Pregado na manhã de Domingo, 6 de janeiro de 1867, po
C. H. SPURGEON
No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.
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“… SENHOR, teu Deus, cujos olhos estão continuamente sobre ela, desde o princípio até o fim do ano.” Deuteronômio 11.12
Os israelitas haviam permanecido por um tempo no Egito, uma terra que só produzia alimento para seus habitantes pelo trabalhoso processo de irrigar seus campos. Eles haviam convivido com os filhos de Cam enquanto observavam com olhos ansiosos as cheias do rio Nilo e haviam participado dos incessantes trabalhos pelos quais as águas eram armazenadas em reservatórios e, posteriormente, liberadas gradualmente para irrigar as diversas plantações. Moisés lhes diz neste capítulo que a terra da Palestina não era de todo como o Egito; era uma terra que não dependia tanto do trabalho dos habitantes, como da boa vontade do Deus do céu. Ele chama isso de terra de colinas e vales, uma terra de nascentes e rios, uma terra dependente não dos rios da terra, mas da chuva do céu, e ele conclui caracterizando-a da seguinte forma: “terra cuidada pelo SENHOR, teu Deus, cujos olhos estão continuamente sobre ela, desde o princípio até o fim do ano.”
Observe aqui um tipo de condição do homem natural e espiritual. Neste mundo em termos temporais e em todos os outros aspectos, o homem meramente carnal tem que ser sua própria providência, e responsabilizar-se por suprir todas as suas próprias necessidades. Portanto, seus cuidados são sempre muitos, e frequentemente eles se tornam tão pesados que o levam ao desespero. Ele vive uma vida de cuidado, ansiedade, tristeza, inquietação e decepção; ele habita no Egito e sabe que não há alegria, conforto ou provisão se não desgastar sua alma em consegui-los. Mas o homem espiritual habita em outro país; sua fé faz dele um cidadão de outra terra. É verdade que ele suporta os mesmos trabalhos e experimenta as mesmas aflições que os ímpios, mas ele lida com essas situações de uma maneira diferente, pois isso chega a ele como desígnios de um Pai misericordioso e vão embora por ordem da sabedoria amorosa. Pela fé, o homem piedoso lança seu cuidado sobre o Deus que cuida dele e, assim, caminha sem se preocupar, porque sabe que é filho da bondade do céu, para quem todas as coisas trabalham juntas para o seu bem. Deus é seu grande guardião e amigo, e todas as suas preocupações estão seguras nas mãos da graça infinita. Mesmo no ano da seca, o crente habita em pastagens verdes e deita-se ao lado das águas tranquilas, contudo, quanto aos ímpios, ele permanece no deserto e ouve as murmurações daquela maldição: “Maldito o homem que confia no homem, que faz daquilo que é mortal a sua força e afasta do SENHOR o coração. Ele é como um arbusto no deserto, não perceberá quando vier bem algum”.
Você questiona minha afirmação, que Canaã é um tipo adequado da condição atual do cristão? Frequentemente tenho insistido nisso, que é um tipo muito melhor do crente militante aqui do que do santo glorificado na Nova Jerusalém. Canaã é, às vezes, usada por nós em nossos hinos como a imagem do céu, mas dificilmente é assim; a rápida reflexão mostrará que é muito mais, distintamente, a imagem do estado atual de cada crente. Enquanto estamos sob a convicção de pecado, somos como Israel no deserto, não temos descanso para os nossos pés, porém quando colocamos nossa confiança em Jesus, somos quando o povo atravessou o rio e deixamos o deserto para trás: “nós, os que temos crido, que entramos no descanso”, pois “ainda resta um repouso sabático para o povo de Deus”. Os crentes entraram na salvação consumada que nos é fornecida em Cristo Jesus. As bênçãos de nossa herança estão em grande medida já em nossa posse; o estado de salvação não é mais uma terra de promessa, mas é uma terra possuída e desfrutada. Temos paz com Deus e somos, agora mesmo, justificados pela fé. “Amados, somos filhos de Deus”. As bênçãos da aliança são, neste momento, na verdade, nossas, assim como as porções da terra de Canaã se tornaram realmente de posse das várias tribos. É verdade que há um inimigo em Canaã, um inimigo a ser expulso – o pecado interior, que está enraizado em nossos corações como em cidades muradas; concupiscências carnais, que são como as carruagens de ferro com as quais temos que fazer a guerra – mas a terra é nossa; neste momento, temos em nossa posse o patrimônio pactuado e os inimigos que nos roubariam dela serão, pela espada da fé e pelo poder da oração, completamente erradicados.
