Amado, porem afligido – Sermão Nº 1518

Nº 1518

Sermão pregado a uma audiência de damas inválidas

por Charles Haddon Spurgeon,

em Mentone, França,

sem data registrada

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“Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas.” João 11:3

Aquele discípulo a quem Jesus amava não está de nenhuma forma relutante ao registrar que Jesus também amava a Lázaro: Não existem ciúmes entre aqueles que são eleitos pelo Bem amado. Jesus amava Maria, Marta e Lázaro: é algo feliz quando uma família inteira vive no amor de Jesus. Era um trio favorecido, e, no entanto, como a serpente entrou no Paraíso, assim também a aflição entrou na tranquila casa de Betânia.

Lázaro estava enfermo. Todos eles sentiam que se Jesus estivesse ali, a enfermidade fugiria de Sua presença; então, que outra coisa deveria fazer, senão notificar e Jesus sua tribulação? Lázaro encontrava-se às portas da morte, logo, suas amorosas irmãs reportaram imediatamente sua aflição a Jesus, dizendo-lhe: “Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas.”

Desde ai, essa mesma mensagem tem sido enviada muitas vezes a nosso Senhor, já que em muitíssimos casos, Ele tem escolhido Seu povo em forno de aflição. Do mestre se diz: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si”, então, nesse assunto não é algo extraordinário que os membros sejam conformados a sua Cabeça. Continue lendo

Agora e Depois: Entendendo como entendemos e como entenderemos a realidade espiritual – Sermão Nº1002

Nº1002

Um sermão pregado

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres

“Agora vemos como em espelho, obscuramente; mas então veremos cara a cara.” 1 Coríntios 13:12

Neste capítulo, o apóstolo Paulo fala de caridade – ou do amor – nos termos mais sublimes. Considera que é uma graça muito mais excelente do que qualquer dos dons espirituais que acabava de mencionar. É fácil ver que tinha boas razões para a preferência que lhe concedia.  Esses dons, os senhores observarão, eram distribuídos entre homens piedosos e cada indivíduo recebia sua porção única, de tal maneira que alguém tinha algo que o outro precisava; mas esta graça da caridade pertence a todos aqueles que passaram da morte para a vida. A prova de que são discípulos de Cristo se encontra no amor que lhe têm tanto a Ele como aos irmãos. Além disso, aqueles dons tinham o propósito de equipá-los para o serviço, com a finalidade de que cada membro do corpo fosse útil para os demais membros do corpo; porem esta graça é para proveito pessoal: é uma luz no coração e uma estrela no peito de cada pessoa que a possui. Esses dons, ademais, eram de uso temporal; seu valor estava limitado à esfera em que eram exercidos; porém esta graça da caridade cresce em todo tempo e em todo lugar; e não é menos essencial para nosso futuro eterno que para nosso bem-estar presente.

A todo custo procure os melhores dons, meu caro irmão, assim como o artista desejaria ter habilidade em todos seus membros, e estar alerta com todos seus sentidos, mas sobre tudo, aprecie o amor; assim como esse mesmo artista quisesse cultivar o gosto refinado que vive e respira em seu interior, que é o manancial secreto de todos seus movimentos, a faculdade que impulsiona sua habilidade. Aprendam a estimar este sagrado instinto do amor mais que todos os mais seletos dons. Sem importar quão pobre possam ser em matéria de talentos, o amor de Cristo deve habitar ricamente em ti. Continue lendo

Lançai Fora o Medo – Sermão Nº 930

Nº 930

Pregado na noite de domingo de 10 de abril de 1870

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres

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“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.”

 Isaías 41:10.

Se não houvesse nada no sermão desta noite, irmãos, no texto já haveria o suficiente para satisfazer sua boca com coisas boas, de forma que sua juventude possa ser renovada como a da águia. Que o Espírito Santo estenda a vocês uma mesa no deserto. E que Ele possa dar a vocês o apetite para se alimentar, pela fé, desses manjares reais, os quais, assim como a comida que Daniel e seus companheiros se alimentaram, os tornarão bem favorecidos diante de Deus e dos homens.

Para quem são ditas estas palavras? Pois não devemos tomar da Escritura de Deus mais do que dos tesouros do homem. Não temos mais direito de tomar para nós uma promessa que não nos pertence do que temos de tomar de outro homem sua carteira. Essas palavras foram evidentemente ditas pelo profeta, em nome de Deus, para os escolhidos Dele. Leia o verso oito “Mas tu, ó Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu amigo.”

E novamente, no nono verso – “Tu és o meu servo, eu te escolhi.” Então, se você ou eu tivermos de encontrar qualquer coisa que seja graciosa e confortável aqui, ela virá a nós, não nas pisadas do mérito, mas sobre o terreno da Graça Soberana. Não será nossa porque nós escolhemos Cristo, mas porque Ele nos escolheu. Nosso Pai celestial tem nos abençoado com todas as bênçãos espirituais de acordo com a Sua escolha por nós em Cristo Jesus desde antes da fundação do mundo[1]. A escolha eterna é o poço do qual flui toda a nascente da misericórdia. Feliz és tu, minha alma, se a Divina Graça inscreveu seus nomes no livro eterno de Deus! Vocês podem vir a este texto como uma criança que vai à própria mesa de seu pai, e podem tirar dela toda forma de conforto para sustentar seu espírito. Continue lendo