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Não edifique sobre a areia

Terça-feira, Novembro 22, 2011 0 comentários

Estou convosco todos os dias. Mateus 28.20

É  ótimo saber que existe Alguém que é sempre o mesmo e está sempre conosco. E bom que exista uma Rocha firme no meio dos vagalhões do oceano da vida. O minha alma, não ponhas as tuas afeições em tesouros perecíveis, que enferrujam e a traça corrói. Põe o teu coração nAquele que permanece fiel para sempre.
Não edifiques a tua casa nas areias movediças de um mundo enganoso, mas fundamenta as tuas esperanças naquela Rocha que, em meio à chuva e à enchente estrondosa, permanece inabalavelmente segura. Alma minha, eu te ordeno: armazena teu tesouro no único lugar seguro; acumula tuas jóias onde nunca pode perdê-las. Põe tudo em Cristo.
Coloca todas as tuas afeições na pessoa de Cristo; todas as tuas esperanças, nos méritos dEle; toda a tua confiança, no sangue eficaz do Senhor Jesus; e toda a tua alegria, na presença dEle, a fim de que sorrias ante as perdas e zombes da condenação. Lembra que todas as flores no jardim do mundo eventualmente murcham, e que está chegando o dia em que nada restará, exceto a terra fria e escura.
O leitor, a sua vela em breve será apagada pela morte. Oh! quão bom é ter luz quando a vela se acaba! O dilúvio de trevas logo cairá sobre você e tudo que você tem. Portanto, case o seu coração com Aquele que nunca o abandonará. Entregue-se Aquele que estará com você, o acompanhará através da negra e oscilante correnteza do rio da morte, o levará em segurança à praia celestial e o assentará com Ele nos lugares celestiais, para sempre.
Vai, pesaroso filho da aflição, e conte os seus segredos ao Amigo que é mais achegado que um irmão (ver Provérbios 18.24). Entregue todas as suas preocupações Aquele que nunca pode ser separado de você, que nunca o deixará e jamais permitirá que você o abandone — o próprio Senhor Jesus Cristo, que, “ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hebreus 13.8). “Eis que estou convosco todos os dias” são palavras suficientes para sustentar a minha alma, não importando quem mais possa me abandonar.
Spurgeon

