“Não colhas a minha alma com a dos pecadores.” (Sl 26:9 ARC1995)
O temor fez com que David orasse desta maneira, porquanto algo lhe dizia: “Talvez, afinal, tu sejas colhido com os réprobos.” Esse temor, se bem que desfigurado pela incredulidade, brota principalmente da santa ansiedade, originando-se na lembrança dos pecados passados. Possivelmente até o homem perdoado pergunte: “O que acontecerá, por fim, se os meus pecados são recordados e eu sou eliminado da lista dos salvos?” O tal recorda a sua atual improdutividade – tão pouca graça, tão pouco amor, tão pouca santidade, e olhando para o futuro, pensa na sua debilidade e nas muitas tentações que o assediam e teme que possa cair e chegue a ser presa do inimigo. Um sentido do seu pecado e da sua persistente maldade leva-o a orar com temor e tremor: “Não colhas a minha alma com a dos pecadores.” Leitor, se tu elevaste esta oração e se o teu caráter estiver corretamente descrito no Salmo onde se acha esta oração, não precisas de temer que sejas colhido com os pecadores. Tens as duas virtudes que David tinha: o andar em integridade e o confiar no Senhor? Estás descansando no sacrifício de Cristo e podes circundar o altar de Deus com humilde esperança? Se é assim, vive tranquilo, pois nunca serás colhido com os réprobos, já que essa calamidade é impossível. Na ceifa que se fará no julgamento, cada um será posto com os seus iguais. “E, por ocasião da ceifa” diz a Palavra “Colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no Meu celeiro.” Se, pois, tu és semelhante ao povo de Deus, estarás com o povo de Deus. Não podes ser colhido com o réprobo, pois tu foste comprado por muito alto preço. Redimido pelo sangue de Cristo, és Seu para sempre; e onde Ele está, aí tem de estar o Seu povo. Tu és muito amado para seres lançado fora com os réprobos. Pode perecer uma pessoa a quem Cristo ama? Impossível! O inferno não te pode reter! O Céu reclama-te! Confia no teu Fiador e não temas!
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Evening’s Meditation—C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
Tradução de Carlos António da Rocha
“Desde o fim da terra clamarei a Ti, quando o meu coração estiver desmaiado; leva-me para a rocha que é mais alta do que eu.” (Sl 61:2 ACF)
A maior parte de nós sabe o que é ter o coração desmaiado; vazio como quando um homem passa com um pano num prato e lhe dá a volta; mergulhado e lançado sobre o seu flanco como um navio dominado pela tempestade.Descobertas de corrupção interior produzirão este efeito, se o Senhor permite que o grande abismo da nossa depravação entre em erupção e vomite lama e lodo. As decepções e os desgostos produzirão este efeito quando vaga após vaga passam sobre nós, e nós somos semelhantes a uma concha quebrada, atirada com violência dum lado para o outro pela rebentação. Graças a Deus que nessas ocasiões não estamos sem uma muito suficiente consolação, o nosso Deus é o porto de abrigo do velame castigado pelo mau tempo e o hospício dos peregrinos perdidos. Deus está mais alto do que nós; a Sua graça é mais alta do que os nossos pecados e o Seu amor mais alto do que nossos pensamentos. É deplorável que os homens a ponham a sua confiança em algo mais baixo do que eles mesmos; mas a nossa confiança está posta num Senhor muito alto e glorioso. Ele é uma Rocha porque não muda e uma alta Rocha porque as tempestades que nos afligem passam longe, sob os Seus pés. Ele não é perturbado por elas, mas domina-as pela Sua vontade. Se nos refugiarmos debaixo do refúgio desta alta Rocha podemos desafiar o furacão. Tudo é calmaria protegido por aquele altaneiro penhasco. Ai de mim! Meu Deus! É tal a confusão em que frequentemente está lançada a mente perturbada, que precisamos de nos dirigirmos para este divino refúgio. Daí a oração do versículo. Oh Senhor, nosso Deus, ensina-nos pelo Teu Santo Espírito o caminho da fé, guia-nos ao Teu descanso. O vento leva-nos de volta para o mar; o leme não responde à nossa débil mão. Tu, só Tu podes, por entre as escondidas rochas, pilotar-nos sãos e salvos a porto seguro. Quão dependentes somos de Ti! Necessitamos que Tu nos conduzas a Ti. O sermos sabiamente dirigidos e guiados em segurança e paz é Teu dom e só Teu. Esta noite, digna-Te seres benigno para com Teus servos.
