Liberdade aos Cativos: o sermão mais Brasileiro de C.H.Spurgeon – Sermão Nº 2371

capa sermão SpurgeonNº 2371

Sermão pregado na noite de Domingo, 13 de maio de 1888

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

BAIXE EM PDF

COMPRA NA AMAZON (APOIE O PROJETO) 

 “A proclamar liberdade aos cativos.”  Isaías 61:1

Eu não sei com que frequência vocês geralmente leem o jornal diário. Eu acho que nós poderíamos ter uma “Sociedade pela Supressão do Conhecimento Inútil”. Um grande negócio que aparece nos jornais apenas para isto – e muito tempo é desperdiçado lendo-o. Mas, algumas vezes, nós temos uma jóia em meio das notícias, e, em minha mente, há uma jóia contida no telegrama da Reuter’s[1] proveniente do Rio de Janeiro, de 10 de maio: “A Câmara dos Deputados Brasileira votou a imediata e incondicional abolição da escravatura no Brasil”.[2] Meu coração regozijou enquanto eu lia este parágrafo! Eu espero que isto não signifique que esta votação possa ser derrotada em alguma outra Câmara, ou que a abolição possa ser evitada por algum outro poder. Mas, se significa que a escravidão está para ser imediata e incondicionalmente abolida no Brasil, eu convoco todos vocês a agradecer a Deus e se regozijar em Seu nome! Onde quer que exista a escravidão, há uma horrível maldição, e a abolição é uma benção indescritível. Todos os homens livres deveriam louvar a Deus e especialmente aqueles que Cristo tornou livre, pois eles são “realmente livres”. Continue lendo

Força-os a Entrar – Sermão N°227

N°. 227

Sermão pregado na manhã de Domingo, 5 de Dezembro de 1858,

Por Charles Haddon Spurgeon.

No Music Hall,  Royal Surrey Garden, Londres.

COMPRE NA AMAZON (APOIE O PROJETO)

BAIXE EM PDF

 

Steve Lawson cita esse sermão no seu  livro “O Foco evangélico de Charles Spurgeon“, da Editora Fiel. Lawson aplica esse e outros sermões como exemplos de como Spurgeon pregava o evangelho para salvar os pecadores, mesmo sendo calvinista

“força-os a entrar”. (Lucas 14:23)

Tenho tanta pressa de ir e obedecer hoje mesmo essa ordem de forçar a entrada dos que se detêm agora nos caminhos e nos becos, que não posso ficar na introdução, mas devo dar inicio a minha apresentação de imediato.

Ouçam, pois, vocês que desconhecem por completo a verdade que é em Jesus, ouçam, pois, a mensagem que tenho que lhes entregar. Vocês caíram, caíram em seu pai Adão; também caíram por vocês mesmos, pelo pecado que cometem diariamente e por sua constante iniquidade. Provocaram a ira do Altíssimo. E tão certamente como pecaram, assim certamente Deus deverá lhes castigar se perseveram em suas iniquidades, pois o Senhor é um Deus de justiça, e de nenhuma forma passará por alto o culpado.

Por acaso você não o ouviram? Não se lhes disse aos ouvidos que faz muito tempo que, Deus, em sua infinita misericórdia, estabeleceu uma forma pela qual, sem nenhuma violência contra sua honra, pode ter misericórdia de vocês, os culpados e indignos? A vocês lhes falo. E minha voz se dirige a vocês, oh filhos dos homens. Jesus Cristo, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, desceu do céu, e foi feito a semelhança de carne de pecado. Gerado pelo Espírito Santo, Ele nasceu da Virgem Maria. Viveu nesse mundo uma vida de santidade exemplar e do mais profundo sofrimento, até que se entregou para morrer por nossos pecados, “o justo pelos injustos, para nos levar a Deus”. Continue lendo

A Ressurreição dos Mortos – Sermão Nº 66-67

Nº 66-67

Sermão pregado na manhã de Domingo, 17 de Fevereiro, 1856

Por Charles Haddon Spurgeon

Na Capela de New Park Street, Southwark, Londres.

