Diante da Porta Estreita – Fé na Pessoa do Senhor Jesus

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HÁ UMA INFELIZ tendência entre os homens de deixar o próprio Cristo fora do evangelho. Eles, provavelmente, devem deixar farinha fora do pão. Os homens ouvem sobre o caminho da salvação e entendem que ele é originado nas Escrituras, e de todas as formas corresponde com a necessidade deles. Mas, os homens se esquecem de que um plano não tem utilidade se não for realizado; assim, em matéria de salvação a sua própria fé pessoal no Senhor Jesus é essencial. Uma rua para York não me levará lá, eu mesmo devo andar por ela. Toda doutrina santa que foi crida nunca salvará um homem a não ser que ele ponha sua confiança no Senhor Jesus por si mesmo. Continuar lendo

Diante da Porta Estreita – Despertar

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GRANDE É O NÚMERO DE PESSOAS que não tem nenhuma preocupação acerca das coisas eternas. Eles se preocupam mais com seus gatos e cachorros do que com suas próprias almas. É uma grande misericórdia que nós tenhamos sido levados a pensar sobre nós mesmos e como estamos diante de Deus e do mundo eterno. Esse é um sinal frequentemente suficiente de que a salvação está vinda a nós. Por natureza, nós não gostamos da ansiedade que a preocupação espiritual nos causa, e tentamos, como preguiçosos, dormir de novo. Isso é grande tolice, pois, é por nossa própria conta e risco, que negligenciamos quando a morte está tão perto e o julgamento tão certo. Se o Senhor nos escolheu para a vida eterna, Ele não nos deixará retornar à nossa soneca. Se formos sensíveis, devemos orar para que a ansiedade sobre nossas almas nunca termine até que estejamos realmente salvos. Digamos com nosso coração: Continuar lendo

Um Desejo de Ano Novo

 Um desejo de Ano Novo - CapaNº 3231

Sermão pregado por

Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres

E publicado em 5 de janeiro de 1911

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“Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as Suas riquezas na glória em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:19)

 

Os filipenses tinham enviado ofertas a Paulo em diversas ocasiões para remediar suas necessidades. Embora eles não fossem ricos, fizeram uma contribuição e a enviaram com Epafrodito, “odor perfumado, sacrifício aceito, agradável a Deus.” Paulo se sentiu muito agradecido: deu graças a Deus, mas sem esquecer-se de agradecer também aos doadores; desejava-lhes toda bênção, e foi como se lhes dissesse: “vocês supriram minhas necessidades, e meu Deus suprirá as suas. Vocês supriram de sua pobreza minha necessidade temporal de alimento e vestimenta; meu Deus suprirá tudo o que lhes falte conforme as Suas riquezas em glória.” “Mas”— disse, no versículo dezoito —“tudo recebi e tenho abundância; estou pleno,” “portanto”— acrescenta — “meu Deus suprirá tudo o que lhes falta.” Vocês me enviaram sua dádiva pelas mãos de um amado irmão, mas Deus lhes enviará um mensageiro melhor, pois Ele suprirá o que lhes falta ‘por meio de Cristo Jesus’. Cada uma dessas palavras ressoa como se Paulo as tivesse ponderado, e o Espírito de Deus o tivesse guiado em sua meditação para desejar aos filipenses uma bênção similar em seu mais pleno alcance, em troca do que lhe haviam enviado, mas se tratava de uma bênção de natureza mais rica e duradoura.

Agora, um pouco no espírito de Paulo, eu desejaria neste dia de Ano Novo, abençoar a todos aqueles que têm suprido, conforme a sua capacidade, as necessidades da obra de Deus que está em minhas mãos, e que têm dado para a causa de Deus, mesmo em sua pobreza, conforme se apresentou a necessidade. Eu me considero devedor de vocês pessoalmente, ainda que suas ofertas sejam para os estudantes, para os órfãos e para os colportores e não para mim mesmo. Em retorno à sua generosidade, à maneira de Seu amor misericordioso, “Meu Deus suprirá tudo o que lhes falta conforme as Suas riquezas em glória em Cristo Jesus.

