A Dica do Labirinto: Respostas do Grande Deus à Fé

C.H.Spurgeon

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Capitulo 17: RESPOSTAS DO GRANDE DEUS À FÉ.

No mais, do chão da nossa insignificância, não podemos nos recusar a pôr a nossa confiança em Deus, pois não é concebível que alguma coisa seja pouca demais para Ele. As maravilhas que nos fornecem o microscópio são tão marcantes quanto as do telescópio. Logo, nós não podemos definir para o Senhor limites maiores em uma direção do que em outras, pois Ele pode e há de manifestar a sua habilidade na vida de um homem da mesma forma como o faz através do circuito de um planeta.

Testemunhas estão vivas para testificar das obras do Senhor, o qual tem revelado o seu braço em nome daqueles que nEle confiam. Qualquer um pode testar esse princípio por si mesmo, e é notável que ninguém tem feito isso em vão. Não existem razões em sua natureza pelas quais Deus não deva responder à confiança de suas criaturas, pelo contrário, há muitas razões para que Ele responda. Em qualquer caso, na medida em que somos afligidos, estamos prontos para colocar as nossas preocupações à prova e deixar que essa experiência dure por toda a vida.

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Livro A Dica do Labirinto: Considerações profundas sobre a fé e a dúvida
Tradução: Wesley Carvalho

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A Dica do Labirinto: Deus em nossa esfera de vida

C.H.Spurgeon

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Capitulo 16: DEUS EM NOSSA ESFERA DE VIDA.

Quando confiamos em Deus, nós não estamos exercitando uma dependência ilusória sobre um poder distante e inativo. É perguntado se Deus sempre opera em nome daqueles que confiam nele, e é sugerido que ele está ocupado demais e não pode dar muita atênção aos pequenos cuidados das pessoas. Obviamente isto é um erro! A obra de Deus está em nossas portas e em nossos quartos, sim, em nossos corpos e mentes. O pai da criança está muito ocupado, mas está ocupado no quarto em que se encontra seu filho necessitado, e por isso ele está onde se deseja que ele esteja.

O discurso comum é sobre “As operações da Natureza”. Mas, senhor, o que é Natureza? O cavalheiro que havia usado o termo olha em volta com surpresa. Ele deu uma gaguejada e balbuciou, dizendo o que todos já sabiam. “Ora”, diz ele, “é muito fácil, a Natureza é… a Natureza é a Natureza”. Na verdade, quem, de fato, trabalha é o próprio Deus, e outra força com o seu poder está longe de ser encontrada. Os movimentos em torno de nós não são produzidos por leis, como os simplistas dizem. As leis não fazem nada, elas não passam de métodos, os quais são observações do trabalho do grande Criador, pois Ele mesmo foi quem fez todo o trabalho. Assim, podemos confiar nEle para trabalhar para nós, pois é Ele quem está trabalhando em tudo ao nosso redor.

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A Dica do Labirinto: Sem Alma

C.H.Spurgeon

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Capitulo 15: SEM ALMA.

Certo pregador fez o melhor que pode para o bem do seu auditório, mas um dos seus ouvintes se aproximou dele e disse de um modo áspero: “Sua pregação é inútil para mim. Eu não acredito que tenho uma alma e não quero perder tempo conversando sobre coisas imaginárias do além: vou morrer como um cão.” O ministro respondeu calmamente: “Senhor, eu, realmente, falhei devido a uma má compreensão. Dei o meu melhor para o bem de todos, mas eu não imaginava que encontraria pessoas sem alma. Se eu soubesse que estariam presente criaturas que não tinham alma e que iriam morrer como cães, eu teria providenciado uma boa porção de ossos para eles”. “Brincadeira”, diz um. “Senso-comum”, dizemos nós. Quando lidamos com o ludibriante sarcasmo, que tipo de gentileza podemos esperar de pessoas que manifestam uma compreensão tão degradante de si mesmas? Certamente ninguém precisa se preocupar com eles. Eles confessam sua própria incapacidade de nos ajudar, e implicitamente admitem que não somos obrigados a aceitar suas colocações. “A luz não existe,” alguém assevera, “pois não tenho olhos para vê-la”. Existe algum argumento para isso? Não, pois apesar de nos compadecermos de alguém que está cego, não podemos conceder algum peso as suas opiniões sobre ótica e cores. Seres sem alma podem asseverar quantas filosofias desejarem e suas opiniões podem ser tão interessantes quanto curiosas, mas não podem de forma alguma influenciar os homens com alma.