BAIXE EM PDF

COMPRE NA AMAZON  (APOIE O PROJETO)

Há de haver ressurreição dos mortos, tanto dos justos como dos injustos” Atos 24:15.

 

Meditando outro dia sobre o triste estado das igrejas em nosso tempo, fui conduzido a observar em retrospectiva aos tempos apostólicos, e a considerar em quê difere a pregação destes dias da pregação dos apóstolos. Notei a vasta diferença em seu estilo em relação à oratória formal e determinada da época presente. Observei que os apóstolos não tomavam um texto quando pregavam, nem se reduziam a somente um tema, e muito menos a algum lugar de adoração, e também descobro que paravam em qualquer lugar e declaravam desde a plenitude de seu coração o que sabiam de Jesus Cristo. Mas a principal diferença que observei radicava nos temas de sua pregação. Me surpreendi quando descobri que o elemento principal da pregação dos apóstolos era a ressurreição dos mortos. Percebi que eu estava pregando sobre a doutrina da graça de Deus, que havia sustentado a livre eleição, que estava conduzindo ao povo de Deus da melhor maneira que podia às profundas coisas de Sua palavra; mas me surpreendi ao descobrir que não estava copiando a maneira apostólica, nem sequer a metade do que eu poderia ter feito.

 

Os apóstolos, quando pregavam, sempre davam testemunho da ressurreição de Jesus, e a consequente ressurreição dos mortos. Parece que o Alfa e o Ômega de seu evangelho foi o testemunho de que Jesus Cristo morreu e ressuscitou outra vez dos mortos de acordo as Escrituras. Quando escolheram a outro apóstolo no lugar de Judas, que se converteu em um apóstata, disseram: “Alguém seja feito testemunha conosco, de sua ressurreição,” de tal forma que a essência do ofício de um apóstolo era ser uma testemunha da ressurreição. Continue lendo

Eleição: Defesa e Evidências – Sermão Nº 2920

Nº 2920

Sermão pregado em 1862

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres

E Publicado em 26 de janeiro de 1905

BAIXE EM PDF

COMPRE NA AMAZON (AJUDE O PROJETO)

 

“reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição, porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção […] Com efeito, vos tornastes imitadores nosso e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo.” 1 Tessalonicenses 1:4-6

Já no anunciar do texto, alguns estarão prontos a dizer: “por que pregar sobre uma Doutrina tão profunda como a Eleição?” Eu respondo, porque ela está na Palavra de Deus, e o que quer que esteja na Palavra de Deus, deve ser pregado! “Mas algumas verdades de Deus devem ser mantidas desconhecidas do povo,” você dirá, “para que eles não façam um mau uso delas.” Isto é doutrina papista! Foi com esta teoria que os padres mantiveram a Bíblia fora do alcance do povo – não a deixaram com o povo para que ele não fizesse mau uso dela. “Mas algumas doutrinas não são perigosas?” Não se elas são verdadeiras e corretamente ministradas. A verdade de Deus nunca é perigosa – isto é um erro e uma reticência que estão repletos de perigo! “Mas os homens não abusam das Doutrinas da Graça?” Eu concordo que eles abusam! Mas se nós formos destruir tudo que os homens usam incorretamente, nós não teríamos nada!  Não deveria existir cordas porque alguns tolos se enforcariam com elas? E deveria o cuteleiro[1] ser descartado e denunciado porque há alguns que usaram armas perigosas para destruição de seus inimigos?  Decididamente não! Além disso, lembrem-se de que os homens leem as Escrituras e meditam sobre estas Doutrinas e, portanto, frequentemente cometem erros sobre elas. Quem, então, deverá explicá-las, se nós que pregamos a Palavra, segurarmos nossas línguas sobre este tema? Continue lendo

O Sermão do Palácio de Cristal – Sermão Nº 154-155

Nº 154-155

SERVIÇO de JEJUM E ORAÇÃO REALIZADO NO PALÁCIO DE CRISTAL, SYDENHAM, LONDRES, QUARTA-FEIRA, 7 DE OUTUBRO DE 1857,

PELO REV. C. H. SPURGEON.

