Diante da Porta Estreita – Despertar

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GRANDE É O NÚMERO DE PESSOAS que não tem nenhuma preocupação acerca das coisas eternas. Eles se preocupam mais com seus gatos e cachorros do que com suas próprias almas. É uma grande misericórdia que nós tenhamos sido levados a pensar sobre nós mesmos e como estamos diante de Deus e do mundo eterno. Esse é um sinal frequentemente suficiente de que a salvação está vinda a nós. Por natureza, nós não gostamos da ansiedade que a preocupação espiritual nos causa, e tentamos, como preguiçosos, dormir de novo. Isso é grande tolice, pois, é por nossa própria conta e risco, que negligenciamos quando a morte está tão perto e o julgamento tão certo. Se o Senhor nos escolheu para a vida eterna, Ele não nos deixará retornar à nossa soneca. Se formos sensíveis, devemos orar para que a ansiedade sobre nossas almas nunca termine até que estejamos realmente salvos. Digamos com nosso coração: Continuar lendo

A Dica do Labirinto: Um Maior Conhecimento é Desejável

C.H.Spurgeon

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Capitulo 22: UM MAIOR CONHECIMENTO DE DEUS É DESEJÁVEL.

Um homem deve estar disposto a por a sua confiança em Deus, porém, para isso, a sua fé deve estar muito bem alicerçada sobre o seu conhecimento. É quase impossível ter confiança num Grande Desconhecido. A variedade e a amplitude de nosso conhecimento de Deus ajudará a fé a se sustentar diante de situações em que um conhecimento restrito excluiria a sua praticidade. O que percebemos pela Criação pode muito bem nos levar a confiar no poder de Deus, se pudéssemos ter a certeza de que isso seria exercido em nosso favor. No entanto, qual a dúvida quanto a esse ponto? O que observamos pela Providência pode razoavelmente nos levar a uma dependência da bondade divina, a menos que por algum motivo se torne necessário que ela seja retida. Isto um homem de consciência não pode considerar como algo totalmente improvável. Se o nosso conhecimento de Deus se limita a sua grandeza, bondade e sabedoria, já estamos em uma condição incômoda, pois ainda não alcançamos de modo pleno essa qualidade divina, a qual poderia satisfazer uma certa inquietação entre os que começam a ser feridos pela consciência. Tendo em nosso coração a suspeita de que não somos tudo o que devemos ser, precisamos conhecer muito mais a Deus se quisermos desfrutar de uma confortável confiança nele.

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Livro A Dica do Labirinto: Considerações profundas sobre a fé e a dúvida
Tradução: Wesley Carvalho

Direitos reservados: Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo crucificado

A Dica do Labirinto: O Desprezo

C.H.Spurgeon

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Capitulo 21: O DESPREZO.

A zombaria não passa de miséria e insignificância. Ela não nasce no peito dos bons homens e os mais sábios a desprezam quando essa os importuna. Ela não quebra nenhum osso e os homens de coragem dão risadas dela. No entanto, quando atinge os mais fracos é uma terrível arma de guerra, e o pavor dela tem feito mais covardes do que o rugido do canhão.

Quando as pessoas desprezam a fé em Deus tornam-se miseráveis, beirando o mais alto grau de imbecilidade. Ao confiarmos em um charlatão somos perdoados, mas ao confiarmos no Todo-Poderoso somos insultados. Pessoas que nunca questionaram a sua própria sabedoria riem com desdém daqueles que descansam na sabedoria do Senhor. Em tais casos, porém, deveria ser fácil para um homem de bom senso se postar com bravura. Rir de uma criatura por crer em seu Criador é desprezar o argumento mais simples da razão. É como contestar uma hipótese óbvia ou atacar uma evidência. É como ridicularizar um homem de precisão matemática pela honestidade; ou desprezar um engenheiro por confiar nas leis da gravidade; ou escarnecer de um agricultor por esperar o retorno de sua colheita. É claro que se os homens gostam de serem escravos, eles darão ouvidos à zombaria dos tolos, porém nós escrevemos para homens que podem dizer de coração:

Direi que preferira não viver, a viver sempre com medo de um ser tal como sou*.

* Julio César – William Shakespeare – Ato 1, Cena 2.

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Livro A Dica do Labirinto: Considerações profundas sobre a fé e a dúvida
Tradução: Wesley Carvalho

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A Dica do Labirinto: Outras Causas da Descrença

C.H.Spurgeon

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Capitulo 20: OUTRAS CAUSAS DA DESCRENÇA.

No seu íntimo, todos os homens depositam a sua confiança em alguma coisa, ainda que recusem confiar em Deus. Eles fazem a si mesmos deuses, repousando em sua auto-suficiência. Aquele que nunca viu o seu rosto pode facilmente acreditar na sua inigualável beleza, ainda mais se for auxiliado por bajuladores. Então, um homem que não conhece o seu próprio coração pode facilmente formar uma opinião muito elevada de sua própria excelência e encontrar demasiada confiança em sua sabedoria, a qual irá se expandir como uma planta de rápido crescimento. Este é um dos piores inimigos da fé, pois aquele que sempre confia em si mesmo não tem paciência quando o assunto é a própria fé em Deus. Por ser muito refinado, ele relega aquilo que é humilde aos subalternos. Seu domínio próprio é perfeito, seu julgamento é infalível, sua apreciação do moralmente belo é completamente sofisticada. Ele é um homem auto-criado, sendo, ao mesmo tempo, a sua própria Providência e Recompensa.