O cristão, como Israel em Canaã, não está mais sob o governo de Moisés; ele se desvinculou de Moisés de uma vez por todas. Moisés foi engrandecido e honrado quando subiu ao topo da colina, e com um beijo dos lábios de Deus foi levado aos céus. Mesmo assim, a lei foi ampliada e tornada honrosa na pessoa de Cristo e deixou de reinar sobre o crente; e como Josué era o líder dos israelitas quando eles entraram em Canaã, assim é Jesus, nosso Líder agora. É Ele quem nos conduz de vitória em vitória, e não embainhará a sua espada até que tenha tomado para si, e nos tenha dado, a nós, seus seguidores, a plena posse de toda a santidade e felicidade que os compromissos da aliança nos asseguraram. Por estas e muitas outras razões, é claro que os filhos de Israel em Canaã estavam tipicamente na mesma condição que nós estamos agora que, tendo acreditado em Jesus, têm a nossa cidadania no céu.
Amados, aqueles de vocês que se encontram em tal estado irão apreciar esse texto. É a essas pessoas que o texto se dirige. Os olhos do Senhor, teu Deus, estão sempre sobre ti, ó crente, do início ao fim do ano. Vocês que confiam em Jesus, estão sob a orientação do “grande Josué”, vocês estão lutando contra o pecado e alcançaram a salvação, deixaram para trás o deserto da convicção e do medo, entraram na Canaã da fé e agora os olhos de Deus estão sobre vocês e sobre a sua condição desde o início até o fim do ano. Que o Espírito Santo nos abençoe; e nós, primeiro, aceitaremos o texto como o encontrarmos; segundo, examinaremos o texto atentamente; terceiro, apagaremos partes do texto; e, quarto, extrairemos lições práticas do texto.
I. Primeiramente, consideraremos o texto como o encontramos. A primeira palavra que brilha diante de nós como uma joia em uma coroa é “olhos”, “os olhos do Senhor”. O que significa isso? Certamente não é mera onisciência. Nesse sentido, os olhos do Senhor estão em todos os lugares, contemplando o bem e o mal. Deus vê Agar, assim como Sara, e contempla Judas quando este lhe dá o beijo traiçoeiro, com a mesma certeza com que contempla a santa mulher quando ela lava os pés do Salvador com suas lágrimas. Não é apenas isso, há amor no texto para adoçar a observação. “O Senhor conhece o caminho dos justos” com um conhecimento que vai além da onisciência. Os olhos do Senhor estão sobre os justos, não para simplesmente vê-los, mas para contemplá-los com complacência e deleite; não apenas para observá-los, mas para observá-los com carinho e interesse. O significado do texto, então, é, em primeiro lugar, que o amor de Deus está sempre sobre o seu povo. Ó cristãos, pensem nisto, é melhor pensar do que falar: Deus nos ama! O grande coração da Deidade está voltado para nós, pobres, insignificantes, indignos, seres sem valor. Deus nos ama, nos ama sempre, jamais pensa em nós sem pensamentos amorosos, jamais nos considera, nem fala de nós, e nem age em nosso favor senão com amor. Deus é amor, em certo sentido, para com todos, pois Ele é pleno de benevolência para com todas as Suas criaturas; o amor é, de fato, a Sua essência; mas há uma profundidade insondável quando essa palavra é usada em referência aos Seus eleitos, que são objetos de graça singular, redimidos pelo sangue, emancipados pelo poder, adotados pela condescendência e preservados pela fidelidade. Amados, não me peçam para falar desse amor, mas implorem a Deus, o Espírito Santo, que o fale ao íntimo de suas almas. Os olhos amorosos de Deus estão sempre sobre vocês, os mais pobres e obscuros do Seu povo, do início ao fim do ano.
A expressão do texto nos ensina que o Senhor tem um interesse pessoal por nós. Não se diz aqui que Deus nos ama e, portanto, envia um anjo para nos proteger e velar por nós; mas é o próprio Senhor que faz isso. Os olhos que nos observam são os próprios olhos de Deus, o guardião sob cuja proteção estamos é o próprio Deus. Algumas mães entregam seus filhos para amamentar, mas Deus nunca faz algo parecido; todos os seus filhos permanecem em seu peito e são carregados em seus braços. Pouco poderíamos fazer se tivéssemos que realizar tudo pessoalmente, e portanto, a maioria das coisas é feita por procuração. O capitão, quando o navio precisa ser conduzido através do mar aberto, precisa de sua hora de sono, e então o imediato, ou alguém, deve comandar a embarcação; mas observe que, em momentos de emergência, o capitão é chamado e assume pessoalmente a responsabilidade. Veja-o como ele mesmo, ansiosamente, puxa o leme, permanece no timão ou na vigia, pois não pode confiar em ninguém mais em momentos de perigo. Pelo texto, parece que sempre há momentos de emergência para o povo de Deus, pois o seu grande Senhor sempre exerce um cuidado pessoal sobre eles. Ele nunca disse aos seus anjos: “Eu dispensarei a minha vigilância, e vocês guardarão os meus santos”; mas, embora lhes dê