PARA QUASE 24.000 PESSOAS REUNIDAS

(Essa foi a maior congregação reunida no ministério de Spurgeon para ouvir um único sermão)

Sendo o dia nomeado por Proclamação para um jejum solene, humilhação e oração perante o Deus Todo Poderoso, a fim de obter perdão pelos nossos pecados e implorar por Sua bênção e assistência em nosso armamento para a restauração e tranqüilidade na Índia.[2]

BAIXE EM PDF

COMPRE NA AMAZON (APOIE O PROJETO)

 

Exposição das Doutrinas da Graça – Sermão Nº 385

Exposição das Doutrinas da Graça por [Charles Haddon Spurgeon, Projeto Spurgeon]Nº 385

Exposição pronunciada na quinta-feira, 11 de abril de 1861.

Pelo Rev. C. H. Spurgeon

Como abertura de uma série de conferências, pronunciadas por diversos pregadores convidados por ocasião da abertura do Tabernáculo Metropolitano, em Newington, Londres

COMPRE EM EBOOK NA AMAZON 

Os trabalhos se iniciaram, sob a presidência de C.H.Spurgeon, as 15:00 horas, com o cântico do hino nº 21:

Salvos do poder condenatório do pecado,

Tremenda maldição da Lei,

Cantos sacros começaremos,

Onde Deus conosco começou.

 

Cantaremos a vasta, imensurável Graça,

A qual, desde antanho

Seus filhos eleitos abraçou,

Como ovelhas em seu aprisco.

 

A base de eterno amor

Sustentará o alicerce da misericórdia;

Terra, inferno ou pecado, igualmente

Em vão conspirarão.

 

Cantai, vós, pecadores comprados por sangue,

Saudai o grande uno e trino Deus,

Contai quão firme já era a aliança,

Antes mesmo que o tempo começasse o seu curso.

 

Não sentiríeis a culpa do pecado,

Nem o dulçor do amável perdão

Se vossos indignos nomes

Não estivessem arrolados para a vida celestial.

 

Oh! Que doce e exultante canto,

A romper a abóbada celestial,

Quando, bradando a graça, as hostes redimidas

Contemplarão o mover de suas lápides!

 

O Rev. George Wyard, de Deptford, fez uma oração.

O Rev. C. H. Spurgeon, dando início aos trabalhos, disse:

Nós já nos reunimos sob este teto para definir a maior parte das verdades de que consistem as peculiaridades desta Igreja. Na noite de ontem, nos esforçamos por demonstrar ao mundo que nós reconhecemos de coração a unidade essencial da Igreja do Senhor Jesus Cristo. E agora, nesta tarde e noite, é nossa intenção, por meio dos lábios de nossos irmãos, demonstrar as coisas que são verdadeiramente recebidas entre nós, e especialmente aqueles grandes pontos que tão amiúde foram atacados, mas que ainda são tidos e mantidos – verdades que nós provamos, em nossa experiência, serem cheias de graça e de verdade. Minha única função nesta ocasião é apresentar os irmãos que se dirigirão a vós outros, e o farei tão brevemente quanto possível, fazendo como que um prefácio a suas comunicações.

A polêmica que tem prosseguido entre os calvinistas e os arminianos é sumamente importante, mas não envolve a questão crucial da santidade pessoal de tal forma que torne a vida eterna dependente de se esposar um ou outro desses sistemas teológicos. Entre os protestantes e os papistas há polêmicas dessa natureza, de modo que aquele que é salvo, por um lado, pela fé em Jesus, não ousa concordar que seu oponente, do lado oposto, possa ser salvo no que depender de suas próprias obras. Ali, a polêmica é por vida ou morte, porque gira sobre a Doutrina da Justificação pela Fé, a qual Lutero apropriadamente chamou de “a doutrina de verificação”, pela qual uma Igreja permanece ou cai. A polêmica, novamente, entre o crente em Cristo e o Sociniano, é uma que concerne a um ponto vital. Se o Sociniano estiver correto, estamos em abominável erro, e nós de fato somos idólatras – como haveria de habitar em nós a vida eterna? E se estamos corretos, nossa maior caridade não nos permitiria imaginar que um homem pode entrar no Céu sem crer na real divindade do Senhor Jesus Cristo. Há outras polêmicas, portanto, que atingem o centro, e tocam a própria essência da questão.