‘E o que é vir a Cristo?’ perguntará alguém. E eu sinto um solene tremor tomar conta de mim, pois muitas vezes tentando explicar o que é a fé, e o que é vir a Cristo, nós podemos falar sem conhecimento como lemos em Jó 34:35. Para evitar isto vejamos as palavras que Cristo usou: E o que vem a mim. Ele fala de uma ação, um movimento, não do corpo, pois existiam muitos que vieram a Cristo num sentido físico, mas não foram salvos por causa disso. Observe que a essência do assunto reside aquilo que vem a mim. A fé que salva é a vinda a Cristo, à pessoa de Cristo. Não é apenas crer que Cristo é Deus, embora você tenha de crer nisto para ser salvo. Não é só crer que Cristo é um sacrifício pelo pecado, embora você tenha que crer nisto. Não é só simplesmente crer que Cristo viveu, morreu e ressurgiu dentre os mortos para nossa salvação, embora esses três fatos benditos devam receber nossa crença. Mas é vir até ELE. Se você o tivesse visto quando pronunciou estas palavras talvez você as tivesse entendido melhor, pois ali estava um homem de dores e que sabe o que é padecer (Isaías 53:3) – a própria Pessoa de quem João Batista dissera Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (João 1:29)  E ele diz E o que vem a mim, de modo algum o lançarei fora . Todo mundo sabe o que significa a mente acreditar em uma doutrina, mas você perecerá se depositar sua confiança apenas em doutrina. O verdadeiro caminho para a salvação é confiar na pessoa viva de Jesus Cristo, que é o Salvador designado por Deus. 
trecho do sermão “Os Grandes Portões Abertos”
Sem fé é impossível agradar a Deus.” Se agradamos a Deus, não é por nosso talento, e sim por nossa fé.
Atualmente necessitamos de muita fé na forma de crença fixa. Devemos saber mais do que antes; procuramos desenvolver, mas não como alguns, pois não pertencemos à escola liberal daqueles que crêem pouco ou nada com convicção, porque desejam crer em tudo. Alguns não têm credo, ou se o possuem, o alteram tão freqüentemente que não lhes serve para nada. Variadas são as crenças e as incredulidades de alguns, um aglomerado de conceitos filosóficos, teorias científicas, resíduos teológicos e invenções heréticas.
Quando tais “eruditos” se referem a nós, manifestam grande desprezo e demonstram crer que somos estúpidos por natureza. Pode ocorrer que alguém esteja se mirando num espelho quando julga estar comtemplando o vizinho pela janela. Atrevo-me a dizer que não devemos temer ante a perspectiva de medir forças com os seguidores do “pensamento moderno”. Seja assim ou não, a nós nos compete crer. Cremos que quando o nosso Deus fez uma revelação, sabia o que queria e pensava, e Se expressou da maneira melhor e mais sábia, em linguagem que pode ser entendida pelos que são sinceros e desejosos de aprender. Portanto cremos que não necessitamos de nova revelação, e que a idéia que há de surgir outra luz é praticamente incredulidade segundo a luz que já recebemos, visto que a luz da verdade é una. Embora a Bíblia tenha sido distorcida e posta a ridículo por mãos sacrílegas, continua sendo a revelação infalível de Deus. O aspecto mais importante da nossa religião é aceitar humildemente o que Ele tem revelado. Talvez a forma mais elevada possível de adoração é a submissão de todo o nosso ser mental e espiritual ante o pensamento revelado de Deus, o entendimento prostrado, ante aquela sagrada presença, cuja glória faz com que os anjos cubram os rostos. Aqueles que desejarem, adorem a ciência, a razão ou seus próprios raciocínios; contudo nosso deleite é prostrar-nos ante o Senhor Deus e dizer: “Este Deus é o nosso Deus para sempre; Ele será nosso guia até à morte.
Reunam-se em torno do antigo estandarte. Lutem até à morte pelo evangelho imutável, pois é a sua vida. Que a cruz de Cristo esteja sempre em proeminência, e que todas as benditas verdades que a cercam sejam mantidas com todo o coração.
Precisamos ter fé — não só na forma de credo fixo — mas também na forma de constante dependência de Deus. Se me perguntasse qual a mais agradável disposição de ânimo dentro de toda a gama dos sentimentos humanos, não falaria do poder da oração, ou da abundância de revelação, ou de gozos arrebatados ou vitória sobre os espíritos maus; mencionaria como o mais estranho deleite do meu ser, o estado em que se experimenta uma consciente dependência de Deus. Freqüentemente esta experiência tem vindo acompanhada de enormes dores físicas e profundas humilhações do espírito, mas é inexplicavelmente agradável cair passivamente nas mãos do amor e morrer absorvido na vida de Cristo. É um deleite chegar à compreensão de que você não sabe, mas seu Pai celestial sabe; você não pode falar, mas “temos um advogado”; quase não pode levantar a mão, porém Ele opera todas as coisas em você. A absoluta submissão das nossas almas ao Senhor, o pleno contentamento do coração ante a vontade e os caminhos de Deus, a segura confiança do espírito quanto à presença e ao poder do Senhor; isto é o mais próximo ao céu que pode ocorrer conosco. É melhor que o êxtase, pois qualquer um pode permanecer nessa experiência sem esforço ou reação.
“Ah, não ser nada, nada; apenas permanecer aos Seus pés.” Não é uma sensação tão sublime como voar em asas de águia; quanto à doçura no entanto ela é profunda, misteriosa, indescritível e insuperável. É uma bem-aventurança na qual se pode pensar, um gozo que nunca parece ser roubado; pois não resta dúvida de que um pobre e frágil filho de Deus tem direito indiscutível a depender do Pai, direito a não ser nada na presença dAquele que o sustém. Gratifica-me pregar nesse estado de ânimo, como se não fora pregar, mas esperar que o Espírito Santo fale por mim. Presidir dessa maneira as reuniões de oração e da igreja, e toda a espécie de atividades, redundará em sabe¬doria e gozo para nós. Geralmente cometemos nossos maiores erros nos assuntos mais fáceis, achando tudo tão simples que não pedimos a Deus que nos guie e julgando que nossa própria capacidade será suficiente. Todavia, as graves dificuldades, essas nós levamos a Deus. Bondosamente Ele dá aos jovens prudência e aos simples conhecimento e discrição por meio delas. A dependência de Deus é a fonte inesgotável da eficácia. Aquele verdadeiro santo de Deus, George Muller, me surpreende sempre, por ser uma pessoa que depende tão simples e puerilmente de Deus; mas, lamentavelmente, a maioria de nós se julga demasiadamente