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Leituras Vespertinas
Tradução de Carlos António da Rocha
“Confiai nEle, ó povo, em todos os tempos.” (Sl 62:8 ARC1995)
A FÉ é a norma tanto da vida secular como da vida espiritual. Temos de ter fé em Deus tanto para os nossos assuntos terrestres como para os celestiais. É só quando aprendermos a confiar em Deus para a provisão de todas as nossas necessidades diárias que viveremos por cima do nível do mundo. Não temos de ser ociosos, o que demonstraria que não confiamos em Deus, o Qual “até agora obra”, mas no demónio, que é o pai da ociosidade. Não temos de ser imprudentes ou temerários; porquanto demonstraríamos com isso confiar no ocaso, e não no Deus vivente, que é um Deus da economia e da ordem. Devemos confiar no Senhor com simplicidade e inteiramente em todo o tempo, obrando com toda a prudência e retidão.
Permite que te recomende uma vida de confiança em Deus em relação com as coisas temporárias. Se confiares em Deus não terás necessidade de te lamentar por teres usado meios pecaminosos para te enriqueceres. Serve a Deus com integridade e se não tens bom êxito nos teus empreendimentos, pelo menos, a tua consciência estará tranquila. Confiando em Deus não serás culpado de contradição. Aquele que confia na astúcia navegará hoje por este lado, amanhã por outro, como um navio à vela sacudido por um vento inconstante. Mas aquele que confia no Senhor é como um navio a vapor que atravessa as ondas, desafia o vento e vai fazendo uma íntegra e brilhante esteira argêntea até chegar ao seu porto de destino. Sê um crente com princípios vivos no íntimo, que nunca se submete aos variantes costumes da sabedoria mundana. Anda nos caminhos da integridade com passos firmes e demonstra que és invencivelmente forte, com o poder que só a confiança em Deus pode dar. Assim, confiando no Senhor, serás livrado de penosa ansiedade, não serás perturbado com más notícias e o teu coração será firme. Que agradável é flutuar nos rios da providência! Não há norma de vida mais bendita do que aquela que depende do Deus que cumpre o pacto. Não temos ansiedade porquanto Ele toma cuidado de nós; não temos preocupações, porque nós deitamos as nossas cargas sobre o Senhor.
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“Se não virdes sinais e milagres, não crereis.” (Jo 4:48 ARC1995)
UM sintoma do estado doentio da mente do homem nos dias do Senhor era o ardente desejo de ver prodígios. Recusavam os mantimentos sólidos e ansiavam meros portentos. O Evangelho, de que eles tanto necessitavam, não o queriam ter. Os milagres, que Jesus nem sempre queria obrar, eles avidamente os reclamavam. Muitos hoje em dia têm de ver sinais e maravilhas, ou senão não acreditam. Alguns disseram nos seus corações: “Eu tenho de sentir um profundo horror na alma, senão não acreditarei em Jesus.” Mas… e se nunca chegares a sentir esse horror, como provavelmente nunca o sentirás? Queres ir para o Inferno por despeito contra Deus, porque Ele não quer tratar-te como trata os outros? Alguém disse a si mesmo: “Se eu tivesse um sonho ou se sentisse uma repentina paralisia de não sei o que, então acreditaria.” Assim tu, indigno mortal, pensas que o meu Senhor será mandado por ti? Tu és um mendigo que estás à Sua porta pedindo misericórdia, e tens necessariamente de prescrever regras e regulamentos quanto a como Ele te tem de dar essa graça? Achas que Deus Se submeterá a tal coisa alguma vez? Meu Senhor é de espírito generoso, mas tem um coração muito régio e justo; por isso Ele recusa com desprezo toda a imposição e mantém a Sua soberania de ação. Se for esta a tua situação, amado leitor, por que anseias por sinais e prodígios? O Evangelho, não é em si mesmo um sinal e um prodígio? Não é um milagre de milagres que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”? Sem dúvida, as palavras preciosas “Quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida” e esta solene promessa: “O que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” são melhores do que os sinais e os prodígios. Um Salvador veraz deve ser acreditado. Ele mesmo é a verdade. Por que tens de pedir provas da veracidade de Alguém que não pode mentir? Os demónios declaram que Ele é o Filho de Deus, e tu não tens confiança nEle?