Eu entendo, porém, que todos estamos livres para admitir que, conquanto John Wesley, por exemplo, em tempos recentes defendeu com zelo o arminianismo, e por outro lado, George Whitefield com igual fervor lutou pelo calvinismo, nenhum de nós deve estar preparado, seja em que lado estivermos, para negar a santidade de um ou de outro. Não podemos fechar nossos olhos para o que cremos ser o crasso erro de nossos oponentes, e devemos nos achar indignos do nome de homens honestos, se pudermos admitir que eles estejam certos em todas as coisas, e nós também o estejamos! Um homem honesto tem um intelecto que não o permite crer que “sim” e “não” podem ambos subsistir ao mesmo tempo e serem ambos verdadeiros. Não posso dizer “é”, e meu irmão, à queima-roupa, dizer “não é”, e ambos estarmos corretos quanto ao assunto! Estamos dispostos a admitir – de fato, não ousamos dizer o contrário – que a opinião neste assunto não determina o estado futuro ou mesmo o presente, de qualquer homem!

Continue lendo

O Hospital de Cristo – Sermão N°2260

O Hospital de Cristo por [Charles Haddon Spurgeon, Projeto Spurgeon]

Nº 2260

Pregado na noite de Domingo, 9 de Março de 1890.

Por Charles Haddon Spurgeon,

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres

COMPRE ESSE EBOOK NA AMAZON 

“Sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas.” Salmo 147:3

Tantas vezes que temos lido este Salmo, invariavelmente tem nos causado uma grande impressão o contexto no qual se encontra este versículo, e especialmente sua conexão com o versículo seguinte. Leiam os dois textos de forma direta: “Sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas. Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes”.  Quanta condescendência e grandeza! Quanta piedade e onipotência! Quem conduz esses mundos poderosos em órbitas quase imensuráveis, é também o Médico das almas humanas, e se inclina aos corações quebrantados, e com Seus próprios dedos cheios de ternura, fecha a ferida aberta e liga ela com emplasto de amor. Pensem nele; e se eu não puder falar, como desejo fazer, sobre o maravilhoso tema da condescendência, ajudem-me com seus pensamentos para eu fazer reverência ao Criador das estrelas, que é, ao mesmo tempo, o Médico dos corações quebrantados e dos espíritos feridos.

Estou igualmente interessado na conexão de meu texto com o versículo que lhe precede: “O SENHOR edifica a Jerusalém, congrega os dispersos de Israel”. A igreja de Deus não poderia estar melhor edificada do que quando é construída com homens de corações quebrantados. Tenho orado a Deus secretamente muitas vezes, ultimamente, pedindo-lhe que Se agrade de reunir dentre nós um povo que tenha uma profunda experiência, que conheça a culpa do pecado, e que seja quebrado e reduzido ao pó, baixo um sentido de sua própria incapacidade e indignidade. Estou persuadido que, sem uma dolorosa experiência do pecado, raramente haverá muita fé nas doutrinas da graça, e haverá pouco entusiasmo em louvar o nome do Salvador. A Igreja necessita ser edificada com homens que tenham sido abatidos. A menos que conheçamos em nossos corações nossa necessidade de um Salvador, nunca seremos o suficientemente dignos de anunciar Ele. O pregador que nunca foi convertido, o que pode dizer a respeito? E quem não há estado nunca na masmorra, quem não tenha estado nunca no abismo, quem não tenha se sentido deixado longe da presença de Deus, como poderia consolar a muitos dos que estão perdidos e sujeitados com as cadeias da desesperação? Que o Senhor quebrante muitos corações, e que logo os feche, para que com eles edifique a igreja e more nela!