grande para que Deus nos use. Sabemos pregar tão bem que fazemos um sermão de qualquer coisa…e fracassamos. Cuidado, irmãos, pois se julgamos que podemos fazer algo por nós mesmos, tudo que obteremos de Deus será a oportunidade de prová-lo. Deste modo, Ele nos examinará, e nos permitirá ver nossa incapacidade. Certo alquimista, que servia ao papa Leão X, declarou que havia descoberto como transformar os metais vis em ouro. Esperava receber grande soma de dinheiro por seu invento, mas Leão não era tão bobo; deu-lhe tão somente uma enorme bolsa para que guardasse o ouro que fizesse. Nesta resposta havia tanto sabedoria como sarcasmo. Isto é precisamente o que Deus faz com os orgulhosos; permite-lhes ter a oportunidade de fazer o que se jactavam de poder fazer. Jamais soube de alguma moeda de ouro que tenha chegado a cair na bolsa de Leão; estou certo de que vocês jamais serão espiritualmente ricos pelo que podem fazer com as próprias forças. Despojem-se das suas próprias vestimentas, e então Deus poderá comprazer-Se em revestir-lhes de honra, mas nunca antes.
É essencial que demonstremos fé em forma de confiança em Deus. Seria grande calamidade que alguém afirmasse de vocês: “Tem um excelente caráter moral e dons notáveis, mas não confia em Deus.” Necessidade importante é a fé. O apostolo recomenda: “Tomando sobretudo o escudo da fé.” Pena é que alguns vão à luta deixando o escudo em casa. Terrível é pensar num sermão que tivesse todas as qualidades que um sermão precisa possuir e, no entanto, constatar que o pregador não confiasse no Espírito Santo para abençoá-lo de modo a converter almas. Tal mensagem seria vã. Nenhum sermão será o que deveria ser se lhe faltar a fé; equivale a dizer que um corpo está sadio quando a vida já se extinguiu. É admirável ver alguém humildemente consciente da sua própria fraqueza e ao mesmo tempo bastante confiante no poder divino para atuar por meio das suas limitações. Se intentamos fazer grandes coisas, não nos excederemos na tentativa; esperando notáveis feitos, não cairemos desenganados em nossas esperanças. Alguém interrogou a Nelson se não eram perigosos determinados movimentos de seus navios, e a resposta foi: “Pode ser perigoso, mas em assuntos navais nada há impossível ou improvável.” Atrevo-me a asseverar que, no serviço de Deus, nada é impossível e nada é improvável. Empreendam grandes coisas em nome de Deus; arrisquem tudo, confiados em Sua promessa, e conforme a sua fé lhes será feito.
Oxalá tivéssemos mais coragem, mais ânimo, mais “garra”. Intentemos grandes coisas, porque os que confiam no Senhor vencem acima de todas as esperanças. Este é o tipo de fé da qual necessitamos cada vez mais; confiar em Deus de tal maneira, que em Seu nome ponhamos a mão no arado. É ocioso passar o tempo fazendo planos e modificando-os, sem nada fazer; o melhor plano para executar a obra de Deus é realizá-la. Irmãos, se não crêem em mais ninguém, confiem em Deus sem reservas. Creiam plenamente. Crer na Palavra de Deus é o mais razoável que temos a fazer; é seguir o caminho mais simples que devemos tomar; é a norma menos perigosa que podemos adotar, inclusive quanto ao cuidado de nós mesmos, pois Jesus declara: “Qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder sua vida por minha causa, a achará.” Exponhamo-nos a tudo, confiados na fidelidade absoluta de Deus, e jamais seremos envergonhados ou confundidos.
Spurgeon
“Mas de lá buscarás Jeová teu Deus, e o acharás, contanto que o procures de todo o teu coração e de toda a tua alma. Quando estiveres em tribulação, e todas estas coisas te sobrevierem, então nos últimos dias te tornarás a Jeová teu Deus, e ouvirás a sua voz. Porque Jeová teu Deus é um Deus misericordioso, não te deixará sucumbir, nem te destruíra, nem se esquecerá da aliança que jurou aos teus pais.” (Deuteronômio 4.29-31)
É uma linda visão, embora esteja misturada com muita tristeza, ver um homem velho se tornar um bebê em Cristo. É doce vê-lo, depois de ele ter sido por tantos anos o orgulhoso, desobediente, auto-confiante mestre de si mesmo, afinal aprendendo sabedoria e sentando aos pés de Jesus. Eles penduram nas catedrais e nos salões públicos antigos estandartes os quais foram há muito transportados pelo inimigo para o furor da luta. Se eles forem dilacerados por tiros e projéteis, então mais os captores irão os valorizar – quanto mais velha a bandeira, mais honrosa ela é, parece, ser aproveitada como um troféu. Os homens vangloriam-se quando eles levaram -
“A bandeira que desafiou por milhares de anos
A batalha e a brisa”
Oh, agora eu desejo que o meu Senhor e Mestre lance mão de alguns de vocês pecadores desgastados, vocês que foram levantados pelo diabo como bandeiras do pecado! Oh, que o Príncipe dos reis da terra os constranja a dizer “O amor conquistou até a mim.”
Eu não deixarei este tópico até que eu tenha dito que ele me dá grande alegria em ser permitido a pregar um Evangelho imediato a vocês – um Evangelho que o manda se converter a Deus e encontrar salvação presente! Suponha, por um momento, que o Evangelho correu desse modo – “Você, pecador, deve ser salvo em 12 meses se você se converter a Deus.” Ah, Senhores, eu contaria os dias para vocês até que os 12 meses passassem. Se estivesse escrito “Eu o deixarei me encontrar em Março de 1877,” Eu cansaria vocês até que o tempo auspicioso chegasse e diria “Talvez eles morram antes da hora da misericórdia ter atingido! Dispense-os, bom Senhor!” Sim, e se fosse verdade que Deus não o ouviria até o próximo Dia do Senhor, eu gostaria de trancar vocês e mantê-los longe do caminho do mal, se eu pudesse, até que essa hora chegasse, para que vocês não morressem antes da hora prometida.
Se tivesse alguma forma de assegurar as suas vidas, embora vocês tivessem que dar tudo que têm pelas suas almas, vocês certamente ficariam felizes em assegurar suas vidas até o próximo Dia do Senhor. Mas, louvado seja Deus, a promessa não tarda! Ela é AGORA! “Hojese você for ouvir a voz Dele.” O Evangelho nem te manda esperar até chegar em sua casa, ou chegar perto da cama – mas aqui e agora – neste banco de igreja e neste momento, se você buscá-Lo com todo o seu coração e com toda sua alma, o Senhor Jesus será encontrado por você e a salvação presente será imediatamente aproveitada! Não é encorajador pensar que agora mesmo o Senhor está esperando para ser gracioso?________________________