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“O SENHOR prova o justo.” (Sl 11:5 ARC1995)
TODOS os acontecimentos estão sob o governo da Providência; portanto, todas as provas da nossa vida exterior podem atribuir-se imediatamente à grande Primeira Causa. Saindo das portas de ouro da ordenação de Deus, os exércitos das provas partem em ordem de batalha vestidos com couraça de ferro e equipados com armas de guerra. Todos os atos da Providência são portas para as provas. Até as nossas mercês, como as rosas, têm os seus espinhos. Os homens podem ser submergidos em mares de prosperidade como em rios de aflição. Para as tentações, as nossas montanhas não são muito altas nem os nossos vales muito baixos. As provas espreitam em todos os caminhos. Por toda parte, por cima e por baixo, estamos rodeados de perigos. Entretanto, nenhuma chuva cai da ameaçadora nuvem, sem permissão; cada gota recebe ordens antes de precipitar-se na terra. As provas que procedem de Deus são enviadas para fortalecer os nossos dons, e para demonstrar, ao mesmo tempo, o poder da graça divina, para provar a genuinidade das nossas virtudes e para acrescentar as suas energias. Nosso Senhor na Sua infinita sabedoria e superabundante amor valora tanto a fé dos Seus que não impedirá as provas pelas quais essa fé é fortalecida. Nunca terias possuído a preciosa fé que agora te sustenta, se a prova da tua fé não tivesse sido semelhante ao fogo. Tu és uma árvore que nunca te haverias arraigado tão bem se o vento não te tivesse sacudido dum lado para o outro e não te tivesses prendido firmemente às preciosas verdades do pacto da graça. A tranquilidade mundana é um grande inimigo para a fé; ela afrouxa as articulações do santo valor e rompe os músculos de sagrada coragem. O balão nunca se levanta até que as cordas não sejam cortadas. A aflição faz esta dolorosa obra nas almas crentes. Enquanto o trigo dormir confortavelmente na espiga não terá nenhuma utilidade para o homem. Antes de que o seu valor possa ser conhecido ele deve ser debulhado. Assim é bom que Jeová prove o justo, porque a prova o faz rico para com Deus.
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Spurgeon
Meditações vespertinas
30 de julho
“E o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”, João 6:37
Não foram colocadas limitações a esta promessa. Não diz apenas “nunca lançarei fora o pecador na sua primeira vinda”, mas antes “de maneira nenhuma o lançarei fora”. No original lemos assim. “Eu não lançarei, nunca lançarei fora”. Este texto significa e amplia a ida a Cristo para uma coisa segura, como se a pessoa nunca mais fosse desvendar razões para sair de lá de perto d’Ele. Mas esta promessa nunca será válida apenas na primeira vinda.
Mas suponhamos que um crente cai desgraçadamente em pecado após haver crido no seu Senhor e haver vindo a Ele. “Se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. Mas suponhamos ainda que esses crentes caem mesmo e se tornam apóstatas? “Eu sararei a sua apostasia, Eu voluntariamente os amarei; porque a minha ira se apartou deles”, Os.14:4. Mas, os crentes podem cair em tentação? Olhe-se para isto: “Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar”, 1Cor.10:13.“E os purificarei de toda a iniquidade do seu pecado contra mim”, Jer 33:8.
