Leituras Matinais

Leitura Matinal: 3 de setembro “Jesus que ama minha alma”

Sábado, Setembro 03, 2011 1 comentários
3 de setembro
Ó Tu, a quem ama a minha alma.” (Ct 1:7 ARC1995)

É bom poder dizer do Senhor Jesus sem nenhum “se” ou “mas”: “Ó Tu, a quem ama a minha alma”! Muitos apenas podem dizer que creem que amam a Jesus; confiam que O amam, mas só uma experiência pobre e superficial se satisfará ficando ali. Ninguém deve dar repouso ao seu espírito até sentir-se completamente seguro num assunto de tão vital importância. Não devemos estar satisfeitos com uma esperança superficial de que Jesus nos ama, e com uma mera crença de que nós O amamos a Ele. Os santos do passado não falavam, duma maneira geral, com “mas” e “ses”; com “eu espero” e “eu creio”, mas eles falavam positiva e claramente. “Eu sei em Quem tenho crido”, diz o apóstolo Paulo. “Eu sei que o meu Redentor vive”, diz Job. Assegura-te de que realmente amas a Jesus, e não fiques satisfeito até que possas dizer com toda a certeza que tens interesse nEle, sem dúvida, por já haveres recebido o testemunho do Espírito Santo, e por teres sido selado, pela fé, com o Consolador.

O verdadeiro amor por Cristo é em todos os casos, obra do Espírito Santo, e é Ele Quem tem de efetuá-lo no coração. Ele é a causa eficiente desse amor, mas a razão lógica porque amamos a Jesus reside nEle mesmo. Por que amamos a Jesus? Porque Ele nos amou primeiro. Por que amamos a Jesus? Porque Ele “deu-Se a Si mesmo por nós”. Nós temos vida pela Sua morte; temos paz pelo Seu sangue. Embora Ele fosse rico, por amor de nós Ele fez-Se pobre. Por que amamos a Jesus? Pela excelência da Sua Pessoa. Nós estamos satisfeitos com a sensação da Sua formosura! Com a admiração dos Seus encantos! E com o conhecimento da Sua infinita perfeição! A Sua grandeza, a Sua bondade e a Sua amabilidade combinam-se num resplandecente raio, com o fim de fascinar a alma até que ela exclame: “sim, Ele é totalmente desejável”. Bendito este amor, que une o coração com cadeias mais suaves do que a seda, e, ao mesmo tempo, mais sólidas do que o diamante!
FONTE: Morning’s Meditation — C. H. Spurgeon

www.spurgeon.org
Meditações Matinais (ou Matutinas). 
Tradução de Carlos António da Rocha
http://no-caminhodejesus.blogspot.com/


Spurgeon

2 de setembro

E a sogra de Simão estava deitada, com febre; e logo lhe falaram dela.” (Mc 1:30 ARC1995)
MUITO interessante é esta breve visita a casa do Apóstolo Pescador. Vemos imediatamente que as alegrias e as ansiedades familiares não são um obstáculo para que se exerça plenamente o ministério. Mais ainda, essas circunstâncias, já que dão uma oportunidade para testemunhar pessoalmente da bondosa obra do Senhor a favor da própria carne e sangue de alguém, podem também instruir melhor ao professor do que qualquer outra disciplina terrestre. Os papistas e outros sectários desacreditam o matrimónio, mas o verdadeiro Cristianismo e a vida familiar vivem em harmonia um com o outro. A casa do Pedro era provavelmente a choça de um pobre pescador, mas o Senhor de Glória entrou nela, alojou-Se nela, e nela obra um milagre. Se este livrinho for lido esta manhã em alguma choça humilde, que este versículo sirva para que os seus habitantes se animem a procurar a companhia do Rei Jesus. Deus está mais frequentemente nas choças desprezíveis do que nos palácios luxuosos. Jesus está agora olhando ao redor da tua sala, e está esperando para dar-te a Sua bênção. Na casa de Simão entrou uma enfermidade, a febre tinha prostrado mortalmente a sua sogra, e assim que Jesus ali chegou, falaram-lhe da triste aflição, e Ele aproximou-Se do leito da paciente. Tens alguma enfermidade em tua casa, esta manhã? Acharás Jesus o melhor médico; vai a Ele imediamente e conta-Lhe o assunto todo. Põe imediatamente o teu caso diante dEle, e como esse é um assunto que interessa a um dos Seus, Ele tratá-lo-á com diligência. Observa que Jesus sarou imediatamente a mulher doente. Ninguém pode curar como Ele. Nós não nos podemos assegurar de que o Senhor tirará de uma vez toda a enfermidade daqueles que amamos, mas podemos saber que é mais provável que a sanidade seja o resultado da oração de fé que de qualquer outra coisa do mundo. E nos casos onde esta não traz o resultado apetecido, nós devemos acatar submissos a Sua vontade, por intermédio de Quem a vida e a morte são determinadas. O terno coração de Jesus espera para ouvir os nossos pesares, vamos desabafá-los no Seu paciente ouvido.

