Sword and travel

Cartas do Sofrimento de Charles Spurgeon nº14

Quinta-feira, Março 17, 2011 0 comentários
Menton
28 de Dezembro de 1879

Meus queridos amigos

Agora que estamos iniciando nossos serviços especiais, os exorto a trabalhar como um só homem para que tudo resulte em êxito. A obra do Senhor é enviar a bênção, porem, como regra, Ele começa a trabalhar nos pecadores despertando antes que nada a Seu povo. Nós cremos na graça, e somente na graça, mas sabemos por experiência que o verdadeiro avivamento não é uma aboboreira que brota inesperadamente enquanto os homens dormem, mas sim que, como o anjo de Belém, visita a aqueles que se mantém vigilantes sobre seus rebanhos durante a noite. Para nós a graça é como o vinho novo, refrescante e inspirador, e não como uma poção sonífera que gera sonolência da inércia. O sr. Smith e o sr. Fullerton, que dirigem os serviços demonstraram sua idoneidade para o posto por seu êxito em outras congregações. Se o agrado do Senhor não prospera em suas mãos entre nós, será culpa nossa, e não Sua.

O que se requer é, antes que nada, muita oração. Todo o povo do Senhor pode integrar-se a essa atividade. Assistam à reunião de oração do meio-dia, sendo possível, e se não, de igual maneira, orem. Sem o Espírito Santo não somos nada, e unicamente a oração pode obter Sua ajuda. O seguinte passo prático é dar a conhecer as reuniões. O povo não pode vir aos serviços de desconhecem que esses estão acontecendo em uma ou outra reunião. O gasto publicitário é muito grande se deixado somente as autoridades de casa que o façam – mas, se cada pessoa divulgasse as notícias,  teria-se assim um meio de publicidade muito mais efetivo, e podendo se realizar em grande escala, com muito pouco desembolso. Se não podem pregar o Evangelho, ainda assim, podem ganhar uma alma dando a conhecer que o Evangelho está sendo pregado. 

A terceira ação necessária é levar as pessoas. Persuadam seus amigos e vizinhos a que assistam às reuniões. Percorram todo um distrito. Façam visitas casa em casa para entregar convites. “Força-os a entrar” (Lucas 14:23); e depois de terem feito isso, falem pessoalmente com as gentes. Falem em nome de Jesus, ainda que seja com lábios balbuciantes, tanto antes como depois das mensagens dos pregadores. Os bons sermões precisam de um seguimento posterior por meio de súplicas pessoais. Deus abençoa com frequência os débeis esforços; na verdade, Ele não permite que o verdadeiro esforço caia em terra. Como desejaria poder persuadir a TODOS os membros da igreja participarem na Guerra Santa! Deus sabe quanto desejaria poder estar com vocês nessas circunstâncias. Minhas debilidades impedem-me de participar do campo da sagrada ação, mas meu coração os vigia. Assim como serviram ao Senhor em minha presença, também peço-lhes que sirvam a Ele muito mais em minha ausência – que, sendo possível, minha falta de serviço seja compensada pelo excedente do trabalho de vocês. Não só precisam desempenhar seus próprios trabalhos, mas sim o meu também. 

Sejam pastores para os cordeiros e para as ovelhas desgarradas. Se não podem ocupar o púlpito, apregoem a mesma ‘velha, velha história’ que é a única mensagem que é ressoada durante muitíssimos anos. Eu envio meu mais fervente amor cristão a seus amados diáconos e anciãos, suplicando a todos vocês, a todos juntos, que se unam no serviço do amor com todas suas forças.

Seu afetuosamente,
C.H.Spurgeon

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NOTA
 essa carta foi publicada em ‘The Sword & the Trowel’ do mês de Fevereiro de 1880 com esse comentário: “

Incluímos a seguinte carta que enviamos a casa, porque poderá mostra a outras igrejas como a totalidade dos membros pode ajudar nos serviços especiais, e alcançar o sucesso com a bênção divina.”

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Extrato da carta nº 14 de Charles Spurgeon endereçada a Igreja localizada no Tabernáculo Metropolitano, em 28 de dezembro de 1879, e republicada na revista ” The Sword & the Trowel” de fevereiro de 1880.