Trecho do sermão “Conversões incentivadas” em breve no Projet Spurgeon pela graça de Deus
Trecho do sermão nº 174 “Chamando aos não convertidos”, pregado por Charles Spurgeon“Mas Cristo foi amaldiçoado por mim?” – alguém me pergunta. A isto lhe respondo: Deus o Santo Espírito lhe fez ver seu pecado ? Ele lhe tem feito sentir toda a amargura? Ele lhe ensinou a dar este grito de humilhação: Oh, Deus! Tem misericórdia de mim que sou pecador? Se, na sinceridade de seu coração, você pode responder afirmativamente a estas questões, tenha bom ânimo, meu muito amado; Cristo foi feito maldição em seu lugar; e se Cristo foi feito maldito em seu lugar, você não está mais sujeito à maldição.

“Mas eu queria ter certeza” – talvez você insista; “gostaria de não poder duvidar que Jesus foi realmente feito maldição por mim.” E por que você duvidaria, meu irmão? Você não vê Jesus expirando sobre a cruz? Não vê suas mãos e seus pés ensangüentados? Olhe para Ele, pobre pecador. Não olhe mais para si nem para suas iniqüidades; olhe para Ele e seja salvo. Tudo o que ele exige de você, é que você olhe para Ele e por isso mesmo Ele lhe dará a sua segurança. Venha a Ele, confie e creia. Oh! Eu lhe suplico, aceite com simplicidade e fé esta declaração da Escritura: é uma coisa certa e digna de ser recebida com inteira confiança, que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar o pecador

FONTE: Cinco Solas

Spurgeon
Gostaria de poder falar àqueles que estão perturbados por uma vida de pecado; pois para aquele que passou a sua vida transgredindo as leis o texto ainda é verdadeiro. O meu Senhor proclama um ato de perdão cobrindo todo o passado. Será como se nunca tivesse acontecido. Por intermédio de Jesus Cristo, se apenas creres nele, teu passado será guardado e jogado fora, como se nunca tivesse existido, e tu nascerás novamente. Quando Naamã voltou depois de lavar-se no Jordão lemos que ‘sua carne se tornou como a carne duma criança, e ficou limpo’(II Reis 5:14); e assim será convosco. O homem velho tomará a criança de lindos cabelos em seu colo, e passando o dedo entre os cachos de sua cabeça dirá: ‘Meu jovem que Deus vos guarde do pecado em que tenho chafurdado. Minha vida foi toda cheia de pecado. Agora está próxima do fim, e eu não tenho mais esperanças. Quisera Deus que eu fosse de novo uma criança’ O homem com 100 anos de idade pode ainda tornar-se uma criança; e aquele que tem suas barbas esbranquiçadas de infâmia pode ainda tornou-se um recém-nascido inocente por intermédio do poder de limpeza da água e do sangue que fluíram do flanco ferido de Jesus. Ide e escrevei de ponta a ponta no véu da noite; escrevei nas novas estrelas se puderes: “E o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”.
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Trecho do sermão nº1762, “Doutrina Alta e Abrangente
Nosso Senhor disse aos seus discípulos que, além de pedir, deveriam pedir em Seu nome: “Naquele dia pedireis em meu nome.” Esta é a mais deliciosa maneira de pedir. Geralmente dizemos no final de nossa oração que pedimos por amor de Jesus, e essa é uma maneira certa de pedir. Significa: “considerando o que Jesus fez, Você não me atenderia? Eu não fiz nada que possa garantir uma resposta favorável à minha súplica, mas Você não daria a mim, considerando que Jesus merece isso? Por amor a Ele, ouça-me, oh Senhor!”. Essa é uma boa forma de orar, mas é melhor ainda se você puder usar o nome de Cristo e pedir em Seu nome. É como se fossemos a uma loja, mandados por alguém para comprar alguma coisa em seu nome e para ser debitado na conta daquela pessoa. Ou se autorizássemos um subordinado nosso a ir a uma loja tendo dito ao comerciante que o que esta pessoa pedisse fosse fornecido. Provavelmente um subordinado, sem dinheiro próprio, muito pobre, mas que vá munido de sua autorização, poderá receber daquele comerciante tanto quanto se você mesmo tivesse ido lá. A garantia dada irá até o ponto do limite do nome que foi dado.
Então, Jesus nos disse: “Use Meu nome quando estiver falando com o Meu Pai;” e até onde eu posso ir usando esse nome? Até onde o próprio Cristo pode ir. Todo o poder que exista no nome de Jesus, toda a influência que Ele tenha no coração do Seu Pai, este poder e esta influência nos são permitidos exercer por meio da oração. Senhor Meu, eu costumava pedir ao Senhor para fazer certas coisas por amor ao Teu Filho, mas agora eu venho com um pedido ainda mais forte pois Ele me autorizou a usar o Seu nome, e pedir que Você faça por mim assim como Você faria por Ele. Meu Pai, se não podes recusar o teu Primogênito também não podes me recusar. E se estou pedindo alguma coisa que Ele não podia pedir e que eu mesmo não desejasse pedir, quero fazer esse o limite da minha oração e da sua aceitação. Se Ele tivesse recusado orar pedindo isso, eu também iria. E se o que estou pedindo parece ser uma bênção do meu ponto de vista mas não para Ele, sejam minhas palavras: todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres – Mateus 26:39. Ninguém de bom senso usaria o nome de outra pessoa indevidamente, e se você está pedindo a Deus alguma coisa motivado por egoísmo, você não deve desonrar aquele nome abençoado ligando-o a tal tipo de oração. Mas usando adequadamente o Seu nome temos grande liberdade e um alto privilégio de nos ser permitido ir e orar, não apenas por amor a Jesus, mas também no nome de Jesus.
FONTE: Trecho do sermão: Orai, Orai sempre
Spurgeon
Existe algumas graças que, em seu vigor, não são absolutamente essenciais para a pura existência da vida espiritual, ainda que são muito importantes para seu crescimento sadio; porem, o amor a Deus tem que estar no coração, ou do contrário, não há ali nenhuma graça de nenhum tipo. Se alguém não ama a Deus, não é um homem renovado. O amor a Deus é uma marca que está sempre posta sobre as ovelhas de Cristo, porem, que não está nunca posta sobre ninguém mais. Ao refletir sobre essa importantíssima verdade, quero que considerem o contexto do texto. Encontrarão no sétimo versículo desse capítulo que o amor a Deus é estabelecido como um indispensável sinal do novo nascimento. “Qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.” (1 João 4:7) Então, não tenho nenhum direito a crer que sou uma pessoa regenerada a menos que meu coração ame a Deus verdadeira e sinceramente. Seria vão que eu, se não amasse a Deus, citasse o certificado que registra uma cerimonia eclesiástica e afirmasse que isso me regenerou. Certamente não fez isso, pois de outra forma se teria apresentado o seguro resultado disso. Se eu fui regenerado, poderia não ser perfeito, porem sim posso dizer isso: “Senhor, tu sabes tudo; sabes que te amo“.
Quando pela fé recebemos o privilégio de converter-nos em filhos de Deus, recebemos também a natureza de filhos e com amor filial clamamos: “Abba, Pai!” Essa regra não tem nenhuma excessão. Se um homem não ama a Deus, tampouco nasceu de Deus. Mostre-me um fogo sem calor e então podem me apresentar uma regeneração que não produz amor a Deus, pois assim como o sol tem que gerar sua luz, assim uma alma que pela graça divina foi criada de novo, tem que manifestar sua natureza mediante um sincero afeto para com Deus. “Necessários vos é nascer de novo” porem vocês não nasceram de novo a menos que amem a Deus. Quão indispensável é o amor a Deus.

