Em terceiro lugar, eu percebo uma direção que guiará vocês – “Venham Mim; tomem sobre vocês o meu jugo; aprendam de Mim.” E, em quarto lugar, eu percebo um argumento que eu confio que possa persuadir vocês – “Eu sou manso e humilde de coração. Meu jugo é suave e meu fardo é leve.”

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Pregando a Cristo Crucificado – Sermão Nº 3218

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Sermão pregado na noite de Domingo, 23 de agosto, 1863;

Por Charles Haddon Spurgeon,

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres,

E publicado na quinta-feira, 6 de outubro, 1910.

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“Mas nós pregamos a Cristo crucificado.” 2 Coríntios 1:23.

No versículo que precede nosso texto, Paulo escreve: “os judeus pedem sinais.” Diziam: “Moisés fez milagres; se vemos que se fazem milagres, então creremos,” esquecendo que todos os milagres que Moisés fez foram totalmente obscurecidos pelos milagres feitos por Jesus no homem, quando esteve aqui na terra. Logo, houve certos mestres judaizantes que, para ganhar os judeus, pregavam a circuncisão, exaltavam a Páscoa e procuravam demonstrar que o judaísmo podia existir lado a lado do cristianismo, e que os antigos ritos ainda podiam ser praticados pelos seguidores de Cristo. Então, Paulo, ‘que a todos os homens foi feito de tudo, para que de todos os modos salvasse alguns,’ tomou uma determinação, e disse, com efeito: “Independentemente do que os outros façam, nós pregamos a Cristo crucificado; e não nos atreveríamos a alterar, nem poderíamos alterar, nem alteraríamos o grandioso tema de nossa pregação, ‘Jesus Cristo, e a este crucificado’.”

Logo acrescentou: “e os gregos buscam sabedoria.” Corinto era o olho mesmo da Grécia, e os gregos de Corinto buscavam avidamente aquilo que valorizavam como a sabedoria, ou seja, a sabedoria deste mundo, não a sabedoria de Deus que Paulo pregava. Os gregos guardavam também a lembrança da eloquência de Demóstenes e outros oradores famosos, e pensavam que a verdadeira sabedoria devia ser proclamada com os enfeites de uma elocução magistral; mas Paulo escreve a esses gregos de Corinto: “me propus não saber entre vós coisa alguma, senão Jesus Cristo e a este crucificado… e nem minha palavra, nem minha pregação foi com palavras persuasivas de sabedoria humana, mas com demonstração do Espírito e de poder, para que vossa fé não esteja fundamentada na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

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