FONTE:
 Morning’s Meditation — C. H. Spurgeon

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Meditações Matinais (ou Matutinas). 
Tradução de Carlos António da Rocha
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Spurgeon
1 de setembro
Guiar-me-ás com o Teu conselho e, depois, me receberás em glória.” (Sl 73:24 ARC1995)
O SALMISTA sente a sua necessidade de guia divina. Ele havia estado descobrindo, há pouco, a loucura do seu próprio coração, e com receio de ser constantemente desviado por ele, resolveu deixar-se guiar, de aqui em diante, pelo conselho de Deus. Quando o senso da nossa própria loucura nos conduz a confiar na sabedoria do Senhor, damos um grande passo adiante para sermos sábios. O homem cego apoia-se no braço do seu amigo e chega com segurança ao lar, e da mesma maneira, nós deveríamos entregar-nos, sem reservas, à guia divina, nada duvidando; estando certos de que embora não possamos ver, é sempre seguro confiar no Deus que tudo vê. “Guiar-me-ás” é uma bendita expressão de confiança. David estava seguro de que o Senhor não deixaria de cumprir a Sua obra. Crente, há aqui uma palavra para ti; descansa nela. Sê convicto que o teu Deus será o teu conselheiro e amigo; Ele guiar-te-á; Ele dirigir-te-á em todos os teus caminhos. Na Sua Palavra escrita tens cumprida, em parte, esta garantia, pois as santas Escrituras contêm os conselhos de Deus para ti. Felizes de nós, os que temos a Palavra de Deus para que sempre nos guie! O que pode fazer o marinheiro sem a bússola? E o que pode fazer o Cristão sem a Bíblia? Ela é a carta infalível, o mapa no qual estão registados todos os bancos de areia e todos os canais da areia movediça da destruição até ao porto da salvação estão delineados e marcados por Alguém que conhece todo o caminho. Bendito sejas Tu, Oh Deus, porque podemos confiar em Ti para que nos guies agora, e nos guies até ao fim! Depois de ter sido guiado nesta vida, o Salmista antecipa a divina recepção que terá no fim, e diz: “e, depois, me receberás em glória”. Que bênção para ti, Crente! Deus mesmo te receberá em glória; receber-te-á a ti! Ainda que transviado, no erro e perdido, Ele levar-te-á seguro, no fim, à Sua glória. Esta é a tua porção. Vive disto neste dia, e se as perplexidades te cercarem, vai na força deste versículo diretamente para o trono.