tradução: Armando Marcos
Spurgeon
Você conhece o plano de salvação? Ouça e viva por ele. Você tem ofendido a Deus. Deus tem que castigar ao pecado. É uma lei inalterável que o pecado tem que ser castigado. Então, como pode Deus ter misericórdia de você? Pois bem, unicamente dessa maneira: Jesus Cristo veio do céu e sofreu no lugar, na condição e em substituição de todos os que confiam Nele. Sofreu o que elas deviriam ter sofrido, de tal forma que Deus é justo, e, contudo, é capaz ao mesmo tempo de perdoar ao pior dos pecadores através dos méritos de Seu amado Filho. Cristo pagou todas suas dívidas, se é um crente Nele. Se tão somente vem e descansa em Jesus e unicamente em Jesus, Deus não pode castigar-lhe por seus pecadores, pois Ele castigou a Jesus por eles, e não seria justo de Sua parte castigar a Cristo e logo castigar você, exigir o pagamento da Fiança primeiro e depois exigir o pagamento do devedor.
FONTE: parte do sermão nº 742
tradução: Projeto Spurgeon
Spurgeon
O nome de ‘santo’, se não é justificado pela santidade, é uma ofensa para os homens honestos, e muitos mais para um Deus santo. Uma sonora e atrevida confissão de cristianismo sem uma vida cristã que a respalde, é uma mentira aborrecível a Deus e ao homem, uma ofensa contra a verdade, uma desonra para a religião, e é precursora de uma célere maldição.
FONTE: parte do sermão: A Figueira seca – nº 2107
Spurgeon
Para usar uma antiga figura: assegure-se de comprar um boleto que valha para o trajeto completo. Muitas pessoas só creram que Deus as salva temporariamente, entanto que sejam fiéis, ou quanto sejam devotadas. Amados, creiam que Deus os guarda fiéis e intrépidos toda vossa vida; comprem uma passagem para o trajeto todo. Obtenham uma salvação que cubra todos os riscos. Não existe nenhum outro bilhete emitido por parte da revenda autorizada exceto um pela rota completa. Qualquer outro bilhete é uma falsificação.
Quem não possa perduravelmente conservá-los, não pode conservá-los por um dia. Se o poder da regeneração não dura a vida toda, poderia não durar sequer uma hora. A fé no pacto eterno borbulha o sangue de meu coração, enche-me de gozo agradecido, inspira em mim confiança e me inflama de entusiasmo. Não poderia jamais renunciar a minha crença no que o Senhor disse: “farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim.” (Jeremias 32:40)

FONTE: trecho do sermão “Perseverança em santidade“, sermão 2108
tradução: Projeto Spurgeon
Mas será um dia conhecido do SENHOR; nem dia nem noite será; mas acontecerá que ao cair da tarde haverá luz. – Zacarias 14:7


Fonte: Josemar Bessa
Tomado do livro Words of Cheer for Daily Life
Charles H. Spurgeon – 1890
Assim como o sofrimento de Cristo habita em nós, de igual modo habitam as consolações de Cristo. Esta é uma proporção abençoada. Deus mantém sempre duas balanças – de um lado Ele coloca as tribulações do seu povo e do outro põe as consolações.
No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” (João 7:37).

A paciência tem o seu perfeito trabalho no Senhor Jesus, e até o último dia da festa Ele falou aos judeus, assim como nos fala e espera ser gracioso para connosco. É verdadeiramente admirável a longanimidade do Salvador em suportar alguns de nós ano após ano, apesar das nossas provocações, rebeliões e resistência ao Seu Espírito Santo. Maravilha das maravilhas é estarmos na terra da misericórdia!

