nº 703
Sermão pregado por Charles H.Spurgeon
pregado na manhã de Domingo – 29 de julho de 1866
(Sermão adaptado)
Leia ele impresso em “Sermões sobre a Salvação” da Editora PES
Narração: Josemar Bessa
Fonte: Spurgeon Tv
nº 703
Sermão pregado por Charles H.Spurgeon
pregado na manhã de Domingo – 29 de julho de 1866
(Sermão adaptado)
Leia ele impresso em “Sermões sobre a Salvação” da Editora PES
Narração: Josemar Bessa
Fonte: Spurgeon Tv
Sermão pregado no Exerter Hall, Londres
Por Charles Haddon Spurgeon
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Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. (João 6:37)
Estas duas sentenças têm sido consideradas como representativas de dois aspectos da doutrina cristã. Permitem-nos vê-la de dois pontos de vista – em direção a Deus e em direção ao homem. A primeira sentença contém o que alguns chamam de alta doutrina. Se por ‘alta ” eles querem dizer ‘gloriosa para com Deus’ concordo plenamente com eles; pois é uma grande e divina verdade o que o Senhor Jesus declara nestas palavras: ‘Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim.’ Alguns têm identificado este lado da verdade como Calvinista; mas enquanto é verdade que Calvino a ensinou, também o fizeram Agostinho, Paulo e o próprio Senhor, de quem são estas palavras. No entanto, não discutirei com aqueles que vêm nesta sentença uma declaração da grande verdade da graça da predestinação. A segunda sentença estabelece uma abençoada e encorajadora doutrina evangélica, sendo na verdade uma promessa e um convite: ‘O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.’ Esta é uma declaração sem nenhuma forma de limites: tem sido entendida como deixando a livre graça de Deus aberta ao livre arbítrio do homem, de tal sorte que quem porventura se agradar dela pode vir e ter certeza de que não será recusado. Não temos permissão para reduzir o sentido de qualquer uma destas frases, nem existe nenhuma necessidade de fazê-lo. A primeira sentença parece-me dizer que Deus escolheu um povo, e entregou este povo a Cristo, e que este povo deve ir e irá a Cristo, e será assim salvo. A segunda verdade declara que todo homem que vem a Cristo será salvo, uma vez que não será lançado fora, o que implica dizer que ele será recebido e aceito. Estas são duas grandes verdades; vamos levá-las conosco, pois ambas se contrabalançam entre si.
Certa ocasião fui solicitado a reconciliar estas duas declarações, e respondi: ‘Não, eu nunca reconcilio amigos’. Estas duas passagens nunca se contradizem: estão em perfeita concordância. É tolice imaginar que existe diferença e tentar então remove-la. É como fazer um homem de palha e depois tentar lutar com ele.
A grande declaração do propósito de Deus que ele salva os seus é perfeitamente consistente com a declaração maior de que quem quer que venha a Cristo será salvo. É pena que se imagine ser difícil sustentar ambas estas verdades; ou que, supondo existir alguma dificuldade, pensemos em tentar remove-la. Creiam-me, amados, a tarefa de remover dificuldades religiosas é a de menor remuneração debaixo dos céus. O verdadeiro caminho é aceitar a dificuldade quando encontrada nas palavras de Deus e exercitar sua fé sobre elas. Não é razoável supor que a fé estará isenta das provações; todas as outras graças são exercitadas, e por que a fé não seria posta a prova? Às vezes meu espírito alegra-se por ter que crer naquilo que eu não entendo; e quando às vezes tenho de dizer a mim mesmo: ‘Como é que isto pode ser?’ alegro-me com a resposta de que assim está escrito, e portanto assim deve ser. Em lugar de todo e qualquer raciocínio predomina a declaração de Deus.
