Soberania e Salvação – Sermão n° 60

Soberania e Salvaçãonº 60

Um sermão pregado na manhã do Domingo, 6 de Janeiro, 1856

por Charles Haddon Spurgeon

Na Capela de New Park Street, Southwark, Londres.

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“Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra, porque eu sou Deus, e não há outro.” Isaías 45:22.

 

Há seis anos atrás, quase nesta mesma hora do dia, me encontrava “em fel de amargura e em laços de iniquidade.” Contudo, pela graça divina, já tinha sido conduzido a sentir a amargura dessa servidão, e a clamar em razão da maldade dessa escravidão. Buscando o descanso sem encontrá-lo, entrei na casa de Deus e me sentei ali, temendo que, se levantasse o olhar, poderia ser cortado e consumido completamente por Sua severa ira. O ministro subiu ao púlpito e, da mesma forma como acabo de fazer, leu este texto: “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra, porque eu sou Deus, e não há outro.” Eu olhei no mesmo instante e a graça da fé me foi outorgada ali; e agora creio que posso afirmar verdadeiramente:

“Desde que pela fé vi a torrente,
Que é alimentada por Suas feridas sangrentas,
O amor redentor foi meu tema,
E assim será até que morra.”

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Cristo e Eu – Sermão N° 781

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N° 781

Sermão pregado na manhã de Domingo, 17 de Novembro de 1867
Por Charles Haddon Spurgeon
No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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“Com Cristo estou juntamente crucificado, e já não vivo eu, mas vive Cristo em mim; e o que agora vivo na carne, vivo na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”. Gálatas 2:20.

Nas grandes cadeias de montanhas, há elevados picos que tocam as nuvens, mas, por outro lado, há, aqui e ali, partes mais baixas da cordilheira que podem ser trafegadas pelos viajantes e que se convertem em estradas nacionais que propiciam o intercâmbio comercial entre as diversas terras. Meu texto se ergue ante minha contemplação como uma majestosa cadeia de montanhas, como uma verdadeira Cordilheira dos Andes por sua altura. Esta manhã não vou tentar escalar os cumes de sua magnificência; não temos o tempo e tememos que não tenhamos a habilidade para uma obra dessa natureza, mas, até onde minha capacidade permitir, irei guiá-los através de uma ou duas verdades práticas que poderiam ser úteis para nós esta manhã e poderiam nos introduzir aos ensolarados campos da contemplação. Continue lendo

A Perseverança Final dos Santos – Sermão N°1361

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Sermão pregado na Manhã de Domingo 24 de Junho de 1877

por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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“O justo seguirá o seu caminho firmemente” – Jó 17: 9

 

O homem que é justo diante Deus tem um caminho próprio. Não é o caminho da carne, nem tampouco é o caminho do mundo; é um caminho que o mandato divino lhe designou, e é onde ele caminha pela fé. É a estrada do Rei da santidade, e o ímpio não transitará por ela: somente os que são resgatados pelo Senhor caminharão por esta estrada, e estes descobrirão que é uma trilha de separação do mundo. Continue lendo

A Morte de Cristo Por Seu Povo – Sermão Nº 2656

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Um Sermão pregado na noite de um Domingo do inverno de 1857,

Por Charles Haddon Spurgeon

Na Capela de New Park Street, Southwark, Londres.

E lido no Domingo, 7 de janeiro de 1900.

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“Ele deu a sua vida por nós”. 1 João 3:16

Crente, eu lhe convido a contemplar essa sublime verdade, assim proclamada para você em simples monossílabas: “ele deu a sua vida por nós”. Não existe nem uma só palavra extensa nessa frase; tudo nela é muito simples, e é simples porque é sublime. A sublimidade no pensamento exige sempre, para sua devida expressão, a simplicidade com as palavras. Os pequenos pensamentos precisam ser expressos com grandes palavras, e os pequenos pregadores precisam de palavras em latim para transmitir suas fracas ideias, mas os grandes pensamentos e seus grandes expositores se contentam com pequenas palavras.