A provisão é feita abundantemente; tudo é providenciado para que o homem possa mitigar a sede da sua alma. Para a sua consciência, a expiação traz paz; para a sua compreensão, o exemplo traz a mais rica instrução; para o seu coração, a pessoa de Jesus é o mais nobre objecto de afeição; para todo o homem, a verdade como é encontrada em Jesus provê a nutrição mais pura. A sede é terrível, mas Jesus pode removê-la. Embora a alma esteja totalmente faminta, Jesus pode restaurá-la.
A proclamação é feita livremente para que cada sedento seja bem-vindo. Nenhuma outra distinção é feita senão a da sede. Quer seja a sede da avareza, da ambição, do prazer, do conhecimento ou de descanso, aquele que sofre disso é convidado. A sede pode ser má em si mesma, e não ser um sinal de graça, mas antes um sinal de pecado imoderado ansiando para ser gratificado com goles mais profundos de lascívia; mas não é a bondade na criatura que leva ao sedento o convite; o Senhor Jesus envia-o, gratuitamente, sem acepção de pessoas.
A personalidade é declarada mais plenamente. O pecador deve vir a Jesus, não a trabalhos, ordenanças ou doutrinas, mas a um Redentor pessoal, que carrega os nossos pecados em Seu próprio corpo sobre a cruz. O Salvador sangrando, morrendo e ressurgindo é a única estrela de esperança para um pecador. Oh! como anelo por graça, a vir agora e beber, antes que o Sol se ponha!
Beber representa uma recepção para a qual nenhuma aptidão é requerida. Um louco, um ladrão, uma prostituta podem beber; e tal pecaminosidade de carácter não é empecilho para o convite ao crente em Jesus. Não precisamos de taça de ouro, nem de cálice adornado, para transportar a água para o sedento; a boca da pobreza é convidada a inclinar-se e tomar goles da corrente que flui. Lábios cheios de bolhas, leprosos, sujos, podem tocar a corrente do amor divino; eles não podem poluí-la, mas eles serão purificados. Jesus é a fonte da esperança. Caro leitor, ouça a voz amorosa do amado Redentor quando proclama a cada um de nós:
“SE ALGUÉM TEM SEDE, VENHA A MIM E BEBA”.
FONTE:
É PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE TEXTO SEM CITAR NA ÍNTEGRA ESTA FONTE
Todo homem natural luta contra a salvação pela graça. Embora não haja bem nenhum em nós, todos nós pensamos que temos; embora todos nós tenhamos quebrados a lei, e tenhamos perdido todo o direito de recebermos o favor divino, ainda estamos orgulhosos o suficiente para imaginar que não estamos tão mal quanto os outros, que há algumas circunstâncias atenuantes em nossas ofensas, e que podemos, de alguma forma, apelar à justiça, bem como para a compaixão de Deus. Assim, o apóstolo coloca tão fortemente: “Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus, não de obras, para que ninguém se glorie”.
A declaração do texto significa exatamente isso, que todos nós precisamos de salvação – salvação dos nossos pecados, e salvação das conseqüências deles, e que se somos salvos não é por causa de quaisquer obras que já tenhamos realizado. Quem, entre nós, ao olhar para trás em sua vida passada, ousaria dizer que merece a salvação?
Nem somos salvos por causa de quaisquer obras previstas, que ainda estão para ser realizadas por nós. Nós não fizemos nenhuma barganha com Deus que desse a Ele tanto serviço para tanta misericórdia; nem Ele fez qualquer aliança conosco, nesse contexto, Ele livremente nos salvou; e se o serviremos, crendo como deveríamos, com todo nosso coração, alma e força, mesmo assim, não teremos espaço para nos gloriarmos, porque nossas obras são realizadas em nós pelo Senhor. “O que temos nós então que não tenhamos recebido?”
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De um sermão de Charles Haddon Spurgeon, intitulada “Salvação Somente pela Graça”, proferida 4 de agosto de 1872.
Tradução: Jair Kunzler