O que se requer é, antes que nada, muita oração. Todo o povo do Senhor pode integrar-se a essa atividade. Assistam à reunião de oração do meio-dia, sendo possível, e se não, de igual maneira, orem. Sem o Espírito Santo não somos nada, e unicamente a oração pode obter Sua ajuda. O seguinte passo prático é dar a conhecer as reuniões. O povo não pode vir aos serviços de desconhecem que esses estão acontecendo em uma ou outra reunião. O gasto publicitário é muito grande se deixado somente as autoridades de casa que o façam – mas, se cada pessoa divulgasse as notícias,  teria-se assim um meio de publicidade muito mais efetivo, e podendo se realizar em grande escala, com muito pouco desembolso. Se não podem pregar o Evangelho, ainda assim, podem ganhar uma alma dando a conhecer que o Evangelho está sendo pregado.
A terceira ação necessária é levar as pessoas. Persuadam seus amigos e vizinhos a que assistam às reuniões. Percorram todo um distrito. Façam visitas casa em casa para entregar convites. “Força-os a entrar” (Lucas 14:23); e depois de terem feito isso, falem pessoalmente com as gentes. Falem em nome de Jesus, ainda que seja com lábios balbuciantes, tanto antes como depois das mensagens dos pregadores. Os bons sermões precisam de um seguimento posterior por meio de súplicas pessoais. Deus abençoa com frequência os débeis esforços; na verdade, Ele não permite que o verdadeiro esforço caia em terra. Como desejaria poder persuadir a TODOS os membros da igreja participarem na Guerra Santa! Deus sabe quanto desejaria poder estar com vocês nessas circunstâncias. Minhas debilidades impedem-me de participar do campo da sagrada ação, mas meu coração os vigia. Assim como serviram ao Senhor em minha presença, também peço-lhes que sirvam a Ele muito mais em minha ausência – que, sendo possível, minha falta de serviço seja compensada pelo excedente do trabalho de vocês. Não só precisam desempenhar seus próprios trabalhos, mas sim o meu também.
Sejam pastores para os cordeiros e para as ovelhas desgarradas. Se não podem ocupar o púlpito, apregoem a mesma ‘velha, velha história’ que é a única mensagem que é ressoada durante muitíssimos anos. Eu envio meu mais fervente amor cristão a seus amados diáconos e anciãos, suplicando a todos vocês, a todos juntos, que se unam no serviço do amor com todas suas forças.

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Quando um pastor finalmente recupera a sua ovelha insignificante, tola e errante, ele não a repreende imediatamente ou a espanca por ter lhe causado tantos problemas e trabalho adicional. Não! O pastor observa como é grande o cansaço daquela ovelha, como esteve perdida por entre espinhos e cortou-se no meio das pedras, olha ternamente para suas feridas e a carrega de volta para o rebanho em seus próprios braços.

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Spurgeon, para Revista Sword ant the Trowel, nº 19

Quando estávamos em Veneza, nós compramos algumas curiosidades, e por serem pesadas, pensamos em enviá-las para casa por um dos navios ingleses atracados no Canal. Saímos em uma gôndola com a nossa caixa, e pedindo para o capitão um dos navios, fizemos a seguinte pergunta: “Você levaria para nós uma caixa até Londres, e quanto custaria?”.

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Charles Spurgeon, para sword and Trowel, nº18

“Eu só desço por essa corda se o pai segurá-la”, foi a proposta de um rapaz de Highland quando um viajante queria que ele alcançasse os ovos de uma ave selvagem que havia construído seu ninho em uma rocha. O rapaz sentiu que não haveria perigo se a corda estivesse na mão do pai, pois ele tinha um braço poderoso e um coração amoroso, e não deixaria seu próprio filho morrer.

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Spurgeon, para revista Sword and Trowel, nº5Muitos homens podem ver o seu retrato aqui! O indivíduo que esbanja seu dinheiro perde sua propriedade e cai na miséria e desgraça. O bêbado acaba com a sua saúde e força, com o conforto da sua família e a paz em casa e, quando sua loucura termina, ele cai em ruína, através da sua própria tolice. O homem de hábitos vulgares e pervertidos, está amputando, de forma assustadora, seu próprio corpo e alma, e em breve, lamentará esta luxúria que o arremessará sobre a doença, agonia e morte. Existem outros idiotas ao lado do homem na xilogravura, que estão decepando o ramo que os sustenta.

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Spurgeon, para a revista Sword and Trowel Tracts, nº4

Dois médicos estão discutindo, raivosos, sobre a natureza dos alimentos, permitindo que suas refeições permaneçam ali intactas, enquanto um simples camponês está comendo com toda a vontade o que foi colocado em sua frente. O mundo religioso está cheio de sofistas, críticos e céticos, que, como os médicos, lutam contra o cristianismo sem finalidade nenhuma, de forma que não trarão benefícios nem para eles nem para ninguém; de longe são mais felizes aqueles que imitam o agricultor e se alimentam da Palavra de Deus, que é o verdadeiro alimento da alma. 

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Extraído do Sword and Trowel de Julho de 1869
NUM DOS DIAS MAIS QUENTES de um Julho abafado, dois de nós, cansados e desgastados de uma longa e empoeirada caminhada pela estrada de Portsmouth, chegamos finalmente ao topo do Hindhead. Nenhuma árvore ou arbusto à vista, e o sol derramando sem remorso um dilúvio de fogo; não havia sinal de sombra, exceto por uma enorme cruz de pedra que guarnecia o cume do Hindhead.