“Ele deu a sua vida por nós”. Nessa frase não existe muito que poderia ser usado para exibir a eloquência de alguém; existe pouco espaço nela para discussão metafísica ou para o pensamento profundo; o texto nos apresenta uma doutrina simples, mas sublime. Então, o que devo fazer com ele? Se eu pregasse a mim mesmo proveitosamente a respeito desse texto, não teria que empregar minha sagacidade para examiná-lo determinadamente, nem usar minha oratória para proclamá-lo; mas somente precisaria render-lhe culto praticando minha adoração. Permitam-me prostrar-me então com todos os meus poderes diante do trono e, como um anjo que completou sua missão e que já não tem que voar para nenhum outro lado para cumprir as ordens de seu Senhor, permitam-me bater as asas da minha contemplação e comparecer perante o trono dessa grandiosa verdade e inclinar-me mansamente para adorar Aquele que era, que é, e que há de vir: o grandioso e glorioso Ser que “deu a sua vida por nós”. Continue lendo

Olhos Abertos – Sermão Nº 1461B

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Sermão pregado

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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E abriu-lhe Deus os olhos ” Genesis 21:19

Em todo tempo houve uma fonte de água perto de Agar, ainda que ela não a tenha visto. Deus não abriu a terra para fazer que brotassem novas águas, nem mesmo tinha necessidade disso. A fonte já estava lá, mas para todo propósito prático, bem que podia não ter estado onde estava, pois Agar não podia vê-la. A água de seu odre acabou e seu filho estava morrendo de sede, e ela mesma estava a ponto de desfalecer, no entanto, o fresco manancial borbulhava muito perto desse local onde estavam. Era necessário que Agar enxergasse a fonte como era necessário que ela estivesse lá e, portanto, com grande compaixão, o Senhor a conduziu a ver o manancial ou, como o texto expressa, “e abriu-lhe Deus os olhos”. Continue lendo

A Necessidade de Todo Ser Humano – Sermão N° 1455

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Sermão pregado por

Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano,  Newington, Londres.

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“Necessário vos é nascer de novo” João 3:7

 Quando os homens estão perecendo em torno de alguém, é cruel desperdiçar o tempo interessando suas mentes ou alimentando suas fantasias. Devemos fazer algo mais prático e atender com mais diligência as suas necessidades urgentes. Estão morrendo de fome? Então, forneçamos alimento. Estão morrendo de frio? Então, forneçamos cobertas a eles. Acaso é a enfermidade? Então, ministremos remédios. Quando o caso é urgente, deve se limitar às coisas necessárias e atender de todo o coração o que deve receber nossa atenção. O que pode ser, pode esperar, mas o que deve ser, exige nossa imediata resposta. Agora, as necessidades espirituais dos seres humanos são urgentes e entre elas a mais urgente é sua regeneração: é necessário que nasçam de novo, ou estarão perdidos. Portanto, vamos nos alongar neste tópico agora e vamos lhe dar toda nossa consideração, deixando que outros assuntos interessantes esperem até que este importantíssimo tema chegue à sua feliz conclusão. Continue lendo

Descanso para os Cansados – Sermão N° 1322

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Sermão pregado na noite de Domingo, 22 de Outubro de 1876

Por Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Mateus 11: 28-30.

 

Nosso Senhor estava declarando a Doutrina da Eleição, agradecendo ao Pai Celeste porque Ele havia escolhido pequeninos, e passado de lado os sábios e prudentes. É muito instrutivo que, bem próximo aos calcanhares desta misteriosa doutrina, venha o gracioso convite do meu texto – tanto quanto se o Senhor Jesus tivesse dito aos Seus discípulos: “nunca deixem que visões sobre predestinação impeçam vocês de proclamar o Meu Evangelho plenamente a toda criatura.” E como se Ele tivesse dito aos não-convertidos: “Não fiquem desencorajados pela Doutrina da Eleição. Nunca deixem que ela seja uma pedra de tropeço no seu caminho, pois quando os meus lábios disseram ‘Eu Te agradeço, ó Pai, que Tu escondeste estas coisas dos sábios e prudentes, e as revelaste aos pequeninos’, eu também continuo falando para vocês, na mais profunda sinceridade de coração, “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.”

Destacarei desde o princípio quem é que faz tão grande promessa e dá tão livre convite. Há muitos médicos charlatães no mundo e cada um deles proclama o seu próprio remédio. Quem é este Homem que nos chama tão seriamente e nos promete tão confiadamente? Seria Ele um impostor também? Estaria Ele nos enganando? Estaria Ele Se gabando além de Sua capacidade? Ah, não se pode pensar que sim, pois este Homem, este Homem maravilhoso que promete descanso àqueles que vem a Ele, é também Deus! Ele é o Filho do Altíssimo, bem como o filho de Maria! Ele é o Filho do Eterno tanto quanto é o Filho do Homem e Ele tem poder, por causa da Sua Natureza Divina, para realizar qualquer coisa que Ele promete fazer! Continue lendo

Pregando a Cristo Crucificado – Sermão Nº 3218

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Sermão pregado na noite de Domingo, 23 de agosto, 1863;

Por Charles Haddon Spurgeon,

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres,

E publicado na quinta-feira, 6 de outubro, 1910.