Fonte: The Daily Spurgeon
de Orthodoxia

Spurgeon

Não ousamos confiar em nossas próprias obras, nem temos o desejo ou a necessidade de fazê-lo, pois nosso Senhor Jesus nos salvou para sempre.
“Nossa alegria é esta, o testemunho de nossa consciência, que em simplicidade e piedosa sinceridade, não com sabedoria carnal, mas pela graça de Deus, temos nossa conversa no mundo”. O cristão precisa manter uma ininterrupta comunhão com Jesus, o Senhor, para poder ser um bom soldado de Cristo. Quando sua comunhão é interrompida, sua satisfação desaparece. Quando Jesus está dentro de nós, ficamos interiormente satisfeitos, o que não acontece de outro modo. Quando mantemos nossa comunhão com Ele = e esta pode ser dia a dia, mês a mês, ano a ano (e jamais deveria ser desfeita) = neste caso nossa satisfação vai prosseguir com a alma sentindo-se plena da bênção, que somente Deus pode outorgar. Se pelo Espírito Santo podemos ser abundantes em labor e ter paciência no sofrimento – se, numa palavra nos resignamos totalmente a Deus, encontramos a plenitude de Sua graça colocada em nós.
Um inimigo comparou alguns de nós com vasos quebrados e devemos aceitar humildemente esta descrição. Achamos difícil reter as coisas boas – elas escoam dos nossos jarros rachados. Mas, vou dizer como vasos quebrados podem ser conservados e continuar totalmente cheios. Pois, mesmo estando rachados e quebrados, quando habitamos no amor de Cristo, estaremos cheios de sua plenitude. Esta experiência é possível!
Devemos ser imersos no mais profundo mar da Divindade, a fim de nos perdermos em sua imensidão. Em seguida, ficaremos cheios, até o transbordamento, conforme diz o salmista: “O meu cálice transborda”. O homem que anda nos caminhos de Deus, descansando obediente e totalmente em Cristo, buscando todos os Seus suprimentos, com uma eterna e grande profundidade – esse homem fica cheio de tudo que escolhe para si mesmo! Ele ficará cheio daquelas coisas que são sua delícia e desejo diários.
Ora, o crente fiel pode ficar cheio, pois ele tem a eternidade para enchê-lo. O Senhor nos tem amado com amor eterno, por toda a eternidade. “Os montes passarão, os morros serão removidos, mas a minha aliança não te abandonará”. Na eternidade vindoura ele tem o infinito, sim o infinito, pois o Pai é o seu Pai, o Filho é o seu Salvador e o Espírito de Deus habita dentro dele. a Trindade pode plenificar o coração do homem. O crente tem a Onipotência a enchê-lo, pois todo poder foi dado a Cristo e deste poder Cristo nos dará, conforme necessitarmos. Vivendo em Cristo e dEle dependendo no dia a dia, Amado, teremos paz com Deus, a paz que excede todo entendimento. Que possamos gozar esta paz e magnificar, para sempre, o nome de nosso Senhor, Amém
FONTE: trecho final do sermão How a Man’s Conduct Comes Home to Him
Tradução: Mary Schultze
Por Charles Spurgeon, na revista Sword and Trowel
O SENHOR M. COIT TYLER escreveu para o New York Independent como segue: ”Uma palavra sobre Spurgeonismo em geral. Silenciosamente, mas com rapidez, dentro desta grande seita Batista na Inglaterra, e cobrindo toda a terra com sua rede de poder moral, está sendo formado um distinto grupo de pregadores spurgeionistas. Jovens cheios de energia formados na faculdade de Spurgeon, cheios com o intenso espírito de Spurgeon, copiando com uma fidelidade, mesmo que inconsciente e de maneira ridícula até, a forma de Spurgeon falar, orgulhosos de sua ligação com o nome de Spurgeon, e em constante comunicação com o “Cabeça-central” em Londres.
Mais e mais Spurgeon se isola da organização geral do mundo religioso, e até mesmo da denominação Batista, e concentra o seu trabalho sobre sua imensa igreja, sua faculdade, e as igrejas através do Reino Unido que agora tem seus alunos como pastores. Continuando assim, em vinte anos o spurgionismo será um organismo vasto e um corpo poderoso e vitalizado; e, se as circunstâncias justificarem, seu corpo pode, como muitos ministros batistas podem pensar, assumir o nome do seu fundador, seguindo Spurgeon o caminho de Wesley, fundando uma nova denominação (seita). Ele certamente tem mostrado a mesma capacidade executiva e de organização que Wesley mostrou”.
O texto mostra quão pouco Mr. Tyler conhece sobre nós, e como não sabe o quanto muitos “inteligentes ministros Batistas” nos difamam. Nenhuma palavra no mundo poderia ser tão odiosa ao nosso coração como “Spurgionismo”, e jamais pensei, do fundo do meu coração, em formar uma nova denominação (seita). Nosso curso tem sido, e espero que sempre seja, um curso independente; mas nos colocar em curso de colisão com a organização geral do mundo religioso e até mesmo com a denominação Batista, é perpetrar uma calúnia infundada. Não pregamos um novo evangelho, não desejamos novas formas, nem seguimos nenhum espírito aventureiro. Nós amamos Cristo muito mais do que qualquer denominação, e a Verdade mais do que qualquer partido, e não somos uma (nova) denominação, mas estamos numa união (com liberdade) com os Batistas, pela simples razão que não podemos tolerar o isolamento. O Deus que sonda os nossos corações sabe que nosso objetivo e meta não é reunir um grupo (corpo) em torno de nós mesmos, mas reunir um exército em torno do Salvador. “Que meu nome pereça, mas que o Nome de Cristo permaneça para sempre,” disse George Whitfield, e assim tem dito Charles Spurgeon centenas de vezes. Nós ajudaremos e daremos assistência as igrejas batistas com toda força que tivermos, embora não restringirmos nossa energia somente a ela, e nisso essas igrejas estão longe de poder nos culpar. Nossa alegria e regozijo é grande na comunhão de todos os crentes, e a formação de uma nova seita é um trabalho que nós deixamos para o diabo, a quem convém muito mais do que a nós mesmos. É verdade que tem estado ao nosso alcance iniciar uma nova denominação, mas não é verdade que tenha sido intentado por nós ou por nossos companheiros. Queremos trabalhar o máximo possível com as agências existentes, e quando iniciarmos uma nova frente de trabalho, nossos amigos podem acreditar que é sem qualquer idéia de organizar uma nova comunidade.
FONTE: Spurgeon.Org
Tradução: Claudia Bessa
A Religião Evangélica
Manifesto escrito por
John Charles Ryle
1º Bispo da Diocese da Igreja da Inglaterra de Liverpool.
“para aprovardes as coisas excelentes” (Fp 1:10)


(NOTA: claro que o nosso Projeto é dedicado aos escritos de Charles Spurgeon, mas resolvi abrir um espaço aqui para esse texto escrito pelo Bispo J.C.Ryle, a quem Spurgeon chamou em sua época de “o melhor homem da Igreja Anglicana” ; realmente, os escritos desse servo de Deus são realmente de utilidade e benção para o povo de Deus ainda hoje. Conheça mais sobre J.C.Ryle e sua obra em nosso site, http://bisporyle.blogspot.com/)