responsabilidades a respeito do seu povo, Ele próprio é o seu guardião e o seu escudo. “Eu, o SENHOR, protejo-a e a rego a cada momento; eu a protegerei dia e noite, para que ninguém lhe cause dano”. Às vezes, quando estamos muito doentes, vocês já mandaram chamar um médico, e pode ser que ele estivesse ocupado em outro lugar, mas ele tem um assistente que provavelmente é tão habilidoso quanto ele. No entanto, assim que esse assistente chega, tamanha é a confiança que vocês depositaram no próprio homem que chamaram, que se sentem bastante desapontados; vocês queriam ver o homem a quem já haviam consultado antes. Não há motivo para temermos ser rejeitados por qualquer substituto para o nosso Deus. Oh, amados, quando penso no texto, sinto o mesmo que Moisés quando Deus disse: “Eu envio um anjo à tua frente”. “Não”, disse Moisés, em essência, “isso não basta: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui”. Meu Senhor, não me contento com Gabriel ou Miguel, não me contento com o mais brilhante dos serafins que estão diante do teu trono; é a tua presença que eu quero, e bendito seja o teu nome, é a tua presença que o texto promete dar. A mãe ansiosa se alegra por ter uma babá cuidadosa em quem possa confiar, mas na crise da doença, quando a vida do pequeno está por um fio, ela diz: “Preciso ficar acordada com a criança esta noite” e, embora seja a terceira, talvez a quarta noite sem dormir, seus olhos não se fecham enquanto o perigo iminente estiver à vista. Vejam, meus irmãos, vejam a amorosa ternura do nosso Deus misericordioso. Jamais, jamais, jamais ele delega a outros, por melhores ou mais gentis que sejam, ou a quaisquer agentes secundários, por mais ativos ou poderosos que sejam, o cuidado de Seu povo, mas Seus próprios olhos, sem substituto, devem velar por nós.
Além disso, o texto nos lembra do poder incansável de Deus para com o seu povo. Como assim, seus olhos podem estar sempre sobre nós? Isso não seria possível se ele não fosse Deus. O homem dificilmente conseguiria estar sempre focado em um único objeto; entretanto, onde existem dez mil vezes dez mil objetos, como pode o mesmo olhar estar sempre sobre cada um deles? Eu sei o que a incredulidade lhe disse. Ela sussurrou: “Ele cria as estrelas, chama todas elas pelos seus nomes, como então pode notar um inseto tão insignificante quanto você?” Então dissemos: “Meu caminho se afastou de Deus; Deus se esqueceu de mim; meu Deus me abandonou.” Mas aqui entra o texto. Ele não apenas não se esqueceu de você, mas jamais desviou o olhar de você, e embora você seja apenas mais um entre tantos, ele o observou com tanta atenção, cuidado e ternura como se não houvesse outra criança na família divina, nem outra pessoa cujas orações precisassem ser ouvidas ou cujas preocupações precisassem ser aliviadas. O que você pensaria de si mesmo se soubesse que é a única alma salva no mundo, o único eleito de Deus, o único comprado na cruz ensanguentada? Você sentiria: “Como Deus deve cuidar de mim! Como ele deve zelar por mim! Certamente ele jamais desviará o olhar de um predileto como eu.” Mas o mesmo acontece com você, amado, embora a família seja tão grande, você é tratado como se fosse filho único. Os olhos do Senhor jamais se cansam, ele não dorme nem cochila, de dia e de noite observa cada um dos seus.
Se você juntar todas essas coisas: afeto intenso, interesse pessoal e poder incansável, e se lembrar de que durante todo esse tempo, o coração de Deus é movido por propósitos imutáveis de graça para com você, certamente haverá o suficiente para fazê-lo se perder em admiração, amor e louvor. Você pecou no passado da sua história, mas o seu pecado nunca diminuiu o amor que Ele sente por você, porque Ele nunca o viu como você é individualmente, nu e perdido em si mesmo, mas o viu e o amou em Cristo, no propósito eterno, mesmo quando você estava morto em transgressões e pecados; Ele o vê em Cristo desde então e nunca deixou de amá-lo. É verdade que você tem sido muito falho, e quantas lágrimas isso deve lhe custar, mas assim como Ele nunca o amou por suas boas obras, Ele nunca o rejeitou por suas más obras, mas o contemplou como lavado no sangue expiatório de Jesus até que você se tornasse mais branco que a neve, e o viu revestido da perfeita justiça de seu Fiador, e, portanto, olhou para você e o considerou como se você fosse sem mácula, ruga ou qualquer coisa semelhante! A graça sempre o colocou diante dos olhos do Senhor como estando em Seu amado Filho, todo belo e amável; uma perspectiva agradável para Ele contemplar. Ele o contemplou, amado, mas nunca com ira, olhou para você quando suas fraquezas, aliás, suas maldades deliberadas, o faziam se odiar, e ainda assim, embora o tenha visto nesse estado lamentável, Ele teve tamanha consideração por seu relacionamento com Cristo que você ainda foi aceito no Amado.