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“Mas nós pregamos a Cristo crucificado.” 2 Coríntios 1:23.

 

No versículo que precede nosso texto, Paulo escreve: “os judeus pedem sinais.” Diziam: “Moisés fez milagres; se vemos que se fazem milagres, então creremos,” esquecendo que todos os milagres que Moisés fez foram totalmente obscurecidos pelos milagres feitos por Jesus no homem, quando esteve aqui na terra. Logo, houve certos mestres judaizantes que, para ganhar os judeus, pregavam a circuncisão, exaltavam a Páscoa e procuravam demonstrar que o judaísmo podia existir lado a lado do cristianismo, e que os antigos ritos ainda podiam ser praticados pelos seguidores de Cristo. Então, Paulo, ‘que a todos os homens foi feito de tudo, para que de todos os modos salvasse alguns,’ tomou uma determinação, e disse, com efeito: “Independentemente do que os outros façam, nós pregamos a Cristo crucificado; e não nos atreveríamos a alterar, nem poderíamos alterar, nem alteraríamos o grandioso tema de nossa pregação, ‘Jesus Cristo, e a este crucificado’.”

Logo acrescentou: “e os gregos buscam sabedoria.” Corinto era o olho mesmo da Grécia, e os gregos de Corinto buscavam avidamente aquilo que valorizavam como a sabedoria, ou seja, a sabedoria deste mundo, não a sabedoria de Deus que Paulo pregava. Os gregos guardavam também a lembrança da eloquência de Demóstenes e outros oradores famosos, e pensavam que a verdadeira sabedoria devia ser proclamada com os enfeites de uma elocução magistral; mas Paulo escreve a esses gregos de Corinto: “me propus não saber entre vós coisa alguma, senão Jesus Cristo e a este crucificado… e nem minha palavra, nem minha pregação foi com palavras persuasivas de sabedoria humana, mas com demonstração do Espírito e de poder, para que vossa fé não esteja fundamentada na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.Continue lendo

O Retorno do Filho Pródigo – Sermão n° 1189

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Nº 1189

Pregado na manhã de domingo, 23 de agosto, 1874,

Por Charles Haddon Spurgeon

no Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

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“E, levantando-se, foi para seu pai (…)” Lucas 15:20

Essa frase expressa o verdadeiro ponto de inflexão na história da vida do filho pródigo. Muitos assuntos o conduziram a esse ponto, e antes de chegar a ele, havia muito no filho pródigo que era muito encorajador; porém esse foi o momento decisivo, e se nunca tivesse chegado a esse ponto, teria permanecido sendo um pródigo e nunca teria sido o filho pródigo restaurado, e sua vida teria sido uma advertência mais do que uma instrução para nós. “E, levantando-se, foi para seu pai”.

Falando, como faço, em meio a uma extrema debilidade, devo economizar minhas palavras; e enquanto minha voz aguentar, vou direto ao ponto, e peço ao Senhor que faça com que cada sílaba pronunciada seja poderosa por Seu Espírito e tenha uma aplicação prática. Continue lendo

Duas Classes de Ouvintes – Sermão N°1467B

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Sermão pregado por

Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newinton, Londres.

Sem data, publicado em 1879.

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“Mas sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos. Porque se alguém ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante ao homem que olha em um espelho o seu rosto. Porque ele se olha, vai embora e logo esquece sua aparência. Mas aquele que observa atentamente segundo a lei perfeita, que traz a liberdade, e persevera nela, não sendo ouvinte esquecido, mas praticante da obra, este será bem-aventurado no que faz” – Tiago 1:22-25

Tiago não especulou. Esta máxima “por seus frutos os conhecereis”, parece ter tomado posse de sua mente, sempre exigindo uma santidade prática. Não está satisfeito com os casulos do escutar, mas requer os frutos da obediência. Necessitamos mais de seu espírito prático nos dias de hoje, porque existem certos ministros que não se contentam com semear a velha semente – a mesmíssima semente que da mão dos Apóstolos, confessores, pais, reformadores e mártires produziu uma colheita para Deus – mas gastam seu tempo especulando acerca da semente da discórdia, cultivada debaixo de certas circunstâncias, que não pode produzir trigo; ou se, pelo menos, o bom trigo não melhoraria graças à mescla que se obteria se, tão somente, fosse agregada uma aspersão de sementes de discórdia. Precisamos que alguém tome essas diversas palavras, as ponha em um caldeirão, ferva-as e veja qual o produto essencial e prático que delas surge. Continue lendo