“O homem é um tolo!” Mentes rápidas e sensatas falam impacientemente e suas gélidas observações do amor confirmam, com tristeza, o seu veredito. Nós, com quem o leitor agora compartilha, não somos grandes e infalíveis em nosso auto-governo. Tememos que nossos apetites e paixões carnais possam nos trair; que nossa razão venha a nos desencaminhar; que nossos preconceitos nos aplaquem; que nosso ambiente nos faça tropeçar. É dessa forma que deliberadamente desejamos fixar os nossos olhos naquele que é Forte a fim de encontrarmos força e podermos lançar a nossa loucura sobre a sabedoria do Eterno. É claro que não se deve esperar imitadores entre os vãos dos gloriosos, dos fúteis e dos iludidamente perfeitos.

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Livro A Dica do Labirinto: Considerações profundas sobre a fé e a dúvida
Tradução: Wesley Carvalho

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A Dica do Labirinto: Não Devemos Desanimar

C.H.Spurgeon

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Capitulo 19: NÃO DEVEMOS DESANIMAR!

Eventualmente pode haver alguns que não são tão contrários à bondade quanto desânimados em conquistá-la. Isso pode ser útil para esses refletirem que, quando Deus está interessado em um assunto, o desânimo fica fora do tribunal. Neste caso, sem dúvida, devem se engajar, pois Deus pode tornar puro os mais imundos, uma vez que Ele é capaz de fazer todas as coisas. É chocante recusar-se a confiar em Deus pelo simples fato de que não desejamos ser puros. É uma desonra para a sua glória quando fraquejamos em confiar no poder que Ele tem de nos levantar porque ainda nos achamos demasiadamente injustos. Deus é bom, e por essa ser uma virtude de um ser bom é que Ele deseja ajudá-los a serem bons. Deus é onipotente, e seu poder governa o mundo da mente e da matéria. Está claro que tanto a vontade quanto a habilidade se unem em Deus a favor do objeto de nosso desejo, ou seja, a pureza e o propósito de nossas vidas. Portanto, podemos com muita espontaneidade voarmos para Ele e descansarmos em Sua esperança.

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A Dica do Labirinto: Por Que Deus não é invocado?

C.H.Spurgeon

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Capitulo 18: POR QUE DEUS NÃO É INVOCADO?

Não parece estranho que são poucos os que anseiam por amorosamente ligarem suas vidas a Deus pela fé? Por que será? O moralista severo prontamente responderia: “Porque eles não têm nenhum desejo de levarem uma vida com a qual poderiam ter alguma relação com Deus.” De fato, esses são os que não buscam a pureza, a verdade, a justiça e a santidade, tanto quanto o poder de Deus que neles trabalha. Sem dúvida este é o caso, mas que isto não se aplique a nós! A virtude é tão admirável que nós não podemos esgotá-la. E o fato do poder divino nos conduzir em direção à bondade é um dos principais atrativos aos olhos dos homens sensatos.

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A Dica do Labirinto: Respostas do Grande Deus à Fé

C.H.Spurgeon

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Capitulo 17: RESPOSTAS DO GRANDE DEUS À FÉ.

No mais, do chão da nossa insignificância, não podemos nos recusar a pôr a nossa confiança em Deus, pois não é concebível que alguma coisa seja pouca demais para Ele. As maravilhas que nos fornecem o microscópio são tão marcantes quanto as do telescópio. Logo, nós não podemos definir para o Senhor limites maiores em uma direção do que em outras, pois Ele pode e há de manifestar a sua habilidade na vida de um homem da mesma forma como o faz através do circuito de um planeta.

Testemunhas estão vivas para testificar das obras do Senhor, o qual tem revelado o seu braço em nome daqueles que nEle confiam. Qualquer um pode testar esse princípio por si mesmo, e é notável que ninguém tem feito isso em vão. Não existem razões em sua natureza pelas quais Deus não deva responder à confiança de suas criaturas, pelo contrário, há muitas razões para que Ele responda. Em qualquer caso, na medida em que somos afligidos, estamos prontos para colocar as nossas preocupações à prova e deixar que essa experiência dure por toda a vida.

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A Dica do Labirinto: Deus em nossa esfera de vida

C.H.Spurgeon

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Capitulo 16: DEUS EM NOSSA ESFERA DE VIDA.