Eu gostaria que a linguagem humana pudesse transmitir toda a glória desse pensamento, mas ela não pode. Você deve saborear este pedaço sozinho; deve tomá-lo como um favo com mel, colocá-lo debaixo da língua e sugar toda a sua doçura. Os olhos de Deus, meu Deus, estão sempre voltados para os seus escolhidos, olhos de afeição, deleite, complacência, poder incansável, sabedoria imutável e amor eterno.
A próxima palavra que parece brilhar e cintilar no texto é “Continuamente”; “cujos olhos estão continuamente sobre ela”. E acrescenta-se, como se essa palavra não bastasse para ouvidos tão insensíveis como os nossos, “do início ao fim do ano”. Isso é tão claro e incisivo que não podemos imaginar que, em nenhum dia, hora ou minuto, estejamos longe dos olhos ou do coração de Deus. Tentei descobrir outro dia qual seria o momento da vida em que alguém poderia se dar ao luxo de estar sem Deus. Talvez a imaginação sugira o tempo da prosperidade, quando os negócios prosperam, a riqueza cresce e a mente está feliz. Ah, amados, estar sem o nosso Deus então, seria como uma festa de casamento sem o noivo, seria o dia de deleite sem deleite, um mar sem água, dia sem luz. Que absurdo! Tanta misericórdia e nenhum Deus! Então, só resta a casca e nenhum miolo, a sombra e nenhuma substância. Em meio a tantas alegrias que a Terra pode oferecer na ausência do Senhor, a alma pode ouvir o riso satânico, pois Satanás ri da alma, visto que ela tentou fazer do mundo o seu refúgio e certamente será enganada. Viver sem Deus na prosperidade, amados! Não podemos, pois então nos tornaríamos mundanos, orgulhosos, descuidados, e a morte eterna seria o nosso destino. O cristão na prosperidade é como um homem no topo de um pináculo; ele precisa ser sustentado divinamente, ou sua queda será terrível! Se você pode viver sem Deus, certamente não é quando está no topo do pináculo. E então? Poderíamos viver sem Ele na adversidade? Pergunte ao coração que está se partindo! Pergunte ao espírito atormentado que foi abandonado por seu amigo! Pergunte à criança pobre que não tem onde reclinar a cabeça! Pergunte à filha da enfermidade, que se debate noite e dia naquela cama desconfortável: “Vocês conseguem viver sem o Deus de vocês?” E só de pensar nisso já se ouve lamentos e ranger de dentes. Com Deus, a dor se torna prazer, e os leitos de morte se elevam a tronos, mas sem Deus, ah, o que poderíamos fazer? Bem, então, não há um ponto final? O jovem cristão, cheio de frescor e vigor, exultante com a novidade da piedade, não pode viver sem Ele? O Deus dele? Ah, coitadinho, como pode o cordeiro ficar sem o pastor para carregá-lo nos braços? Não pode então o homem maduro, cujas virtudes já foram confirmadas na vida, viver sem o seu Deus? Ele diz que é dia de batalha para Ele, e que os dardos voam tão densos nos negócios hoje em dia, que os fardos da vida são tão pesados nesta época, que sem Deus um homem experimentado é como um homem nu em meio a um emaranhado de espinhos e sarças; ele não pode esperar encontrar o caminho. Pergunte àquele homem de barba grisalha com toda a experiência de setenta anos se ao menos ele não alcançou a independência da graça, e ele lhe dirá que, à medida que a fraqueza e a enfermidade do corpo o pressionam, é sua alegria que seu homem interior seja renovado dia após dia, mas tire Deus, que é a fonte dessa renovação, e a velhice seria a mais completa miséria. Ah irmãos, não há um único momento, em qualquer dia que você ou eu tenhamos vivido, em que pudéssemos nos dar ao luxo de dispensar a ajuda de Deus, pois quando nos julgamos fortes, como, infelizmente, fomos tolos o suficiente para fazer, cinco minutos depois, fizemos algo que nos custou rios de lágrimas para desfazer; num momento de descuido, dissemos uma palavra da qual não conseguimos nos lembrar, mas que teríamos nos lembrado se tivéssemos que morder a língua para não a termos dito. Tivemos pensamentos quando Deus nos deixou, pensamentos que atravessaram nossas almas como um raio infernal, abrindo um caminho de fogo em nosso espírito; podemos nos perguntar como é que o pensamento maligno não se tornou um ato terrível, como teria acontecido se Deus, a quem esquecemos, tivesse nos esquecido. Precisamos ter o Senhor sempre diante de nós. Ao acordarmos pela manhã, levemos conosco esta promessa e digamos: ‘Senhor, Tu disseste que estarás sempre conosco; então não nos abandones até que o orvalho da noite caia e voltemos ao nosso leito; não nos abandones nem mesmo quando estivermos lá, para que a tentação não nos seja sussurrada à noite e não acordemos para contaminar nossa mente com impureza. Nunca nos abandone, ó nosso Deus, mas seja sempre nosso auxílio presente!’