“Uma vez em Cristo, nunca mais devo sair,
Nada em Seu amor pode me recusar”
Eu lhes dou a vida eterna e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão”, João 10:28. Que dizes tu disto ó mente temerosa? Não te basta a Sua misericórdia preciosa, que ao vir a Cristo não se vem apenas até alguém que te tratará bem durante algum tempo e te reenvie de volta para fora dos Seus átrios, mas antes te receberá ainda como noiva eterna? Não tenhas mais esse espírito de medo para tornar a temer, mas aquele Espírito de adopção pelo qual clamamos “Abba Pai!” Ó! Quão graciosas estas palavras “E de maneira nenhuma os lançarei fora!”
“Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.” (Ct 2:12 ARC1995)
DOCE é o cheiro de primavera: o longo e triste inverno ajuda a apreciar esta vinda de calor genuíno, a sua promessa de verão também enaltece o seu poder de nos poder agradar. Após longos períodos depreciativos e deprimentes de espírito, torna-se agradável encararmos este Sol de toda a Justiça. Logo de seguida, as múltiplas graças vão-se erguendo das suas liturgias bocejantes, como as doces papoilas e malmequeres que se abrem das suas noites de sono profundo. Assim, os nossos corações tornam-se alegres e festivos, pelo aparecer destas deliciosas notas de profunda gratidão, muito mais melódicas do que todo cantar dos pássaros belos e também por aquela paz duradoura que sempre conforta, muito mais brilhante do que as notas de uma pombinha – tais serão as notas discernidas dentro do nosso espírito primaveril. Agora é que se fez o tempo de uma alma buscar aquela intimidade com o seu Amado. Agora poderá a alma elevar-se de toda a sua natividade sórdida e melancólica, afastando-se das suas velhas companhias. Quando não erguemos a nossa vela em tempos favoráveis de ventos prometedores, seremos oportunamente inculpados de tal conduta negligente e promiscuamente leviana, pois os tempos de temperança deveriam passar por nós sem que nunca tivessem como vir a ser impedidos. Quando o Senhor Jesus nos visita em terno carinho e nos comanda a erguer-nos da nossa própria sonolência profunda, como escaparemos impunes se rejeitarmos tais tempos de benesse? Ele próprio Se ergueu daquela morte, para assim nos atrair a Ele mesmo: agora, Ele vive em nós pelo Seu Espírito Santíssimo, para nos fazer reviver das nossas cinzas, em total novidade de vida, para nos levar ao mais profundo dos Céus da comunhão com Ele. Que baste termos estado frios e indiferentes durante os nossos tempos de inverno profundo e amedrontador. Quando é o Senhor quem cria em nós uma fonte de águas vivas, que a nossa suculenta virtude seja espontânea e cheia de vigor e altamente resoluta. Oh Esplêndido e Cândido Senhor, se não houver primavera brilhando ainda no meu coração gelado, peço-Te que o faças degelar, pois estou inteiramente cansado de viver continuamente distante de Ti. Oh, que longo e triste este meu inverno! Quando lhe darás fim? Vem espírito Santo, renova toda a minha alma. Refaz-me por dentro, restaura-me por completo e tem misericórdia de mim. Este direito o imploro de Ti, para que cuides de Teu servo enviando-lhe um oportuno e contínuo avivamento espiritual.
