Morrer na Fé (Leituras Noturnas )

2 de maio
“Todos estes morreram na fé.” (Hb 11:13 ARC1995)
EIS aqui o epitáfio daqueles benditos espíritos que dormiram antes da vinda de nosso Senhor! Não importa como morreram: quer de velhice, quer de morte violenta. O ponto seguinte, no qual todos eles concordam, é o mais digno de memória: “Todos estes morreram na fé.” Viveram na fé; ela era o seu consolo, o seu guia, o seu estímulo e o seu apoio e morreram na mesma graça espiritual, terminando a sua vida de canto no melodioso tom no qual tinham continuado durante muito tempo. Não morreram descansando na carne ou nas suas próprias conquistas. Não se desviaram da antiga maneira de chegar a ser aceites diante de Deus, mas aferraram-se a essa maneira, que é a fé, até ao fim. A fé é tão preciosa para morrer como para viver.
Morrer na fé tem uma clara referência com o passado. Creram nas promessas que lhe tinham sido feitas antes e tiveram a segurança de que os seus pecados foram apagados pelo perdão de Deus. Morrer na fé tem a ver com o presente. Estes santos confiavam em que tinham sido aceitos por Deus, gozavam dos sorrisos do Seu amor e repousavam na Sua fidelidade. Morrer na fé refere-se ao futuro. Os crentes morreram afirmando que o Messias, sem dúvida, viria, e, que quando, nos últimos dias, Ele aparecesse sobre a Terra, eles se levantariam das suas sepulturas para O contemplarem. Para eles as dores da morte eram só as dores de parto de um estado melhor. Enche-te de coragem, minh’alma, enquanto lês este epitáfio. A tua carreira, por meio da graça, é uma carreira de fé, e a vista rara vez te sorri. Este também foi o caminho dos mais ilustres e dos melhores. A fé era a órbita na qual estas estrelas de primeira magnitude giraram todo o tempo em que elas aqui iluminaram. E feliz és tu de que a fé seja também a tua órbita. Olha de novo esta noite para Jesus, o autor e consumador da tua fé, e agradece-Lhe por te dado a mesma fé preciosa que tiveram as almas que agora estão na glória.
C. H. Spurgeon – “Leituras Vespertinas”
Tradução de Carlos António da Rocha

O Convertido Acústico do Palácio de Cristal

Spurgeon uma vez contou:

“Em 1857, um dia ou dois antes de pregar no Palácio de Cristal, fui para lá decidir onde a plataforma de onde eu pregaria deveria ser fixada, e, a fim de testar as propriedades acústicas da construção, gritei em alta voz: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo “. Em uma das galerias, um operário, que não sabia de nada do que estava sendo feito, ouviu essas palavras, que lhe veio como uma mensagem do céu para sua alma. Ele foi ferido com convicção por causa do pecado, guardou suas ferramentas, foi para casa, e lá, depois de uma temporada de luta espiritual, encontrado a paz e a vida por contemplar o Cordeiro de Deus. Anos depois, ele contou esta história a uma pessoa que o visitou em seu leito de morte. “

FONTE: http://www.reformationart.com/charles-spurgeon–.html

 

Permanecer no mundo, não fugir dele antes da hora (leituras matinais)

2 de maio
“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” (Jo 17:15 ARC1995)
É este um acontecimento agradável e bendito que experimentarão todos os crentes no tempo próprio: o ir estar com Jesus. Em uns poucos anos mais os soldados do Senhor, que agora pelejam “a boa batalha da fé” terão terminado com o conflito e entrarão no gozo do Seu Senhor. Mas, posto que Cristo roga que o Seu povo esteja no fim com Ele, onde Ele está, não pede, entretanto, que ele seja levado de repente do mundo para o Céu. Ele deseja que o Seu povo fique aqui. Porém, quão frequentemente o cansado peregrino eleva esta oração: “Ah! Quem me dera asas como de pomba! Voaria e estaria em descanso.” Mas Cristo não ora assim; Ele deixa-nos nas mãos de Seu Pai até que, tal como o grão amadurecido, nos reunamos no celeiro do nosso Senhor. Jesus não roga pela nossa pronta partida por intermédio da morte, porque ficar na carne, se não é proveitoso para nós mesmos, é necessário para os demais. Ele pede que sejamos guardados do mal, mas Ele nunca pede que sejamos admitidos na herança da glória, até que cheguemos à velhice. Os Cristãos, quando têm alguma prova, normalmente desejam morrer. Perguntai-lhes o porquê, e dir-vos-ão: “Porque nós desejaríamos estar com o Senhor.” Tememos que não seja tanto o desejo de estar com o Senhor, mas o de ver-se livres da prova; de outro modo, eles sentiriam o mesmo desejo em tempos de bonança. Eles desejam ir para o lar celestial, nem tanto para estarem na companhia do Salvador, mas para estarem livres de aborrecimentos. É muito justo o desejo de partir, se o podemos fazer no mesmo espírito em Paulo que o fez, porquanto estar com Cristo é muito melhor; mas o desejo de fugir da aflição é egoísmo. Que a nossa preocupação e desejo seja antes glorificar a Deus em nossas vidas, neste mundo, enquanto Lhe agrade, mesmo que seja no meio de fadigas, de conflitos e de sofrimentos; e deixemos que Ele diga quando: “basta.”
FONTE
C. H. Spurgeon – “Leituras Matinais”
Tradução de Carlos António da Rocha