O ano passado foi, talvez, o mais sombrio de nossas vidas. Todos os resumos de jornais de 1866 são como o rolo profético escrito por dentro e por fora com lamentações. O ano passou, e todos estão felizes em pensar que entramos em um novo; contudo, quem sabe se 1867 não será pior? Quem pode dizer? Bem, irmãos, que seja o que Deus quiser que seja. Que seja o que Ele designar; pois temos este consolo, na certeza de que nenhum momento, desde esta noite de sábado até 31 de dezembro de 1867, estaremos sem o terno cuidado do céu; nem por um segundo o Senhor desviará os olhos de nenhum de seus filhos. Eis aqui um bom ânimo para nós! Marcharemos com ousadia por este deserto, pois a coluna de fogo e a cobertura de nuvem jamais nos abandonarão; o maná jamais deixará de cair e a rocha que nos seguiu jamais deixará de jorrar rios de vida. Avante, avante, sigamos em frente, alegremente confiantes em nosso Deus.
A próxima palavra que surge do texto é aquela grande palavra JEOVÁ. É uma pena que nossos tradutores não nos tenham dado os nomes de Deus como os encontraram no original. A palavra SENHOR em maiúsculas é suficiente, mas aquele nome grandioso e glorioso de “Jeová” deveria ter sido mantido. Neste caso, lemos: “os olhos de Jeová estão continuamente sobre ela”. Aquele que nos observa com amor e cuidado não é outro senão o único e indivisível Deus, de modo que podemos concluir que, se temos os seus olhos para nos ver, temos o seu coração para nos amar, e se temos o seu coração, temos as suas asas para nos cobrir, temos as suas mãos para nos sustentar; temos os braços eternos para nos apoiar, temos todos os atributos da Divindade à nossa disposição. Ó cristão, quando Deus diz que sempre olha para você, ele quer dizer isto: que ele é sempre seu, não há nada que seja necessário para você que ele se recuse a fazer; não há sabedoria alguma acumulada nele que ele não use em seu favor, não há um único atributo de toda essa imensa glória que compõe a Divindade que lhe seja negado em qualquer medida, mas tudo o que Deus é será seu. Ele será o seu Deus para todo o sempre. Ele lhe dará graça e glória, e será o seu guia até a morte.
Talvez a palavra mais doce do texto seja a seguinte: os olhos de Jeová, “TEU DEUS”. Ah, eis um segredo abençoado! Por quê? Porque pertence à nossa aliança, nosso Deus, pois ele nos escolheu para sermos sua porção e, por sua graça, nos fez escolhê-lo para ele ser a nossa porção. Somos dele e ele é nosso.
“Assim sou do meu amado,
e ele é meu.”
“Teu Deus”. Bendito seja o Senhor, aprendemos a vê-lo não como o Deus de algum outro homem, mas como o nosso Deus. Cristão, você pode reivindicar alguma propriedade em Deus hoje? Sua mão, pela fé, o agarrou? Seu coração, pelo amor, entrelaçou seus braços ao seu redor? Você o sente como a maior posse que possui, que todas as criaturas não passam de um sonho, uma ilusão, mas que Deus é o seu tesouro substancial; o seu tudo em tudo? Oh, então não é um Deus absoluto, cujos olhos estão sobre você, mas o Deus em aliança que contempla você. “Teu Deus.” Que palavra poderosa é esta! Aquele que me observa é o meu Pastor; aquele que cuida de mim é o meu Pai; não apenas o meu Deus em termos de poder, mas o meu Pai em termos de relacionamento; aquele que, embora seja tão grande que o céu dos céus não possa contê-lo, ainda assim se dignou a visitar esta pobre terra revestida de carne mortal para que pudesse se tornar semelhante a nós, e ele agora é o nosso Deus, o Deus do seu povo por meio de um relacionamento íntimo e querido. Nos laços de sangue, Jesus é um com os pecadores, nosso esposo, nossa cabeça, nosso tudo em todos, e nós somos a sua plenitude, a plenitude daquele que preenche tudo em todos. Assim, os olhos de Deus, como o Deus da aliança de Israel, estão sobre o seu povo do início ao fim do ano.
Devo agora deixar o texto falar por si só. Muito mais poderia ser dito, mas é melhor que eu não diga, se você deixar o texto falar por si. Converse com o texto, eu lhe peço, deixe-o caminhar com você até que você possa dizer dele como os discípulos disseram de Cristo: “Não estavam ardendo os nossos corações quando ele nos falava pelo caminho?”.