Neste momento, abandonando o contexto, venho ao texto em si, e desejo falar dele para que todo aquele que está aqui atribulado  possa obter consolo, se Deus Espírito Santo nos fala nele. Considerem, primeiro, aos pacientes e suas enfermidades:  “Ele sara os quebrantados de coração.” Considerem, posteriormente, ao Médico e Sua medicina, e por um momento voltem seus olhos à Ele, que faz a obra de salvação. Logo, vou considerar o tributo ao grandioso Médico que encontramos neste versículo: “Ele sara os quebrantados de coração, e ata suas feridas.” Por último, e como modo de aplicação prática, consideraremos o que devemos fazer por Ele, que sara os quebrantados de coração.

I. Então, em primeiro lugar, considerem AOS PACIENTES E SUA ENFERMIDADE. Eles sofrem de quebrantamento de coração. Tenho ouvido de muitos que tem morrido por causa dessa enfermidade. No entanto, aqui há alguns que vivem com um coração quebrantado, e que vivem tanto melhor porque seu coração foi quebrantado. Vivem uma vida diferente e mais elevada do que a levaram antes que esse bendito golpe despedaçasse seu coração.

Existe muitos tipos de corações partidos, e Cristo é eficaz para sarar a todos eles. Não vou rebaixar nem estreitar a aplicação de meu texto. Os pacientes desse grandioso Médico são aqueles cujos corações são quebrantados pela aflição. Seus corações são quebrantados pela decepção. São quebrantados pelo combate. São quebrantados de dez mil maneiras, pois este mundo quebra os corações; e Cristo é muito eficaz sarando todo tipo de corações quebrantados. Eu animo a todas as pessoas, ainda que seu quebrantamento de coração não seja de natureza espiritual, que busquem a Quem sara aos quebrantados de coração. O texto não diz: “aos quebrantados espiritualmente de coração”, portanto, não colocarei nenhum advérbio ali onde não há nenhum na passagem. Venham aqui, os que estão cansados e sobrecarregados; venham aqui, todos os que sentem dor, não importa qual seja sua aflição; venham aqui, todos os que têm corações quebrantados com um quebrantamento de qualquer natureza, pois Ele sara aos quebrantados de coração.

Continue lendo

A Gloriosa Relação entre a Predestinação e o Convite do Evangelho – Sermão Nº1762

Nº1762

Sermão pregado no Exerter Hall, Londres

Por Charles Haddon Spurgeon

 BAIXE  EM PDF

COMPRE NA AMAZON (APOIE O PROJETO)

Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. (João 6:37)

Estas duas sentenças têm sido consideradas como representativas de dois aspectos da doutrina cristã. Permitem-nos vê-la de dois pontos de vista – em direção a Deus e em direção ao homem. A primeira sentença contém o que alguns chamam de alta doutrina. Se por ‘alta ” eles querem dizer ‘gloriosa para com Deus’ concordo plenamente com eles; pois é uma grande e divina verdade o que o Senhor Jesus declara nestas palavras: ‘Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim.’  Alguns têm identificado este lado da verdade como Calvinista; mas enquanto é verdade que Calvino a ensinou, também o fizeram Agostinho, Paulo e o próprio Senhor, de quem são estas palavras.  No entanto, não discutirei com aqueles que vêm nesta sentença uma declaração da grande verdade da graça da predestinação. A segunda sentença estabelece uma abençoada e encorajadora doutrina evangélica, sendo na verdade uma promessa e um convite: ‘O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.’  Esta é uma declaração sem nenhuma forma de limites: tem sido entendida como deixando a livre graça de Deus aberta ao livre arbítrio do homem, de tal sorte que quem porventura se agradar dela pode vir e ter certeza de que não será recusado. Não temos permissão para reduzir o sentido de qualquer uma destas frases, nem existe nenhuma necessidade de fazê-lo. A primeira sentença parece-me dizer que Deus escolheu um povo, e entregou este povo a Cristo, e que este povo deve ir e irá a Cristo, e será assim salvo. A segunda verdade declara que todo homem que vem a Cristo será salvo, uma vez que não será lançado fora, o que implica dizer que ele será recebido e aceito.  Estas são duas grandes verdades; vamos levá-las conosco, pois ambas se contrabalançam entre si. Continue lendo