FONTE: Morning’s Meditation — C. H. Spurgeon

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Meditações Matinais (ou Matutinas). 
Tradução de Carlos António da Rocha
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Foi contado com os transgressores.” (Is 53:12 ACF)
POR QUE É que Jesus consentiu em ser contado com os pecadores? Esta admirável condescendência fica justificada por muitas e poderosas razões. Em primeiro lugar, em tal caráter Ele poderia ser o melhor advogado deles. Em algumas causas há uma identificação entre o advogado e o cliente; ante o olho da lei não podem ser considerados à parte um do outro. Agora, quando o pecador é conduzido ao tribunal, Jesus em pessoa aparece ali. Ele está para responder à acusação. Ele mostra o Seu flanco, as Suas mãos, os Seus pés e desafia a Justiça a que apresente qualquer coisa contra os pecadores a quem Ele representa; Ele responde à acusação com o Seu sangue, e fá-lo tão triunfalmente, contando-Se entre os pecadores e tendo uma parte com eles, que o Juiz diz: “Deixai ir estes; Livra-os, para que não desçam à cova; já Ele achou um resgate.” Nosso Senhor foi contado com os transgressores para que eles sentissem os seus corações atraídos para Ele. Quem pode ter medo de Alguém que está inscrito na mesma lista, connosco? Com toda a certeza, podemos ir até Ele audaciosamente e confessar-Lhe a nossa culpa. Aquele que está contado connosco não nos pode condenar. Não foi Ele registado por escrito na lista dos transgressores para que nós fôssemos inscritos no rolo carmesim dos santos? Ele era santo e estava inscrito entre os santos; nós somos culpados e estamos contados entre os culpados. Ele transfere o Seu nome daquela lista para esta negra acusação escrita, e os nossos nomes são apagados da acusação escrita e escritos no rolo da aceitação, porquanto há uma completa transferência entre Jesus e o Seu povo. Jesus tomou toda a nossa condição de miséria e os nossos pecados, e tudo o que Ele tem veio a ser nosso. A Sua justiça, o Seu sangue e tudo o que Ele tem no-lo dá como nosso dote. Regozija-te, crente, na tua união com Aquele que foi contado com os transgressores; e demonstra que tu és verdadeiramente salvo por teres sido manifestamente contado com os que são novas criaturas nEle.
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FONTE: Morning’s Meditation — C. H. Spurgeon
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Meditações Matinais (ou Matutinas). Tradução de Carlos António da Rocha
“Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.” (Hb 5:8 ACF)
É-NOS dito que o Autor da nossa salvação se fez perfeito pelas aflições, portanto nós, que somos pecadores, e que estamos longe de sermos perfeitos, não nos devemos admirar se também somos chamados a padecer. Tem a cabeça de ser coroada com espinhos enquanto os outros membros do corpo se balançam no aprazível regaço da comodidade? Tem Cristo de cruzar os mares do Seu próprio sangue para ganhar a coroa, enquanto nós caminhamos para o Céu a pé seco, com chinelas de prata? Não, a experiência do nosso Senhor ensina-nos que o sofrimento é necessário, e que o autêntico filho de Deus não deve evitá-lo, nem desejar evitá-lo, ainda que possa. Há um pensamento muito reconfortante no fato de que Cristo “foi feito perfeito pelo sofrimento”, isto é, que Ele pode simpatizar completamente connosco. “Ele não é um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas.” Nesta simpatia de Cristo achamos um poder sustentador. Um dos primeiros mártires disse: “Posso suportar tudo porque Jesus sofreu, e Ele agora sofre em mim. Ele simpatiza comigo, e isto me fortalece.” Crente, deita a mão a este pensamento em todos os tempos de agonia. Que a lembrança de Jesus te fortaleça enquanto segues nos Seus passos. Encontra na Sua simpatia apoio carinhoso; e recorda que é honroso sofrer; sofrer por Cristo é a glória. Os apóstolos regozijaram-se de que foram tidos por dignos de padecer. O Senhor honra-nos quando nos dá graça para sofrermos por Cristo e com Cristo. As jóias de um Cristão são os seus padecimentos. As insígnias da dignidade real dos reis a quem Deus ungiu são as suas aflições, as suas dores e as suas penas. Não fujamos, portanto, de sermos honrados. Não nos desviemos de sermos exaltados. As penas exaltam-nos, as aflições elevam-nos. “Se sofrermos, também com Ele reinaremos.”