II. Agora, vamos virar o texto; isto é, vamos lê-lo de forma incorreta, mas ainda assim corretamente. Suponhamos que o texto fosse assim: “Os olhos do povo do Senhor estão sempre voltados para ele, do princípio ao fim do ano”. Caros amigos, gostamos do texto como está, mas não creio que jamais compreenderemos sua plenitude a menos que o recebamos como o alterei agora, pois só entendemos o olhar de Deus sobre nós quando o vemos. Deus, desconhecido para nós, é o nosso protetor, mas não é um protetor em quem possamos nos apoiar confortavelmente. Devemos discerni-lo com os olhos da fé, ou então a misericórdia, embora dada por Deus, não será desfrutada espiritualmente em nossos corações. Amados, se Deus nos olha, quanto mais nós devemos olhar para ele! Quando Deus nos vê, o que ele vê? Nada — eu diria nada, se ele nos olhasse em nós mesmos, exceto aquilo que não merece ser olhado. Agora, pelo contrário, quando olhamos para ele, o que vemos? Ó que visão! Não me admiro que Moisés tenha dito: “Rogo-te que me mostres tua glória”. Que visão será essa! Não será a própria visão do céu, ver a Deus? Não é prerrogativa peculiar dos puros de coração ver a Deus? E, no entanto, não consigo entender. Alguns de nós temos o direito de ver a Deus há anos, e ocasionalmente o vimos face a face, como um homem fala com seu amigo; pela fé, vimos a Deus. Mas, amados, o que não consigo entender é como o vemos tão pouco. Vocês nunca se veem vivendo o dia inteiro sem Deus? Talvez não completamente, pois vocês não gostariam de ir trabalhar sem uma pequena oração pela manhã; mas vocês não conseguem, às vezes, terminar a oração da manhã sem ver a Deus? Quero dizer, não é apenas a forma de se ajoelhar, dizer boas palavras e se levantar novamente? E durante todo o dia vocês não viveram longe de Deus? Este é um mundo estranho de se viver, pois não há muitas coisas que possam nos fazer felizes, e mesmo assim, de alguma forma, nos esquecemos exatamente das coisas que poderiam nos dar felicidade e mantemos nossos olhos em preocupações frívolas e nos irritantes problemas que nos distraem. Então, será que sequer encerramos a noite sem provar de Seu amor, sem o beijo de seus lábios que é melhor que o vinho; e nossa oração noturna, pobre gemido que é, mal se pode chamar de oração. Temo que seja possível viver não apenas dias, mas meses neste ritmo de morte, e essa é uma vida horrível, tão horrível que eu preferiria infinitamente estar trancado na masmorra mais mofada em que um homem de Deus já apodreceu e ter a presença do Senhor, a ter que viver no palácio mais nobre em que um pecador já se deleitou sem Deus. Afinal, o que dá sentido à vida é o desfrute da presença de Deus. Não é assim com o mundano: ele pode viver sem Deus, como porcos que se contentam com suas bolotas, deitam-se, dormem e acordam novamente para se alimentar. Mas o cristão não pode viver de migalhas, ele tem um estômago acima delas, e se não tiver o seu Deus, será miserável. Deus ordenou que o homem espiritual seja infeliz sem o amor de Deus em seu coração. Se você e eu quisermos felicidade presente sem Deus, é melhor sermos pecadores declarados e vivermos neste mundo do que tentarmos ser felizes na religião sem comunhão com Jesus. A felicidade presente para um verdadeiro cristão na ausência de Cristo é uma impossibilidade absoluta. Precisamos de Deus, ou seremos os mais miseráveis de todos os homens. Suponha que, neste ano de 1867, estivéssemos, ao menos, cheios do desejo de ter nossos olhos sempre em Deus do começo ao fim do ano, de estarmos sempre conscientes de que Ele nos vê, de estarmos sempre sensíveis à Sua presença; mais do que isso, de estarmos sempre ansiando por obedecer aos Seus mandamentos, sempre querendo ganhar almas para o Seu amado Filho do começo ao fim do ano, que felicidade seria essa! Se pudéssemos permanecer em um espírito de oração ou gratidão, devotos e consagrados, amorosos e ternos, seria uma grande conquista. Irmãos, cremos em um Deus grandioso, capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos; por que não esperar grandes coisas dEle? Penso nessa bênção e ouso pedi-la; certamente, então, Ele é capaz de concedê-la. Não nos deixemos abater pela incredulidade; peçamos que assim como os olhos de Deus estão sobre nós, os nossos estejam nEle. Que encontro de olhares abençoado quando o Senhor nos olha diretamente nos olhos, e nós o olhamos através do Mediador Cristo Jesus, e o Senhor declara: “Eu te amo”, e nós respondemos: “Nós também te amamos, ó nosso Deus!” Ó, que possamos estar em harmonia com o Senhor nosso Deus e nos sentirmos atraídos para o alto e unidos a Ele! Que o Senhor seja o Sol, e nós as gotas de orvalho que brilham em seus raios e são exaltadas e elevadas pelo calor do seu amor! Que Deus olhe lá do céu, que olhemos para o céu, e que ambos sejamos felizes na presença um do outro, deleitando-nos e regozijando-nos no afeto mútuo! Isto é o que significa comunhão. Levei muito tempo para chegar a essa única palavra, mas é isso que significa:
“Que eu possa provar em comunhão diária contigo,
bendito objeto do meu amor.”
Esse era o desejo de Toplady, mas receio que, se eu fosse expressar minha própria experiência, teria que concluir com os outros dois últimos versos onde Toplady diz:
“Mas, oh, para isso não tenho forças,
minha força está em repousar aos teus pés.”