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Charles Spurgeon, na Revista Sword and Trowel, nº3

É pela graça de Deus que homens ímpios são preservados da morte instantânea. O machado afiado da justiça cortaria a árvore estéril se a voz intercessora de Jesus não clamasse, ‘Poupe-o ainda um pouco.’ Muitos pecadores, quando se convertem a Deus, têm agradecido reconhecimento que foi pela misericordia do Senhor que eles não foram consumidos. John Bunyan teve três livramentos memoráveis antes de sua conversão, e as menciona no seu “Abundante Graça” como instâncias ilustres da misericoridia sofredora.

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Spurgeon, na Sword and Trowel No. 17
Muitas pessoas estão mentalmente inquietas porque suas experiências de convicção ou de consolo não foram como a de outras pessoas. Eles pensam que não se converteram de verdade porque não sentiram exatamente as mesmas alegrias ou manifestações que tiveram certos santos de quem leram a respeito. Agora, deveriam essas boas pessoas se incomodarem tanto? Pensamos que não.

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Por Charles Spurgeon, na revista Sword and Trowel
A vida é assim. Uma bolha de sabão, brilhante, com tons de arco-íris, que delicia os olhos da juventude por um instante e some logo em seguida, para sempre, sem deixar nenhum rastro. Homem, vai arriscar tudo em cima dessa bolha? Seja sábio e busque o que é realmente bom. Como isso não pode ser encontrado debaixo do céu, clame ao Senhor pela Sua graciosa ajuda.

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Por Charles Spurgeon, na revista Sword and Trowel
O SENHOR M. COIT TYLER escreveu para o New York Independent como segue: “Uma palavra sobre Spurgeonismo em geral. Silenciosamente, mas com rapidez, dentro desta grande seita Batista na Inglaterra, e cobrindo toda a terra com sua rede de poder moral, está sendo formado um distinto grupo de pregadores spurgeionistas. Jovens cheios de energia formados na faculdade de Spurgeon, cheios com o intenso espírito de Spurgeon, copiando com uma fidelidade, mesmo que inconsciente e de maneira ridícula até, a forma de Spurgeon falar, orgulhosos de sua ligação com o nome de Spurgeon, e em constante comunicação com o “Cabeça-central” em Londres.
Mais e mais Spurgeon se isola da organização geral do mundo religioso, e até mesmo da denominação Batista, e concentra o seu trabalho sobre sua imensa igreja, sua faculdade, e as igrejas através do Reino Unido que agora tem seus alunos como pastores. Continuando assim, em vinte anos o spurgionismo será um organismo vasto e um corpo poderoso e vitalizado; e, se as circunstâncias justificarem, seu corpo pode, como muitos ministros batistas podem pensar, assumir o nome do seu fundador, seguindo Spurgeon o caminho de Wesley, fundando uma nova denominação (seita). Ele certamente tem mostrado a mesma capacidade executiva e de organização que Wesley mostrou”.

 

O texto mostra quão pouco Mr. Tyler conhece sobre nós, e como não sabe o quanto muitos “inteligentes ministros Batistas” nos difamam. Nenhuma palavra no mundo poderia ser tão odiosa ao nosso coração como “Spurgionismo”, e jamais pensei, do fundo do meu coração, em formar uma nova denominação (seita). Nosso curso tem sido, e espero que sempre seja, um curso independente; mas nos colocar em curso de colisão com a organização geral do mundo religioso e até mesmo com a denominação Batista, é perpetrar uma calúnia infundada. Não pregamos um novo evangelho, não desejamos novas formas, nem seguimos nenhum espírito aventureiro. Nós amamos Cristo muito mais do que qualquer denominação, e a Verdade mais do que qualquer partido, e não somos uma (nova) denominação, mas estamos numa união (com liberdade) com os Batistas, pela simples razão que não podemos tolerar o isolamento. O Deus que sonda os nossos corações sabe que nosso objetivo e meta não é reunir um grupo (corpo) em torno de nós mesmos, mas reunir um exército em torno do Salvador. “Que meu nome pereça, mas que o Nome de Cristo permaneça para sempre,” disse George Whitfield, e assim tem dito Charles Spurgeon centenas de vezes. Nós ajudaremos e daremos assistência as igrejas batistas com toda força que tivermos, embora não restringirmos nossa energia somente a ela, e nisso essas igrejas estão longe de poder nos culpar. Nossa alegria e regozijo é grande na comunhão de todos os crentes, e a formação de uma nova seita é um trabalho que nós deixamos para o diabo, a quem convém muito mais do que a nós mesmos. É verdade que tem estado ao nosso alcance iniciar uma nova denominação, mas não é verdade que tenha sido intentado por nós ou por nossos companheiros. Queremos trabalhar o máximo possível com as agências existentes, e quando iniciarmos uma nova frente de trabalho, nossos amigos podem acreditar que é sem qualquer idéia de organizar uma nova comunidade.
Tradução: Claudia Bessa

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