I. PRINCÍPIOS Evangélicos
1. A supremacia absoluta das Santas Escrituras
Nos mostre qualquer coisa, escrita claramente, naquele Livro, nós o receberemos, acreditaremos, e nos submetermos a isso. Nos mostre qualquer coisa contrária àquele Livro, e ainda que seja sofisticado, plausível, bonito e aparentemente desejável, não o teremos por nada.
2. A doutrina do pecado e corrupção humanas
O homem está radicalmente doente. Eu creio que a ignorância da extensão da Queda, e de toda a doutrina do pecado original, é uma das grandes razões porque tantos não podem nem entender, apreciar, nem receber a Religião Evangélica.
3. A obra e serviço de nosso Senhor Jesus Cristo
O eterno Filho de Deus é nosso Representante e Substituto. Nós sustentamos que o povo deve ser continuamente orientado a não fazer um Cristo da Igreja.
Nós cremos que nada nunca é exigido entre a alma do homem pecador, e Cristo o Salvador, mas a fé simples como de uma criança.
4. O trabalho interior do Espírito Santo
Nós sustentamos que as coisas que mais precisam ser apresentadas e reforçadas na atenção dos homens são as grandes obras do Espírito Santo – arrependimento interior, fé, esperança, ódio ao pecado, e amor à lei de Deus. Afirmamos que dizer aos homens para terem conforto em seu batismo ou membresia na igreja enquanto essas graças absolutamente importantes são desconhecidas, não é meramente um erro, mas crueldade intencional.
5. O trabalho Externado e Visível do Espírito Santo na vida dos homens
Sustentamos que dizer a um homem que ele é “nascido de Deus” ou regenerado, enquanto vive em descuido ou pecado, é uma ilusão perigosa.
É a posição que tomamos nestes cinco pontos que caracteriza grandemente a teologia Evangélica. Dizemos corajosamente que elas são coisas primeiras, principais, chefes e governantes no cristianismo.
II. PROTESTOS Evangélicos

1. Nós protestamos contra a prática moderna de primeiro personificar a Igreja, e então divinizá-la, e finalmente idolatrá-la.

2. Nós nos recusamos a admitir que Ministros Cristãos sejam, em qualquer sentido, sacerdotes que sacrificam.
Percebemos que sacerdotismo ou sacerdócio tem sido freqüentemente a maldição da cristandade, e a ruína da verdadeira religião.
3. Nós Nos recusamos a admitir que os Sacramentos de Cristo transmitem graça por si mesmos.
Nós protestamos contra a idéia de que no batismo o uso da água, no Nome da Trindade, é invariável e necessariamente acompanhada pela regeneração. Nós protestamos contra a idéia de que a Ceia do Senhor é um sacrifício. Sobre tudo, nós protestamos contra a noção de qualquer presença local do corpo e sangue de Cristo na Ceia do Senhor, nas formas de pão e vinho, como “idolatria a ser abominada por todos os cristãos fiéis”.
4. Nós nos recusamos a nos juntar ao clamor, “sem bispo, sem igreja”. “[sem bispo, não há igreja]“
Nós nos recusamos a crer que bispos são infalíveis, ou que suas palavras devem ser cridas quando não estão em harmonia com as Escrituras.
5. Nós sustentamos que não pode haver real união sem unidade na fé.
Nós protestamos contra a idéia de união baseada num episcopado comum, ao invés de uma fé comum no Evangelho de Cristo. Nós abominamos a própria idéia de re-união com Roma, a não ser que a própria Roma primeiro purge-se de suas muitas falsas doutrinas e superstições.
III. PERSUASÕES Evangélicas

1Substitua Cristo por qualquer coisa, e o Evangelho está totalmente estragado!
2.Adicione qualquer coisa a Cristo, e o Evangelho deixa de ser um Evangelho puro!
3.Coloque qualquer coisa entre os homens e Cristo, e os homens irão negligenciar a Cristo por aquilo que foi colocado!
4. Destrua as proporções do Evangelho de Cristo, e você arruinará sua eficácia!
5. A religião Evangélica deve ser o Evangelho, todo o Evangelho e nada além do Evangelho.
IV. PRÁTICAS Evangélicas

“Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos.” (I Co 16:13)

1. Esforce-se para que a religião pessoal seja completa e totalmente Evangélica.
O mundo está possuído por um demônio de falsa caridade sobre religião.
2. Não comprometa princípios Evangélicos.
Tome bastante cuidado com novas decorações de igreja, nova música de igreja, e um modo quase histérico de realizar adoração na igreja.
3. Observe que eles não fazem nenhum bem real, os que misturam pregação Evangélica com cerimônias rituais.
O mundo nunca será ganho por flerte e comprometimento; ao se usar ambas as formas, e tentar agradar a todos.
4. Encare o perigo com coragem e lute com ele usando a mesma Palavra que Cranmer, Latimer e Ridley usaram para lutar.

5. O caminho do dever é limpo, claro, e inconfundível. União e organização de todos os homens Protestantes e Evangélicos, exposição incansável das negociações papistas de nossos antagonistas do púlpito, palco e imprensa.
Eu digo, “Não se renda! Não deserte! Não comprometa! Nada de paz desgraçada!”. 

traduzido de GraceGems
revisor: Daniel Campos
tradutor: voluntário via Twiter

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