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Fonte: Morning’s Meditation — C. H. Spurgeon
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Meditações Matinais (ou Matutinas). Tradução de Carlos António da Rocha
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O amor de Cristo que excede todo o entendimento.” (Ef 3:19 ACF)
O amor de Cristo na sua graça, plenitude, grandeza e fidelidade excede a toda compreensão humana. Onde se achará uma linguagem que possa descrever o incomparável amor de Cristo para com os filhos dos homens? É tão vasto e ilimitado que assim como a andorinha, ao voar, só roça a água mas não se inunda nas suas profundidades, assim também toda a palavra descritiva do amor só toca a superfície, e as profundidades incomensuráveis ficam debaixo. Bem podia o poeta dizer,
“Oh amor, tu és abismo insondável!”
porque o amor de Cristo é deveras imenso e insondável; ninguém o pode medir. Antes que possamos ter uma ideia clara do amor de Jesus, temos de compreender a Sua glória anterior na Sua sublime majestade, e a Sua encarnação na Terra, na Sua profunda humildade. Mas quem nos pode contar a majestade de Cristo? Quando estava entronizado nos altos Céus era verdadeiro Deus de verdadeiro Deus; por Ele foram feitos os Céus e todas as suas hostes. O Seu próprio braço omnipotente sustenta os mundos; os louvores dos serafins e querubins circundam-No perpetuamente. Todo o coro das aleluias do universo fluíram sem cessar aos pés do Seu trono. Jesus reina supremo sobre todas suas criaturas, Deus sobre todos, bendito eternamente. Quem pode, então, explicar a sublimidade da Sua glória; e quem, por outro lado, pode dizer quão baixo Ele desceu? Ser homem foi alguma coisa, ser o homem das dores era muito mais; sangrar, morrer e sofrer foi muito para o que era o Filho de Deus; mas sofrer tal agonia incomparável, suportar uma morte de ignomínia e de abandono do Seu Pai, representa tal profundidade de condescendente amor que a mente mais inspirada não poderá jamais sondá-lo. Aqui há amor! E, verdadeiramente, é este um amor “que excede todo o entendimento.” Que este amor encha os nossos corações de gratidão reverente, e nos leve às práticas manifestações do seu poder.
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FONTE: Morning’s Meditation — C. H. Spurgeon
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Meditações Matinais (ou Matutinas). Tradução de Carlos António da Rocha
Então, todos os discípulos, deixando-O, fugiram.” (Mt 26:56 ACF)
ELE nunca os abandonou, mas eles, por covarde temor de perderem a vida, deixaram-No, precisamente, naquele momento, em que começavam os Seus sofrimentos. Este é só um exemplo instrutivo da fragilidade de todos os crentes se são deixados sozinhos; eles não são senão ovelhas, na melhor das hipóteses, que fogem, quando o lobo vem. Todos eles tinham sido avisados do perigo, e prometeram morrer antes que deixar o seu Mestre; e contudo, foram acometidos de pânico súbito e fugiram. Pode ser que eu, ao começar este dia, haja resolvido suportar alguma prova por amor ao meu Senhor, e imagine estar certo de mostrar perfeita fidelidade; porém, devo desconfiar de mim mesmo, não seja que tendo eu o mesmo coração mau de incredulidade, deixe o meu Senhor como fizeram os apóstolos. Uma coisa é prometer, e outra completamente diferente, é cumprir. Se eles tivessem permanecido corajosamente à mão direita de Jesus, teriam sido eternamente honrados; eles fugiram da honra; que Deus me livre de os imitar! Onde teriam eles permanecido mais seguros do que ao lado do seu Mestre, que podia chamar num instante doze legiões de anjos? Eles fugiram da sua verdadeira segurança. Oh Deus, não permitas que me eu engane também! A graça divina pode converter em valente o covarde. O pavio que fumega pode arder como o fogo sobre o altar, se Deus o quiser. Estes mesmos apóstolos que eram tímidos como lebres fizeram-se intrépidos como leões, depois que o Espírito desceu sobre eles; e ainda assim, o Espírito Santo pode converter o meu espírito covarde em corajoso para confessar o meu Senhor e para testemunhar da Sua verdade.
Que angústia terá abarrotado o Salvador ao ver os Seus amigos tão infiéis! Este foi um amargo ingrediente na Sua taça, mas aquela taça ficou vazia; não permita Deus que eu ponha nela outra gota. Se eu abandonasse o meu Senhor, iria crucificá-Lo outra vez e expô-Lo a uma vergonha pública. Livra me, oh bem-aventurado Espírito, de um fim tão vergonhoso!
FONTEMorning’s Meditation—C. H. Spurgeon
Livro de Cheques do Banco da Fé. Tradução de Carlos António da Rocha
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Foi ouvido quanto ao que temia.” (Hb 5:7 ACF)
SERÁ que aquele medo não surgiu a partir da sugestão infernal de que Ele estava completamente abandonado? Pode haver provas mais duras do que esta, porém, certamente esta não é uma das piores para ser totalmente abandonado? “Vê,” disse Satanás, “Tu não tens um amigo em parte alguma! Teu Pai fechou as entranhas da Sua compaixão contra Ti. Nem um anjo perante o Seu tribunal vai estender a sua mão para ajudar-Te. Todo o Céu está alienado de Ti; Tu estás completamente abandonado. Vê os companheiros com quem Tu trocaste ideias excelentes, quanto valem eles? Filho de Maria, vê acolá o teu irmão, Tiago, vê acolá o teu amado discípulo João, e o teu ousado apóstolo Pedro, como os covardes, dormem no tempo em que Tu estás no Teus sofrimentos! Repara! Tu não tens amigos deixados no Céu ou na Terra. Todo o Inferno está contra ti. Eu incitei a minha caverna infernal. Eu enviei as minhas missivas por toda a parte de todas as regiões convocando todos os príncipes das trevas para Te atacar esta noite, e não pouparemos setas, vamos usar todas as nossas forças infernais para esmagar-Te: e o que queres Tu fazer, Tu um abandonado?” Pode ser, esta foi a tentação; nós pensamos que foi, porque o aparecimento de um anjo próximo dEle, que O anima, removeu aquele medo. Ele foi ouvido quanto ao que temia; Ele não estava mais sozinho, mas o Céu estava com Ele. Pode ser que esta seja a razão porque Ele tenha voltado três vezes para os Seus discípulos—como Hart a apresenta—
“Para lá e para cá, três vezes Ele foi
Como se Ele buscasse alguma ajuda do homem.”
Ele iria ver por Si mesmo se era realmente verdade que todos os homens O tinham abandonado; Ele achou-os todos adormecidos; porém, talvez Ele tenha ganho algum conforto a partir da reflexão de que eles estavam dormindo, não de traição, mas de tristeza, o espírito realmente estava pronto, mas a carne era fraca. De qualquer modo, Ele foi ouvido quanto ao que temia. Jesus foi ouvido na Sua mais profunda aflição; minha alma, tu deverás também ser ouvida.

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FONTEMorning’s Meditation—C. H. Spurgeon
Livro de Cheques do Banco da Fé. Tradução de Carlos António da Rocha
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