Este versículo é particularmente grato para mim, pois, quando estávamos construindo o asilo para órfãos, eu previ que, se não tivéssemos votos de apoio e não cobrássemos as assinaturas anuais, embora contássemos, pela bondade de Deus, com as ofertas voluntárias de Seu povo, enfrentaríamos tempos de dura prova, e, portanto, ordenei aos pedreiros que colocassem sobre as primeiras colunas da entrada do orfanato estas palavras, “Meu Deus suprirá tudo o que lhes falta conforme as Suas riquezas na glória em Cristo Jesus.” Então, este texto se encontra gravado em pedra tanto à direita como à esquerda do arco da entrada. Ali permanece esta declaração de nossa confiança em Deus, e enquanto Deus viva, não necessitaremos removê-la nunca, pois Ele certamente suprirá as necessidades de Sua própria obra. Enquanto O sirvamos, Ele proverá nossas mesas.

 

I. O texto poderia sugerir-nos (se quiséssemos dar gosto a nossa veia melancólica) espaço para um pensamento sombrio, pois fala de “tudo o que lhes falta.” Então, em primeiro lugar, contemplem UMA GRANDE NECESSIDADE: “tudo o que lhes falta.” Que fosso! Que abismo! “Tudo o que lhes falta.” Eu não sei quantos crentes constituíam a igreja de Filipos, mas se a necessidade de um só santo já è suficientemente grande, quanto será que necessitam muitos santos? Não seria possível estabelecer o número dos filhos de Deus sobre a terra, mas o texto abarca a necessidade da família eleita completa, “tudo o que lhes falta.” Não vamos lhes pedir que calculem o desembolso requerido por parte da tesouraria divina para cobrir todas as necessidades de todos os santos que se encontram na terra: mas, por favor, pensem em sua própria necessidade; isso estará mais dentro do alcance de sua experiência e da espessura de sua meditação. Que o Senhor supra sua necessidade e todas as suas necessidades! Continuar lendo

A Dica do Labirinto: Um Maior Conhecimento é Desejável

C.H.Spurgeon

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Capitulo 22: UM MAIOR CONHECIMENTO DE DEUS É DESEJÁVEL.

Um homem deve estar disposto a por a sua confiança em Deus, porém, para isso, a sua fé deve estar muito bem alicerçada sobre o seu conhecimento. É quase impossível ter confiança num Grande Desconhecido. A variedade e a amplitude de nosso conhecimento de Deus ajudará a fé a se sustentar diante de situações em que um conhecimento restrito excluiria a sua praticidade. O que percebemos pela Criação pode muito bem nos levar a confiar no poder de Deus, se pudéssemos ter a certeza de que isso seria exercido em nosso favor. No entanto, qual a dúvida quanto a esse ponto? O que observamos pela Providência pode razoavelmente nos levar a uma dependência da bondade divina, a menos que por algum motivo se torne necessário que ela seja retida. Isto um homem de consciência não pode considerar como algo totalmente improvável. Se o nosso conhecimento de Deus se limita a sua grandeza, bondade e sabedoria, já estamos em uma condição incômoda, pois ainda não alcançamos de modo pleno essa qualidade divina, a qual poderia satisfazer uma certa inquietação entre os que começam a ser feridos pela consciência. Tendo em nosso coração a suspeita de que não somos tudo o que devemos ser, precisamos conhecer muito mais a Deus se quisermos desfrutar de uma confortável confiança nele.

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Livro A Dica do Labirinto: Considerações profundas sobre a fé e a dúvida
Tradução: Wesley Carvalho

Direitos reservados: Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo crucificado

A Dica do Labirinto: O Desprezo

C.H.Spurgeon

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Capitulo 21: O DESPREZO.

A zombaria não passa de miséria e insignificância. Ela não nasce no peito dos bons homens e os mais sábios a desprezam quando essa os importuna. Ela não quebra nenhum osso e os homens de coragem dão risadas dela. No entanto, quando atinge os mais fracos é uma terrível arma de guerra, e o pavor dela tem feito mais covardes do que o rugido do canhão.

