Um Apelo Urgente Por Uma Resposta Imediata – Sermão N° 2231

capa_model_spur (1)Nº. 2231

Sermão pregado na noite de Domingo, 10 de maio de 1891

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newingon, Londres

E destinado para leitura no dia 22 de Novembro de 1891

(COM CARTA ANEXO DO SR. SPURGEON AOS LEITORES DESSE SERMÃO)

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“Agora, pois, se haveis de usar de benevolência e de verdade para com o meu senhor, fazei-mo saber; se não, declarai-mo, para que eu vá, ou para a direita ou para a esquerda”. (Gênesis 24.49)

O capítulo de onde o texto é extraído está repleto de particularidades. Há um extraordinário paralelismo entre Eliezer procurando uma esposa para Isaque e os ministros de Cristo procurando almas para Jesus. É mais que uma alegoria. É, de fato, uma parábola bastante instrutiva de como devemos lidar com as almas de homens e mulheres para o nosso Senhor. Assim como Abraão enviou seu servo para buscar uma noiva para seu filho, nós também somos comissionados a buscar aqueles que serão trazidos a Igreja para, finalmente tomarem assento na festa das bodas, como noiva de Cristo, no País de Glória celestial!

Podemos até pra perceber Eliezer orando por todo o caminho. Nem por um momento passou por sua mente qualquer dúvida sobre a interferência de Deus nos assuntos humanos, mas com coragem e simplicidade procurou saber Sua vontade. Assim, depois de apresentar seu pedido, o encontramos confiando tranquilamente e aguardando em silêncio, “para saber se o Senhor havia feito próspera a sua jornada, ou não”. Embora seus esforços tenham sido coroados com sucesso, ele continuou reconhecendo que o cumprimento da sua missão de forma tão rápida foi resposta de oração. Foi a direção de Deus e não sua própria perspicácia ou sabedoria que lhe conferiu êxito. Também é assim com todo verdadeiro ministro do Novo Testamento. Ah, se não orarmos por vocês, meus caros ouvintes, nossa pregação será uma hipocrisia! Nunca devemos falar de Deus aos homens no poder da persuasão, a menos que falemos dos homens a Deus no poder da oração! Não foi sem muita oração e muitos suspiros do meu coração que vim aqui falar pra vocês esta noite. Acredito ter sido enviado com a missão de encontrar alguns que foram escolhidos por Cristo dentro do propósito e Aliança divinos e peço ao meu Senhor que haja muitos destes aqui.

Era assim que este servo fiel orava ao Deus do seu senhor. Enquanto orava, percebia como Abraão era leal ao senhor dele. Evidentemente, percebeu que a missão em que estava não era propriamente sua, mas que fora o instrumento escolhido para fazer a vontade do seu senhor. A expressão “meu senhor” é o refrão deste capítulo. A palavra “senhor” ocorre 22 vezes. Nao era o desejo de Eliezer ser independente de Abraão ou do seu filho. Ao contrãrio, Seus pensamentos foram os do seu senhor – suas palavras foram em louvor do seu senhor – seus feitos em nome do seu senhor. Ele não se pertencia, mas era servo de outro. Esta também é a nossa posição. Ai do ministro que perde de vista a verdadeira relação entre ele próprio e seu Senhor, ou que começa a pensar em servir aos seus próprios interesses em vez dos interesses Daquele que o chamou e o enviou! Meus irmãos e irmãs, nós não nos pertencemos; somos escravos de Cristo. Que nosso coração se mantenha sempre fiel a Ele! Que nossos lábios sempre Lhe profiram louvor! Que nossa vida sempre testemunhe a devoção que temos para com o nosso Senhor! Nada do que temos é propriamente nosso – tudo é Dele; Seu absoluto domínio sobre nós é o nosso maior prazer.

George Herbert fala da “fragrância Oriental” que reside nas palavras “meu Senhor”. De fato, este é um nome cheio de aroma suave e de santa alegria. Sendo assim, até mesmo o aqui e agora se torna um Céu para servi-Lo! Mas, o que será visto em Sua face quando Sua noiva for trazida para casa em segurança?