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A Dica do Labirinto: Dúvidas executadas logicamente

C.H.Spurgeon

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Capitulo 14: DÚVIDAS EXECUTADAS LOGICAMENTE.

A dúvida quanto à existência de um Deus, para terminar a sua carreira legítima, só possui um caminho curto a percorrer. Nenhum homem que acredita que tem uma alma pode dar melhor prova de seu estado mental do que a que podemos dar da existência de Deus. Deixe-o experimentar! Ele afirma que sua própria consciência é uma prova de que está vivo. Nós respondemos que pode ser uma prova muito boa para si mesmo, mas que pode não significar nada para nós, e que nenhum homem racional tentaria usá-la dessa forma. O nosso amigo responde: “eu trabalho, e meu trabalho demonstra que eu estou vivo”. Precisamente, e as obras de Deus também demonstram que ele está. Rapidamente responde: “Mas você me vê trabalhar, e você não vê Deus”. Ao que respondemos: “Nós de maneira alguma o vimos trabalhar: o seu corpo não é você mesmo e nunca vimos o seu verdadeiro “eu”. Sua mente executa seus objetivos por meio de seu quadro externo e vemos seus membros em movimento, mas a alma que os move está além da visão, ela é um mistério dos mistérios e, como uma subsistência espiritual, assim como a mente, deve ser capaz de operar sobre a matéria”. A impressão inicial da mente sobre a matéria é um segredo que nenhum mortal revelou. Você não pode provar para outro homem a existência de sua alma, exceto pelos mesmos argumentos que provam a existência de Deus.

Se você abrir suas asas para um vôo de dúvida, deve ser corajoso o suficiente para voar até à Última Thule*. Dúvidas sobre a sua própria existência; dúvidas sobre a dúvida; dúvida sobre a existência de alguma coisa que você duvida; dúvida sobre se há alguma coisa para ser posta em dúvida. Um Agnóstico ferrenho não deve ter a certeza de que é um agnóstico, de fato, nem deve ter muita certeza sobre quem ele mesmo seja, ou de que ele seja alguma coisa.

* Nas fontes clássicas, Thule é um lugar, geralmente uma ilha. Na geografia medieval, “Última Thule” pode também denotar qualquer lugar distante localizado além das “fronteiras do mundo conhecido”.

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A Dica do Labirinto: A Existência de Deus não é evidente?

C.H.Spurgeon

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Capitulo 13: A EXISTÊNCIA DE DEUS NÃO É EVIDENTE?

A existência de Deus é algo incerto? Claro que não! Nós a temos como um fato comprovado e acima de qualquer suspeita. Para a mente sincera, não infectada por objeções banais, mas que raciocina com honestidade, a existência de um trabalho confirma a existência de um trabalhador, tanto quanto um projeto necessita de um designer e o pensamento exige que alguém o tenha pensado. Agora, se estivéssemos num deserto com Mungo Park*, um pouco de musgo seria argumento suficiente para provar que Deus estava lá; ou mesmo o fato da areia estar sob os nossos pés e o sol sobre nossas cabeças seriam suficientes para evidenciar isso. Todavia, morando numa ilha justa**, repleta de todas as formas de vida, podemos apenas contar com provas da Divindade à medida que haja a diversidade dos objetos da visão, audição, paladar e olfato. Isto, naturalmente, é chamado de “um mero chavão”, mas, com a permissão dos cavalheiros, seu Latim não faz a menor diferença para a absoluta veracidade do argumento.