A Palavra de Deus, um cheque precioso (Leituras Matinais)

28 de abril
“Lembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar.” (Sl 119:49 ARC1995)
QUALQUER que seja a tua necessidade particular, podes achar, prontamente, na Bíblia, alguma promessa apropriada para ela. Estás abatido e deprimido porque o teu caminho é áspero e tu achas-te cansado? Aqui está a promessa: “Dá vigor ao cansado.” Quando achares uma promessa como esta, leva-a Aquele que a prometeu e pede-Lhe que a cumpra. Estás buscando Cristo e anseias ter uma comunhão mais íntima com Ele? Esta é a promessa que resplandece sobre ti como uma estrela: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.” Leva continuamente ao trono esta promessa; não rogues por nenhuma outra coisa, mas apresenta-te a Deus uma e outra vez com isto: “Senhor, Tu o hás dito; faz conforme a Tua promessa.” Estás triste por causa do pecado e carregado com a pesada carga das tuas iniquidades? Presta atenção a estas palavras: “Eu, eu mesmo, sou o que apaga as tuas transgressões e dos teus pecados me não lembro.” Não tens méritos próprios para invocar o Seu perdão, para que Ele te possa perdoar; mas, podes invocar o Seu compromisso escrito e Ele cumpri-lo-á. Temes não seres capaz de prosseguir até ao fim, ou que, depois de haveres crido no filho de Deus, sejas réprobo? Se passas por tal situação, leva a seguinte promessa ao trono da graça: “Porque as montanhas se desviarão e os outeiros tremerão; mas a minha benignidade não se desviará de ti, e o concerto da minha paz não mudará, diz o SENHOR, que se compadece de ti.” Se tens perdido a doce sensação da presença do Salvador, e O estás buscando com um coração pesaroso, recorda esta promessa: “Tornai vós para mim, e eu tornarei para vós.” “Por um pequeno momento, te deixei, mas com grande misericórdia te recolherei.” Banqueteia a tua fé na própria palavra de Deus, e seja o que for que receies ou queiras, recorre ao Banco da Fé com a ordem de pagamento do teu Pai Celestial, dizendo: “Lembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar.”
FONTE:
C. H. Spurgeon – “Leituras Matinais”
Tradução de Carlos António da Rocha

O SENHOR é Rei eterno (Leituras Noturnas)

27 de abril
“O SENHOR é Rei eterno.” (Sl 10:16 ARC1995)
JESUS CRISTO não é um despótico demandante do direito divino, mas Ele é real e verdadeiramente o Ungido do Senhor! “Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nEle habitasse.” Deus deu-Lhe todo o poder e toda a autoridade. Como Filho do Homem, Ele é, agora, sobre todas as coisas, constituído como cabeça da igreja, e reina sobre o céu, a terra e o inferno, com as chaves da vida e morte postas em Seu cinto. Certos príncipes têm o máximo prazer em chamar-se a si mesmos reis por vontade popular, e, certamente, o nosso Senhor Jesus Cristo é isto na Sua Igreja. Se se votasse para determinar se Jesus deveria ser Rei na Igreja, todo o coração crente O coroaria. Oh que nós O coroemos mais gloriosamente do que o fazemos! A nenhum sacrifício que glorifique a Cristo nós deveríamos considerar supérfluo. Sofrer deveria ser um prazer; e perder, deveria ser ganho, se com isso pudéssemos rodear a Sua testa com coroas mais resplandecentes, e torná-Lo mais glorioso aos olhos dos homens e dos anjos. Sim, Ele reinará. Viva o Rei! Salve, Rei Jesus! Saíde, almas virgens que amais ao vosso Senhor, inclinai-vos aos Seus pés, juncai os Seus caminhos com os lírios do vosso amor e com as rosas da vossa gratidão. “Produzi o diadema real e coroai-O Senhor de tudo.” Além disso, o nosso Senhor Jesus é Rei em Sião por direito de conquista. Ele tomou por assalto e levou os corações de Seu povo, e matou os inimigos que o tinham em cruel escravidão. No Mar Vermelho do Seu próprio sangue, o nosso Redentor afogou o Faraó dos nossos pecados. Não será ele Rei em Jeshurun? Ele livrou-nos do jugo de ferro e da onerosa maldição da lei. Não será Ele coroado Libertador? Nós somos a Sua porção, que Ele arrebatou da mão dos amorreus com a Sua espada e com o Seu arco. Quem arrebatará a Sua conquista das Suas mãos? Salve, Rei Jesus! Nós alegremente reconhecemos o Teu pacífico governo! Governa, pois, em nossos corações para sempre,gracioso Príncipe de Paz.
FONTE: C. H. Spurgeon – “Leituras Vespertinas”
Tradução de Carlos António da Rocha