Quando as pessoas desprezam a fé em Deus tornam-se miseráveis, beirando o mais alto grau de imbecilidade. Ao confiarmos em um charlatão somos perdoados, mas ao confiarmos no Todo-Poderoso somos insultados. Pessoas que nunca questionaram a sua própria sabedoria riem com desdém daqueles que descansam na sabedoria do Senhor. Em tais casos, porém, deveria ser fácil para um homem de bom senso se postar com bravura. Rir de uma criatura por crer em seu Criador é desprezar o argumento mais simples da razão. É como contestar uma hipótese óbvia ou atacar uma evidência. É como ridicularizar um homem de precisão matemática pela honestidade; ou desprezar um engenheiro por confiar nas leis da gravidade; ou escarnecer de um agricultor por esperar o retorno de sua colheita. É claro que se os homens gostam de serem escravos, eles darão ouvidos à zombaria dos tolos, porém nós escrevemos para homens que podem dizer de coração:

Direi que preferira não viver, a viver sempre com medo de um ser tal como sou*.

* Julio César – William Shakespeare – Ato 1, Cena 2.

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Livro A Dica do Labirinto: Considerações profundas sobre a fé e a dúvida
Tradução: Wesley Carvalho

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A Dica do Labirinto: Outras Causas da Descrença

C.H.Spurgeon

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Capitulo 20: OUTRAS CAUSAS DA DESCRENÇA.

No seu íntimo, todos os homens depositam a sua confiança em alguma coisa, ainda que recusem confiar em Deus. Eles fazem a si mesmos deuses, repousando em sua auto-suficiência. Aquele que nunca viu o seu rosto pode facilmente acreditar na sua inigualável beleza, ainda mais se for auxiliado por bajuladores. Então, um homem que não conhece o seu próprio coração pode facilmente formar uma opinião muito elevada de sua própria excelência e encontrar demasiada confiança em sua sabedoria, a qual irá se expandir como uma planta de rápido crescimento. Este é um dos piores inimigos da fé, pois aquele que sempre confia em si mesmo não tem paciência quando o assunto é a própria fé em Deus. Por ser muito refinado, ele relega aquilo que é humilde aos subalternos. Seu domínio próprio é perfeito, seu julgamento é infalível, sua apreciação do moralmente belo é completamente sofisticada. Ele é um homem auto-criado, sendo, ao mesmo tempo, a sua própria Providência e Recompensa.

“O homem é um tolo!” Mentes rápidas e sensatas falam impacientemente e suas gélidas observações do amor confirmam, com tristeza, o seu veredito. Nós, com quem o leitor agora compartilha, não somos grandes e infalíveis em nosso auto-governo. Tememos que nossos apetites e paixões carnais possam nos trair; que nossa razão venha a nos desencaminhar; que nossos preconceitos nos aplaquem; que nosso ambiente nos faça tropeçar. É dessa forma que deliberadamente desejamos fixar os nossos olhos naquele que é Forte a fim de encontrarmos força e podermos lançar a nossa loucura sobre a sabedoria do Eterno. É claro que não se deve esperar imitadores entre os vãos dos gloriosos, dos fúteis e dos iludidamente perfeitos.

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A Dica do Labirinto: Não Devemos Desanimar

C.H.Spurgeon

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Capitulo 19: NÃO DEVEMOS DESANIMAR!

Eventualmente pode haver alguns que não são tão contrários à bondade quanto desânimados em conquistá-la. Isso pode ser útil para esses refletirem que, quando Deus está interessado em um assunto, o desânimo fica fora do tribunal. Neste caso, sem dúvida, devem se engajar, pois Deus pode tornar puro os mais imundos, uma vez que Ele é capaz de fazer todas as coisas. É chocante recusar-se a confiar em Deus pelo simples fato de que não desejamos ser puros. É uma desonra para a sua glória quando fraquejamos em confiar no poder que Ele tem de nos levantar porque ainda nos achamos demasiadamente injustos. Deus é bom, e por essa ser uma virtude de um ser bom é que Ele deseja ajudá-los a serem bons. Deus é onipotente, e seu poder governa o mundo da mente e da matéria. Está claro que tanto a vontade quanto a habilidade se unem em Deus a favor do objeto de nosso desejo, ou seja, a pureza e o propósito de nossas vidas. Portanto, podemos com muita espontaneidade voarmos para Ele e descansarmos em Sua esperança.