 

ó Jesus, Tu prometeste”

A quantos seguem a Ti

Que onde estiveres em Glória,

Teus servos estarão ali!

E Jesus, eu prometi,

Servir-Te até o final.

Dá-me a graça de seguir-Te

Senhor e Amigo leal.”

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O Remédio Universal – Sermão Nº 834

capa_model_spurNº 834

Sermão pregado na manhã de Domingo de 4 de outubro de 1868,

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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“Pelas suas pisaduras fomos curados.” Isaías 53:5

 

Recebi em um dia desta semana um breve comunicado que dizia o seguinte: “Se busca um remédio para uma fé débil e insegura, especialmente para quando Satanás remove o desejo de orar”. Avidamente desejoso de prescrever alguns remédios para tais enfermidades e para quaisquer outros males que pudessem aborrecer o povo do Senhor, comecei a considerar quais eram os remédios sagrados para um caso como esse, e só pude me lembrar de um: “As folhas da árvore eram para saúde das nações”. Nosso Senhor Jesus é uma árvore de vida para nós, e todas as folhas – suponho que o Espírito Santo quis dizer os atos, as palavras, as promessas e as leves aflições de Jesus – são para a cura de Seu povo. Logo veio à minha mente o seguinte texto: “Pelas suas pisaduras[1] fomos curados.” Não somente Suas feridas sangrentas nos curam, mas mesmo as contusões de Sua carne; não somente a obra dos cravos e da lança nos cura, mas a tarefa cruel da vara e do chicote.

Dentre toda essa multidão de crentes, não há ninguém aqui que está completamente livre de algumas enfermidades espirituais; alguém poderia dizer: “Minha enfermidade é uma fé débil”; outro poderia confessar: “Minha doença é entregar-me a pensamentos fantasiosos”; outro poderia exclamar: “Meu mal é a frieza do meu amor”; e uma quarta pessoa poderia ter que lamentar sua impotência na oração.

Um remédio universal não bastaria para curar todas as enfermidades em um plano natural, no instante em que o médico começa a proclamar que sua medicina cura tudo, vocês podem supor sagazmente que não cura nada. Mas nas coisas espirituais não sucede da mesma maneira, pois há uma panaceia, isto é, há um remédio universal que é fornecido pela palavra de Deus para todas as enfermidades espirituais a que o homem pode estar sujeito, e esse remédio está contido nas poucas palavras do meu texto: “Por suas pisaduras fomos curados”.

I. Então, esta manhã irei convidá-los a considerar, antes de mais nada, A MEDICINA QUE ESTÁ PRESCRITA AQUI: as chicotadas do nosso Salvador. Não se trata de acoites que deviam ser aplicados às nossas próprias costas, nem de torturas infligidas em nossas mentes, mas a dor que Jesus suportou por conta daqueles que confiam Nele. O profeta entendia aqui, sem dúvida, que a palavra “pisadura” significava, primeiro, literalmente, esses chicotes reais que caíram sobre os ombros de nosso Senhor, quando foi flagelado pelos judeus e quando foi posteriormente açoitado pelos soldados romanos.

Mas a intenção das palavras vai muito mais além disso. Não há dúvida de que, com seu olho profético, Isaías viu os chicotes que vinham empunhados pela mão invisível do Pai, que não caia sobre a carne de Jesus, mas sobre sua natureza mais nobre e íntima, quando Sua alma era açoitada pelo pecado, quando a justiça eterna foi o lavrador e cavava sulcos profundos em Seu espírito, quando o chicote era descarregado com uma força terrível, uma, e outra e outra vez mais sobre a alma bendita Daquele que se fez maldição por nós, para que Nele fossemos feitos justiça de Deus. Eu entendo que o termo “pisaduras” abrange todos os sofrimentos físicos e espirituais de nosso Senhor, com referência especial a esses castigos de nossa paz que a precederam ou, antes, que causaram Sua morte expiatória pelo pecado; é por essas feridas que nossas almas são curadas.

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