Quando confiamos em Deus, nós não estamos exercitando uma dependência ilusória sobre um poder distante e inativo. É perguntado se Deus sempre opera em nome daqueles que confiam nele, e é sugerido que ele está ocupado demais e não pode dar muita atênção aos pequenos cuidados das pessoas. Obviamente isto é um erro! A obra de Deus está em nossas portas e em nossos quartos, sim, em nossos corpos e mentes. O pai da criança está muito ocupado, mas está ocupado no quarto em que se encontra seu filho necessitado, e por isso ele está onde se deseja que ele esteja.

O discurso comum é sobre “As operações da Natureza”. Mas, senhor, o que é Natureza? O cavalheiro que havia usado o termo olha em volta com surpresa. Ele deu uma gaguejada e balbuciou, dizendo o que todos já sabiam. “Ora”, diz ele, “é muito fácil, a Natureza é… a Natureza é a Natureza”. Na verdade, quem, de fato, trabalha é o próprio Deus, e outra força com o seu poder está longe de ser encontrada. Os movimentos em torno de nós não são produzidos por leis, como os simplistas dizem. As leis não fazem nada, elas não passam de métodos, os quais são observações do trabalho do grande Criador, pois Ele mesmo foi quem fez todo o trabalho. Assim, podemos confiar nEle para trabalhar para nós, pois é Ele quem está trabalhando em tudo ao nosso redor.

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A Dica do Labirinto: Sem Alma

C.H.Spurgeon

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Capitulo 15: SEM ALMA.

Certo pregador fez o melhor que pode para o bem do seu auditório, mas um dos seus ouvintes se aproximou dele e disse de um modo áspero: “Sua pregação é inútil para mim. Eu não acredito que tenho uma alma e não quero perder tempo conversando sobre coisas imaginárias do além: vou morrer como um cão.” O ministro respondeu calmamente: “Senhor, eu, realmente, falhei devido a uma má compreensão. Dei o meu melhor para o bem de todos, mas eu não imaginava que encontraria pessoas sem alma. Se eu soubesse que estariam presente criaturas que não tinham alma e que iriam morrer como cães, eu teria providenciado uma boa porção de ossos para eles”. “Brincadeira”, diz um. “Senso-comum”, dizemos nós. Quando lidamos com o ludibriante sarcasmo, que tipo de gentileza podemos esperar de pessoas que manifestam uma compreensão tão degradante de si mesmas? Certamente ninguém precisa se preocupar com eles. Eles confessam sua própria incapacidade de nos ajudar, e implicitamente admitem que não somos obrigados a aceitar suas colocações. “A luz não existe,” alguém assevera, “pois não tenho olhos para vê-la”. Existe algum argumento para isso? Não, pois apesar de nos compadecermos de alguém que está cego, não podemos conceder algum peso as suas opiniões sobre ótica e cores. Seres sem alma podem asseverar quantas filosofias desejarem e suas opiniões podem ser tão interessantes quanto curiosas, mas não podem de forma alguma influenciar os homens com alma.

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A Dica do Labirinto: Dúvidas executadas logicamente

C.H.Spurgeon

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Capitulo 14: DÚVIDAS EXECUTADAS LOGICAMENTE.

A dúvida quanto à existência de um Deus, para terminar a sua carreira legítima, só possui um caminho curto a percorrer. Nenhum homem que acredita que tem uma alma pode dar melhor prova de seu estado mental do que a que podemos dar da existência de Deus. Deixe-o experimentar! Ele afirma que sua própria consciência é uma prova de que está vivo. Nós respondemos que pode ser uma prova muito boa para si mesmo, mas que pode não significar nada para nós, e que nenhum homem racional tentaria usá-la dessa forma. O nosso amigo responde: “eu trabalho, e meu trabalho demonstra que eu estou vivo”. Precisamente, e as obras de Deus também demonstram que ele está. Rapidamente responde: “Mas você me vê trabalhar, e você não vê Deus”. Ao que respondemos: “Nós de maneira alguma o vimos trabalhar: o seu corpo não é você mesmo e nunca vimos o seu verdadeiro “eu”. Sua mente executa seus objetivos por meio de seu quadro externo e vemos seus membros em movimento, mas a alma que os move está além da visão, ela é um mistério dos mistérios e, como uma subsistência espiritual, assim como a mente, deve ser capaz de operar sobre a matéria”. A impressão inicial da mente sobre a matéria é um segredo que nenhum mortal revelou. Você não pode provar para outro homem a existência de sua alma, exceto pelos mesmos argumentos que provam a existência de Deus.

Se você abrir suas asas para um vôo de dúvida, deve ser corajoso o suficiente para voar até à Última Thule*. Dúvidas sobre a sua própria existência; dúvidas sobre a dúvida; dúvida sobre a existência de alguma coisa que você duvida; dúvida sobre se há alguma coisa para ser posta em dúvida. Um Agnóstico ferrenho não deve ter a certeza de que é um agnóstico, de fato, nem deve ter muita certeza sobre quem ele mesmo seja, ou de que ele seja alguma coisa.

* Nas fontes clássicas, Thule é um lugar, geralmente uma ilha. Na geografia medieval, “Última Thule” pode também denotar qualquer lugar distante localizado além das “fronteiras do mundo conhecido”.

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Tradução: Wesley Carvalho

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