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A Dica do Labirinto: Por Que Deus não é invocado?

C.H.Spurgeon

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Capitulo 18: POR QUE DEUS NÃO É INVOCADO?

Não parece estranho que são poucos os que anseiam por amorosamente ligarem suas vidas a Deus pela fé? Por que será? O moralista severo prontamente responderia: “Porque eles não têm nenhum desejo de levarem uma vida com a qual poderiam ter alguma relação com Deus.” De fato, esses são os que não buscam a pureza, a verdade, a justiça e a santidade, tanto quanto o poder de Deus que neles trabalha. Sem dúvida este é o caso, mas que isto não se aplique a nós! A virtude é tão admirável que nós não podemos esgotá-la. E o fato do poder divino nos conduzir em direção à bondade é um dos principais atrativos aos olhos dos homens sensatos.

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A Dica do Labirinto: Respostas do Grande Deus à Fé

C.H.Spurgeon

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Capitulo 17: RESPOSTAS DO GRANDE DEUS À FÉ.

No mais, do chão da nossa insignificância, não podemos nos recusar a pôr a nossa confiança em Deus, pois não é concebível que alguma coisa seja pouca demais para Ele. As maravilhas que nos fornecem o microscópio são tão marcantes quanto as do telescópio. Logo, nós não podemos definir para o Senhor limites maiores em uma direção do que em outras, pois Ele pode e há de manifestar a sua habilidade na vida de um homem da mesma forma como o faz através do circuito de um planeta.

Testemunhas estão vivas para testificar das obras do Senhor, o qual tem revelado o seu braço em nome daqueles que nEle confiam. Qualquer um pode testar esse princípio por si mesmo, e é notável que ninguém tem feito isso em vão. Não existem razões em sua natureza pelas quais Deus não deva responder à confiança de suas criaturas, pelo contrário, há muitas razões para que Ele responda. Em qualquer caso, na medida em que somos afligidos, estamos prontos para colocar as nossas preocupações à prova e deixar que essa experiência dure por toda a vida.

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A Dica do Labirinto: Deus em nossa esfera de vida

C.H.Spurgeon

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Capitulo 16: DEUS EM NOSSA ESFERA DE VIDA.

Quando confiamos em Deus, nós não estamos exercitando uma dependência ilusória sobre um poder distante e inativo. É perguntado se Deus sempre opera em nome daqueles que confiam nele, e é sugerido que ele está ocupado demais e não pode dar muita atênção aos pequenos cuidados das pessoas. Obviamente isto é um erro! A obra de Deus está em nossas portas e em nossos quartos, sim, em nossos corpos e mentes. O pai da criança está muito ocupado, mas está ocupado no quarto em que se encontra seu filho necessitado, e por isso ele está onde se deseja que ele esteja.

O discurso comum é sobre “As operações da Natureza”. Mas, senhor, o que é Natureza? O cavalheiro que havia usado o termo olha em volta com surpresa. Ele deu uma gaguejada e balbuciou, dizendo o que todos já sabiam. “Ora”, diz ele, “é muito fácil, a Natureza é… a Natureza é a Natureza”. Na verdade, quem, de fato, trabalha é o próprio Deus, e outra força com o seu poder está longe de ser encontrada. Os movimentos em torno de nós não são produzidos por leis, como os simplistas dizem. As leis não fazem nada, elas não passam de métodos, os quais são observações do trabalho do grande Criador, pois Ele mesmo foi quem fez todo o trabalho. Assim, podemos confiar nEle para trabalhar para nós, pois é Ele quem está trabalhando em tudo ao nosso redor.

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Tradução: Wesley Carvalho

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