A Ressurreição dos Mortos – Sermão Nº 66-67

Nº 66-67

Sermão pregado na manhã de Domingo, 17 de Fevereiro, 1856

Por Charles Haddon Spurgeon

Na Capela de New Park Street, Southwark, Londres.

BAIXE EM PDF

COMPRE NA AMAZON  (APOIE O PROJETO)

Há de haver ressurreição dos mortos, tanto dos justos como dos injustos” Atos 24:15.

 

Meditando outro dia sobre o triste estado das igrejas em nosso tempo, fui conduzido a observar em retrospectiva aos tempos apostólicos, e a considerar em quê difere a pregação destes dias da pregação dos apóstolos. Notei a vasta diferença em seu estilo em relação à oratória formal e determinada da época presente. Observei que os apóstolos não tomavam um texto quando pregavam, nem se reduziam a somente um tema, e muito menos a algum lugar de adoração, e também descobro que paravam em qualquer lugar e declaravam desde a plenitude de seu coração o que sabiam de Jesus Cristo. Mas a principal diferença que observei radicava nos temas de sua pregação. Me surpreendi quando descobri que o elemento principal da pregação dos apóstolos era a ressurreição dos mortos. Percebi que eu estava pregando sobre a doutrina da graça de Deus, que havia sustentado a livre eleição, que estava conduzindo ao povo de Deus da melhor maneira que podia às profundas coisas de Sua palavra; mas me surpreendi ao descobrir que não estava copiando a maneira apostólica, nem sequer a metade do que eu poderia ter feito.

 

Os apóstolos, quando pregavam, sempre davam testemunho da ressurreição de Jesus, e a consequente ressurreição dos mortos. Parece que o Alfa e o Ômega de seu evangelho foi o testemunho de que Jesus Cristo morreu e ressuscitou outra vez dos mortos de acordo as Escrituras. Quando escolheram a outro apóstolo no lugar de Judas, que se converteu em um apóstata, disseram: “Alguém seja feito testemunha conosco, de sua ressurreição,” de tal forma que a essência do ofício de um apóstolo era ser uma testemunha da ressurreição. Continue lendo

A Chave de Cristo – (devocional)

15 de junho
“O que abre, e ninguém fecha.” (Ap 3:7 ARC1995)
Jesus é o guarda das portas do paraíso; Ele colocou diante de cada alma crente uma porta aberta que nenhum homem nem nenhum demónio lha pode fechar. Que gozo será achar que a fé nEle é a chave de ouro para as portas eternas! Minh’alma, estás tu levando esta chave em teu peito ou estás confiando em alguma chave falsa que, por fim, fracassará? Ouve esta parábola do pregador e recorda-a: O grande Rei fez um banquete e proclamou por todo o mundo que ninguém entraria nele, salvo os que trouxessem a flor mais formosa do mundo. Os espíritos dos homens avançam para a porta aos milhares e cada um deles traz uma flor que estima ser a rainha do jardim, mas eles, em grande quantidade, são empurrados para fora da presença real e não podem entrar na sala do banquete. Alguns trazem nas suas mãos a mortal beladona da superstição, ou a papoila exibicionista de Roma, ou a cicuta da justiça própria, mas como estas flores não agradam ao Rei, os portadores delas são excluídos das portas de pérola. Minha alma, tens tu colhido a Rosa de Saron? Levas tu constantemente no teu peito o Lírio dos Vales? Se assim é, quando chegares às portas do Céu, tu saberás o seu valor, porquanto só tens de mostrar a mais seleta das flores e o Porteiro abrirá. Nem por um momento Ele te negará a admissão, porque para aquela Rosa o Porteiro abre sempre. Tu acharás o teu caminho para o trono de Deus com a Rosa de Saron nas tuas mãos, visto que o Céu não possui nada que sobrepuje a sua radiante beleza, e de todas as flores que florescem no Paraíso, não há nenhuma que possa rivalizar com o Lírio dos Vales. Minh’alma, pela fé obtém em tuas mãos a vermelha Rosa do Calvário; leva-a por amor, preserva-a pela comunhão, por uma vigilância diária fá-la o teu tudo em tudo e tu serás abençoado além de toda a beatitude, feliz além de toda a imaginação. Jesus, sê meu para sempre: meu Deus, meu Céu, meu tudo.
C. H. Spurgeon – “Leituras Vespertinas”
Tradução de Carlos António da Rocha

As Engrenagens da Salvação – Sermão Nº2327

As Engrenagens da Salvação por [Charles Haddon Spurgeon, Victor Silva, Projeto Spurgeon, Rosangela Cruz]Nº2327

Sermão pregado na noite de Domingo 18 de Agosto, 1889

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.
E também lido no Domingo 24 de Setembro de 1893.

BAIXE EM PDF

COMPRE NA AMAZON (APOIE NOSSO PROJETO)

“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz, dos que trazem alegres novas de boas coisas!” Romanos 10:14,15

Eleição: Defesa e Evidências – Sermão Nº 2920

Nº 2920

Sermão pregado em 1862

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres

E Publicado em 26 de janeiro de 1905

BAIXE EM PDF

COMPRE NA AMAZON (AJUDE O PROJETO)

 

“reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição, porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção […] Com efeito, vos tornastes imitadores nosso e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo.” 1 Tessalonicenses 1:4-6

Já no anunciar do texto, alguns estarão prontos a dizer: “por que pregar sobre uma Doutrina tão profunda como a Eleição?” Eu respondo, porque ela está na Palavra de Deus, e o que quer que esteja na Palavra de Deus, deve ser pregado! “Mas algumas verdades de Deus devem ser mantidas desconhecidas do povo,” você dirá, “para que eles não façam um mau uso delas.” Isto é doutrina papista! Foi com esta teoria que os padres mantiveram a Bíblia fora do alcance do povo – não a deixaram com o povo para que ele não fizesse mau uso dela. “Mas algumas doutrinas não são perigosas?” Não se elas são verdadeiras e corretamente ministradas. A verdade de Deus nunca é perigosa – isto é um erro e uma reticência que estão repletos de perigo! “Mas os homens não abusam das Doutrinas da Graça?” Eu concordo que eles abusam! Mas se nós formos destruir tudo que os homens usam incorretamente, nós não teríamos nada!  Não deveria existir cordas porque alguns tolos se enforcariam com elas? E deveria o cuteleiro[1] ser descartado e denunciado porque há alguns que usaram armas perigosas para destruição de seus inimigos?  Decididamente não! Além disso, lembrem-se de que os homens leem as Escrituras e meditam sobre estas Doutrinas e, portanto, frequentemente cometem erros sobre elas. Quem, então, deverá explicá-las, se nós que pregamos a Palavra, segurarmos nossas línguas sobre este tema? Continue lendo