Se mais provas fossem oferecidas, eles, sem dúvida, as recusariam do mesmo jeito, porém epítetos desdenhosos não são respostas para o raciocínio justo. Entendemos que uma simples evidência sonora é melhor do que vinte evidências defeituosas; e se isso não os convencer, nem mesmo uma legião o faria. Os sábios franceses, em rota para o Egito, perturbaram Napoleão requerendo-o que negasse a existência de Deus, mas seu intelecto astuto não se deixou levar. Conduziu-os até uma plataforma, e, apontando para as estrelas, perguntou: “Quem fez tudo isso?”

* Explorador escocês na África (1771-1806).
** Como Spurgeon era britânico e vivia na Inglaterra, certamente a ilha que ele tem em mente é a Grã-Bretanha, a qual abrange a maior parte do Reino Unido. Ao se referir à ilha “ilha justa”, é possível que ele esteja sendo irônico.

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A Dica do Labirinto: Fé em Deus é permitida

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Capitulo 12: FÉ EM DEUS É PERMITIDA.

Um homem pode confiar em Deus? Há uma outra pergunta que responde essa questão. Por que uma criatura não confiaria em seu Criador? O que a impediria disso? Essa confiança deve ser honrosa tanto para o homem quanto para o seu Criador, segundo a necessidade de um e a natureza do outro. Quem, através de uma pesquisa detalhada, poderia encontrar o menor traço de razão para não confiar no Deus vivo?

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A Dica do Labirinto: Entusiasmo pela pessoa de Jesus

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Capitulo 51: ENTUSIASMO PELA PESSOA DE JESUS.

O amor do crente pelo Senhor Jesus é intensamente pessoal e apaixonado, estando acima de qualquer outra afeição. Seu amor, sofrimento, perfeições e glórias enchem e incendeiam o coração. Ora, há mais força no amor de uma pessoa viva e real do que no registro inscrito de um conjunto de doutrinas importantes, da mesma forma que a coragem de um líder instiga ações mais audaciosas do que qualquer filosofia. Assim, Cristo Jesus, nosso glorioso líder, inspira seus seguidores com uma paixão ardente, um zelo que a tudo consome e um indomável entusiasmo que fornece todo o poder que os mais nobres necessitam. Para aqueles que desejam ter o coração capturado pela santidade, isso não é nenhuma ajudinha qualquer.

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A Dica do Labirinto: Deus pode ser conhecido

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Capitulo 11: DEUS PODE SER CONHECIDO.

Tem-se dito por aí que Deus não pode ser conhecido. Ora, aqueles que fazem tais alegações afirmam que não conhecem nada além de alguns fenômenos, e por isso, em sua sinceridade, são obrigados a admitir que não sabem se Deus pode ou não ser conhecido. Logo, já que esses tais confessam que não sabem nada do assunto, não deverão ficar ofendidos se os deixarmos de fora de nossa consideração.

Aquele que fez o mundo é certamente um Ser inteligente, na verdade, a maior inteligência, pois as suas obras manifestam de inúmeras formas a presença de pensamento e conhecimento profundo. Lord Bacon disse: “Prefiro acreditar em todas as fábulas do Talmude e do Corão, do que acreditar que a composição do universo veio a existir sem Uma Mente”. Sendo assim, e tendo isso em mente, compete a nós conhecermos a Deus da seguinte maneira: Dispondo-nos a confiar nele! Aquele que fez todas as coisas é indubitavelmente muito mais confiável do que todas as coisas por ele feitas.

Seria por demais estranho uma mente que não se permite conhecer: tão estranho quanto o fogo que não queima ou a luz que não brilha. Seria muito difícil acreditar no eterno e solitário confinamento do Ser que fez o mundo.

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A Dica do Labirinto: Fé no Invisível

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Capitulo 10: FÉ NO INVISÍVEL.