III. Em terceiro lugar, vamos apagar completamente partes do texto. Não que possamos apagá-lo ou que o faríamos se pudéssemos, mas devemos supor que ele esteja apagado. Vamos imaginar que você e eu temos que viver o ano inteiro sem os olhos de Deus sobre nós, sem encontrar um momento sequer, do início ao fim do ano, em que percebamos o Senhor cuidando de nós ou esperando para nos conceder Sua graça. Imagine que não há ninguém a quem possamos recorrer além de nossos próprios semelhantes em busca de ajuda. Ó, miserável suposição! Chegamos ao início do ano e temos que atravessá-lo de alguma forma, tropeçando em janeiro, atravessar o inverno aos trancos e barrancos, gemer na primavera, suar no verão, desfalecer no outono e rastejar até mais um Natal, sem Deus para nos ajudar; sem oração quando Deus se foi, sem promessa quando Deus não existe mais. Não poderia haver promessa, nenhum socorro espiritual, nenhum consolo, nenhuma ajuda para nós se não houvesse Deus. Suponho que este seja o caso de qualquer um de nós aqui. Mas ouço vocês exclamarem: “Não imagine tal coisa, pois eu seria como uma criança órfã sem pai, estaria desamparado, uma árvore sem água nas raízes”. Mas suponho que isso se aplique a vocês, pecadores. Vocês sabem que têm vivido por vinte, trinta ou quarenta anos sem Deus, sem oração, sem confiança, sem esperança; contudo, não me surpreenderia se eu lhes dissesse solenemente que Deus não permitiria que vocês orassem durante o próximo ano, e que não os ajudaria se orassem, vocês ficariam profundamente surpresos. Embora eu acredite que o Senhor os ouvirá do início ao fim do ano, embora eu acredite que Ele velará por vocês e os abençoará se o buscarem, temo que a maioria de vocês esteja desprezando o Seu cuidado, vivendo sem comunhão com Ele; e assim vocês estão sem Deus, sem Cristo, sem esperança, e assim permanecerão do início ao fim do ano.
Conta-se a história de um pastor muito excêntrico que, ao sair de casa certa manhã, viu um homem indo para o trabalho e lhe disse: “Que manhã linda! Como devemos ser gratos a Deus por todas as suas misericórdias!” O homem respondeu que não sabia muito sobre isso. “Ora”, disse o pastor, “imagino que o senhor sempre ore a Deus por sua esposa e família, não é?” “Não”, respondeu ele, “não sei se devo orar.” “Como assim?”, insistiu o pastor, “o senhor nunca ora?” “Não.” “Então lhe darei meia coroa, se me prometer que nunca orará enquanto viver.” “Ah”, disse ele, “ficarei muito contente com meia coroa para comprar uma cerveja.” Ele pegou a meia coroa e prometeu nunca mais orar enquanto vivesse. Foi trabalhar e, depois de cavar um pouco, pensou: “Que coisa estranha eu fiz esta manhã — uma coisa muito esquisita, peguei dinheiro e prometi nunca mais orar enquanto viver.” Refletiu sobre isso e sentiu-se miserável. Voltou para casa e contou à esposa. “Bem, John”, disse ela, “pode ter certeza de que foi o diabo, você se vendeu ao diabo por meia coroa.” Isso deixou o pobre coitado tão abatido que ele não sabia o que fazer consigo mesmo. Só conseguia pensar nisso: que havia se vendido ao diabo por dinheiro e que logo seria levado para o inferno. Começou a frequentar locais de culto, consciente de que era inútil, pois havia se vendido ao diabo, mas estava realmente doente, fisicamente doente, por causa do medo e do tremor que o acometia. Certa noite, ele reconheceu no pregador o mesmo homem que lhe dera a meia coroa, e provavelmente o pregador o reconheceu, pois o texto era: “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”. O pregador comentou que conhecia um homem que vendera a alma por meia coroa. O pobre homem correu à frente e disse: “Devolva! Devolva!” “Você disse que nunca mais oraria”, disse o pastor, “se eu lhe desse meia coroa; você quer orar?” “Ó, sim, eu daria o mundo para poder orar.” Aquele homem foi um grande tolo por vender a alma por meia coroa, mas alguns de vocês são tolos muito maiores, pois nunca tiveram a meia coroa e, no entanto, não oram, e ouso dizer que nunca orarão, mas irão para o inferno sem nunca terem buscado a Deus. Talvez, se eu pudesse negar este texto e dizer a você: “Os olhos de Deus não estarão sobre você do início ao fim deste ano, e Deus não o ouvirá nem o abençoará”, isso poderia alarmá-lo e despertá-lo. Mas, embora eu sugira esse pensamento, prefiro que você diga: “Ó, que tal maldição não recaia sobre mim, pois posso morrer este ano, posso morrer hoje. Ó Deus, ouve-me agora!” Ah, caro ouvinte, se tal desejo estiver em seu coração, o Senhor o ouvirá e o abençoará com a Sua salvação.