Nosso Pai fala, e as dúvidas são silenciadas; seu Espírito escreve, e nós cremos. Sinto alegria em percorrer o rio da revelação, numa viagem de descobrimento, e a cada hora obtendo conhecimentos novos da verdade divina; mas quando chego a um ponto em que não progrido, e vejo meu caminho bloqueado por uma enorme e sublime dificuldade, encontro igual prazer em lançar âncora a sotavento do obstáculo, e esperar até que o piloto me diga o que fazer a seguir. Quando não podemos enveredar pelo meio de uma verdade, podemos ser conduzidos por sobre ela ou ao seu redor; e o que importa? Nosso maior benefício vem não da resposta aos enigmas, mas da obediência aos comandos pela força do amor. Supondo que não podemos penetrar no assunto – e daí? Devemos nos preocupar com isto? Não é verdade que deva existir um limite em algum ponto para o conhecimento humano? Não devemos ficar satisfeito em que Deus determine os limites da compreensão? Não vamos bater nossas cabeças contra as dificuldades que nós mesmos criamos, e certamente não contra aquelas que Deus aprouve deixar para nós.
Tomemos, pois, estas duas verdades e saibamos que elas são partes igualmente preciosas de um todo harmônico. Não vamos tergiversar sobre elas, ou nos deixarmos envolver a respeito de um tolo favoritismo para com uma e preconceito para com outra; recebamos ambas com um grande amor à verdade, como deve ser próprio dos filhos de Deus. Não somos chamados para explicar, mas para aceitar. Vamos crer se não podermos reconciliar. Aqui estão duas belas jóias, vamos usar ambas. Tão certo como este Livro é verdadeiro, Deus tem um povo a quem ele escolheu, e a quem Cristo redimiu dentre os homens; e pela graça soberana eles serão levados no devido tempo ao arrependimento e a fé, pois nenhum deles jamais perecerá. Mas é igualmente verdade que quem quer dentre os filhos do homem que venham a Cristo e depositem nele sua confiança receberão a vida eterna. ‘E quem quiser receba de graça a água da vida‘ (Apocalipse 22:17).
As duas verdades do meu texto não são inconsistentes entre si; estão em perfeita concordância. Feliz é o homem que pode acreditar em ambas, quer veja a concordância entre elas ou não.
Eu viajava certa ocasião pelo interior. Era um dia esplêndido, e um cenário glorioso tornara nossa viagem como uma excursão a um mundo encantado; mas chegou ao seu fim, pois a escuridão e a noite exerceram sua soberania. Logo à frente estava o promontório da ilha de Arran. Como ele se projetava contra o céu crepuscular! A formidável rocha perecia pendurada sobre o mar. Em sua base existia uma pequena baia, e para lá nos dirigimos e ancoramos para passar a noite, livres de qualquer ventania que podesse surgir à procura de uma presa. Naquele braço de mar parecíamos estar nos braços de uma montanha enquanto seus ombros poderosos nos protegiam do vento. E a primeira parte do meu texto ‘Todo aquele que o Pai me dá esse virá a mim’ eleva-se como um enorme promontório que alcança o céu. Quem irá escalar esta subida? Para alguns parece inacessível. Mas aqui no fundo encontra-se um lago plácido de infinito amor e misericórdia: ”E o que vem a mim de modo nenhum o lançarei fora’. Vamos navegar até lá e permanecermos seguros à sombra da grande rocha, gratos a Deus pelo texto que não nos repele, e nos oferece segurança.
Vejamos primeiro aquela montanha majestosa e velejemos depois para aquele remansoso regaço.
nº 2084
Sermão pregado por Charles H.Spurgeon
pregado na manhã de Domingo – 31 de Outubro de 1875
Tradução: Projeto Spurgeon (leia esse sermão aqui)
Narração: Josemar Bessa
Fonte: Spurgeon Tv
nº 1264
Sermão pregado por Charles H.Spurgeon
pregado na manhã de Domingo – 31 de Outubro de 1875
Narração: Josemar Bessa
Fonte: Spurgeon Tv
Sermão pregado na noite de 2 de outubro de 1873
Por Charles Haddon Spurgeon,
no Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres
Publicado em 24 de fevereiro de 1910
LEIA esse sermão aqui
Narrado pelo pastor Josemar Bessa
Nosso agradecimento ao pastor Bessa pela narração do 1º sermão traduzido pelo Projeto Spurgeon. Glória seja dada ao Senhor – Armando
FONTE: Spurgeon Tv