É um absurdo supor que devemos limitar a nossa confiança apenas às regiões alcançadas pelos nossos sentidos. Ninguém viu, ouviu ou provou a maioria das forças conhecidas. Vapor, eletricidade, gravitação e o resto dos gigantes são invisíveis. A terra é preservada em sua órbita por forças que não podemos compreender. “Ele suspende a terra sobre o nada” (Jó 26:7). Os poderes visíveis são os de menor categoria ou os mais insignificantes, pois podem ser medidos pela capacidade humana.

Tomemos uma ilustração da vida cotidiana: o velho provérbio latino diz que a marca do homem pobre é que ele pode contar o seu rebanho. As poucas libras que tem guardadas, o artesão pode manuseá-las a hora que quiser, mas o grande banqueiro nunca viu os seus milhões, e as provas de que os possui estão em certas obrigações e contas nas quais deposita inquestionável confiança. Ele é rico pela fé! E dificilmente poderia ser muito rico se sua riqueza estivesse restrita apenas as coisas que lhe fossem visíveis.

Para ter uma vida de excelência, o homem deve confiar em uma grande força, a qual deve ser extensa, invisível e além de sua compreensão. Isso certamente seria muito difícil para um homem puramente racional. Se em algumas circunstâncias devemos depender exclusivamente de forças que ultrapassam a nossa visão, por que também não repousamos no Deus Eterno com relação as demais circunstâncias? A prática de confiar em um poder superior provará ser elevada e ajudará a nos elevar acima do maçante nível do materialismo. Não poderia o hábito, se buscado na vida, ser a melhor preparação possível para a morte, que, segundo o julgamento de tantas pessoas, é uma peregrinação a uma terra escura e desconhecida? O cego é tão bom na escuridão como aqueles que têm seus olhos, ou melhor, seu hábito de encontrar seu caminho no escuro faz dele o melhor dos dois. Se, portanto, a fé nos ensina a ir onde a visão não pode ir, seremos os mais preparados para ver essa esfera que o olho mortal não consegue vislumbrar.

O certo é que, se nós seguirmos a Deus pela fé, não ficaremos afligidos por causa de sua aparente ausência e invisibilidade real, pois, como o cão, que caça pelo faro, não precisa ver o seu brinquedo, assim o que segue o caminho de obediência, pela fé, não terá necessidade de procurar sinais e símbolos, pois sua fé lhe fornece segurança.

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A Dica do Labirinto: Ceticismo – Uma Conquista não muito grande

C.H.Spurgeon

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Capitulo 9: CETICISMO – UMA CONQUISTA NÃO MUITO GRANDE.

Foi dito corretamente: “Nada é mais fácil do que duvidar. Um homem de capacidade ou aprendizagem mediana pode duvidar mais do que o mais sábio dos homens acreditar”. A fé exige conhecimento porque é uma graça inteligente, capaz e ansiosa para se justificar; mas da infidelidade não é requerida uma razão para a sua dúvida, pois a atitude arredia e a rudeza de palavras atendem a esse propósito tão bem quanto um argumento. Na verdade, o ápice da atual descrença é o não saber nada, e o que é isso senão a apoteose da ignorância? Grande é a glória do não saber nada!

Um homem pode deslizar na insensibilidade do Agnosticismo e mesmo abatido permanecer ali. Acreditar, porém, é estar vivo tanto para o conflito quanto para a vigilância. Aqueles que pensam que a fé é um negócio meramente infantil terão de fazer progressos consideráveis para o amadurecimento antes de serem capazes de testar a sua própria teoria.

Devemos preferir a dúvida porque ela está tão pronta à mão ou vamos buscar a verdade ainda que tenhamos de mergulhar como os pescadores de pérolas? Isso dependerá da mentalidade de cada um, pois escolhemos as regras de nossa vida de acordo com o espírito que está em nós. Uma alma corajosa não vai seguir comodamente o desprezível caminho de muitos, mas aspirará aos caminhos mais elevados, ainda que sejam os mais difíceis.

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Tradução: Wesley Carvalho

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