IV. Vamos concluir com o uso do texto. A maneira de usá-lo é a seguinte: se os olhos do Senhor estiverem sobre nós, Seu povo, do início ao fim do ano, o que faremos? Ora, sejamos o mais felizes possível durante este ano. Vocês terão suas provações e dificuldades pela frente: não esperem estar livres delas. O diabo não está morto, e faíscas ainda voam para o alto. Nisto reside a sua alegria: o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo jamais os deixará nem os abandonará. Ergam seus estandartes agora e marchem com ousadia! Em nome do Senhor, ergam seus estandartes e comecem a cantar. Deixem de lado as preocupações, Deus cuida de nós; os pardais são alimentados, e os Seus filhos não serão? Os lírios florescem, e não serão vestidos os santos? Entreguemos todos os nossos fardos àquele que os carrega. Vocês terão o suficiente com que se preocupar se cuidarem da causa dele como deveriam. Não desperdicem sua capacidade de cuidar de Deus cuidando de si mesmos. Que o seu lema neste ano seja: “Busquem primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”. Preocupando-se, vocês não podem aumentar um côvado de estatura, nem tornar um fio de cabelo branco ou preto; portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã cuidará de si mesmo. Apoiem-se em Deus e lembrem-se da sua promessa: a sua força será como for o seu dia. “Eu os quero”, diz o apóstolo, “eu os quero sem preocupações”. Ele não quer dizer que eu os quero sem economia, sem prudência e sem discrição, mas sim que eu os quero sem inquietação, sem desconfiança, sem se preocuparem consigo mesmos, porque os olhos do Senhor estarão sobre vocês.
Além disso, queridos amigos, gostaria que usassem o texto para buscar bênçãos maiores e misericórdias mais abundantes do que jamais experimentaram. Bendito seja Deus por Sua misericórdia para com esta igreja; Suas demonstrações de bondade têm sido muitas; Seus favores, novos a cada manhã e renovados a cada noite; mas queremos mais. Não nos contentemos com uma bênção de fevereiro, embora esse seja geralmente o mês em que recebemos nosso revigoramento; busquemos receber uma bênção hoje. Espero que vocês a recebam esta tarde na Escola Dominical, onde trabalham, e espero que a obtenham nas classes mais avançadas, do início ao fim do ano. Que não haja apatia, letargia ou indiferença nas classes esta tarde. Espero que o irmão que discursará na escola fale com fervor e sinceridade; não deve haver frieza ali. E espero que vocês, que estão pregando nas ruas, se possível com este tempo, ou indo de casa em casa com folhetos, ou fazendo qualquer outra coisa, sejam abençoados neste primeiro domingo do ano. Mas será que esfriaremos no próximo domingo? De modo algum. É do começo ao fim do ano. Será que devemos nos esforçar para gerar um pouco de entusiasmo e ter um avivamento por cinco ou seis semanas? Não, bendito seja Deus, devemos tê-lo do começo ao fim do ano. Enquanto tivermos uma fonte que nunca seca, por que o cântaro deveria ficar vazio? Certamente a gratidão pode nos fornecer combustível suficiente nas florestas da memória para manter a chama do amor sempre acesa. Por que deveríamos nos cansar quando o prêmio glorioso é digno de nossos esforços constantes, quando a grande multidão de testemunhas nos observa atentamente? Que o nosso Senhor, pelo Seu Espírito, nos conduza a um alto nível de oração, e então continuemos em oração do começo ao fim do ano. Que Deus nos conduza a um alto grau de generosidade, e que possamos sempre dar do início ao fim do ano, a cada semana, da primeira à última, sempre acumulando conforme Deus nos prosperar para a Sua causa. Que possamos ser sempre ativos, sempre diligentes, sempre esperançosos, sempre espirituais, sempre celestiais, e sempre elevados e assentados juntos nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Que o nosso Deus misericordioso nos conduza do início ao fim do ano, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.
PASSAGEM BÍBLICA LIDA ANTES DO SERMÃO – SALMO 91
ORE PARA QUE O ESPÍRITO SANTO USE ESSE SERMÃO PARA EDIFICAÇÃO DE MUITOS E SALVAÇÃO DE PECADORES.
FONTE
Traduzido de https://www.spurgeongems.org/sermon/chs728.pdf
Todo direito de tradução protegido por lei internacional de domínio público.
Título original: Good Cheer for the New Year
Sermão nº 728—Volume 13 do The Metropolitan Tabernacle Pulpit
Tradução: Marcos David Muhlpointner
Revisão e diagramação: Armando Marcos
Imagem da Capa: Nebulosa de Hélix, também conhecida como Nebulosa da Hélice, A Hélix ou NGC 7293 é uma nebulosa planetária localizada na constelação de Aquarius, apelidada de “Olho de Deus” devido ao seu formato visto da Terra
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa_de_H%C3%A9lix
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