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Com cheiro suave Me deleitarei em vós.” (Ez 20:41 ACF)
OS MÉRITOS do nosso grande Redentor são como cheiro suave para o Supremo. Quer falemos da justiça ativa ou da passiva de Cristo há nelas igual fragrância. Há um cheiro suave na Sua vida ativa pelo qual honrou a lei de Deus e fez com que cada preceito brilhasse como preciosa jóia no puro engaste da Sua própria Pessoa. Igual era também a Sua obediência passiva, quando Ele suportou com resignada submissão fome e sede, frio e nudez, e finalmente, suou grandes gotas de sangue no Getesêmane quando deu as Suas costas àqueles que Lhe batiam e as Suas faces aos que lhe arrancavam o cabelo e foi pendurado no cruel madeiro para que sofresse a ira de Deus em nosso lugar. Estas duas coisas são suaves diante do Supremo; e por causa das Suas obras e da Sua morte, dos Seus sofrimentos em lugar do pecador e da Sua obediência vicária, o Senhor, nosso Deus aceita-nos. Que preciosidade deve haver nEle para superar a nossa falta de preciosidade! Que cheiro suave (deve haver nEle) para tirar todo o nosso mau cheiro! Que poder purificador (deve haver) no Seu sangue para tirar pecados como os nossos! E que glória (deve haver) na Sua justiça para fazer com que criaturas tão inaceitáveis fossem aceites no Amado! Observa, crente, quão segura e inalterável deve ser a nossa aceitação, quando esta é nEle! Sê cauteloso para jamais duvidares da tua aceitação em Jesus. Tu não podes ser aceite sem Cristo; porém, quando recebeste os Seus méritos não podes ser recusado. Apesar de todas as tuas dúvidas, e temores e pecados, o olho bondoso do SENHOR nunca te olha com cólera. Se bem que Ele vê pecado em ti, em ti mesmo, agora, quando Ele olha para ti através de Cristo, Ele não vê pecado. Tu estás sempre aceite em Cristo, estás sempre santificado e amado para o coração do Pai. Por isso eleva um cântico, e à medida que vejas o incenso fumegante dos méritos do Salvador subir esta noite diante do trono de safira, deixa que o incenso do teu louvor suba também.
FONTE: Evening’s Meditation—C. H. Spurgeon
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Meditações Vespertinas. Tradução de Carlos António da Rocha
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“E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.” (Mt 15:27 ACF)
ESTA mulher ganhou alento na sua miséria, ao pensar em CRISTO DE FORMA ELEVADA. O Mestre tinha falado sobre o pão dos filhos: “Agora,” arguiu ela, “como Tu és o dono da mesa da graça, sei que também és um generoso administrador e que, sem dúvida, há abundância de pão na Tua mesa. Haverá tal abundância para os filhos que ficarão também migalhas para deitar no chão aos cães, e os filhos não passarão pior porque os cães se alimentem.” Ela pensava em Jesus como em Alguém que mantinha uma mesa com tão boa comida que tudo o que ela necessitava, era apenas uma migalha em comparação com o que havia nela. Recorda, apesar de tudo, que o que ela queria era que o demónio saísse da sua filha. Isto era para ela uma coisa grande, mas, como tinha um alto conceito de Cristo, disse: “Isto não é nada para Ele; é só como Cristo dar uma migalha.” Este é o caminho real para o alento. Teres pensamentos exagerados quanto aos teus pecados, só te pode levar ao desespero; porém, teres conceitos elevados de Cristo te dirigirá ao porto de paz. “Os meus pecados são muitos; mas, oh! Para Jesus é uma bagatela tirá-los todos. O peso da minha culpa esmaga-me como o pé de um gigante esmagaria um verme; mas essa culpa não é mais do que uma partícula de pó para Ele, porque Ele já levou a Sua maldição no Seu corpo sobre a cruz. Será uma coisa insignificante para Ele dar-me a plena redenção, se bem que será para mim uma bênção infinita recebê-la”. A mulher (sirofenícia) abre a boca da sua alma muito amplamente, esperando grandes coisas de Jesus, e Ele enche-a com o Seu amor. Querido leitor, faz o mesmo. Ela reconheceu o que Cristo lhe disse, mas agarrou-se fortemente a Ele, e extraiu argumentos até das Suas duras palavras. Ela creu grandes coisas dEle e assim ela O conquistou. ELA ALCANÇOU A VITÓRIA CRENDO NELE. O caso dela é um exemplo de fé eficaz; e se queremos vencer como ela, devemos imitar as suas táticas.
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FONTE: Evening’s Meditation—C. H. Spurgeon
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Meditações Vespertinas. Tradução de Carlos António da Rocha
Precisamos de homens compromissados com a Palavra de Deus como foi Spurgeon.
Ao ler estes textos não temos como não nos alegrar em Deus que nos mandou seu filho amado para nos salvar.Tenho vontade de sair gritando : humanidade olhe para Cristo!!! vejam tão grande amor!!.
Agradeço a Deus pela vida do Spurgeon, pois até os dias atuais suas palavras falam aos nossos corações por serem iluminadas pelo Santo Espírito de Deus e não fugirem de sua Santa Palavra a Bíblia Sagrada.