Diante da Porta Estreita – Temendo crer

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ISSO É UM OFENSIVO PRODUTO da nossa natureza doente: o medo de crer. Eu já me encontrei com ele tantas e tantas vezes que desejo nunca mais me deparar com ele de novo. Parece humildade e tenta passar-se como modéstia pela própria alma e, ainda assim, é um orgulho infame. De fato, é a presunção encenando a hipocrisia. Se os homens tivessem medo de descrer, haveria boa razão neste medo, mas ter medo de confiar em seu Deus é na melhor das hipóteses um absurdo e, verdadeiramente, um modo enganoso de recusar ao Senhor a honra que Ele merece por Sua fidelidade e verdade. Continuar lendo

Diante da Porta Estreita – Fé Muito Simples

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A FÉ PARECE A MUITOS uma coisa difícil. A verdade é que só é difícil porque é fácil. Naamã achou difícil se lavar no Jordão, mas se fosse algo grande, ele teria feito imediatamente com alegria. As pessoas pensam que a salvação deve ser o resultado de um ato ou sentimento muito misteriosos e muito difíceis, mas os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos, nem os Seus caminhos como os nossos. A fim de que o mais fraco e o mais ignorante possam ser salvos, ele fez o caminho da salvação tão fácil quanto o A, B, C. Continuar lendo

Diante da Porta Estreita – Fé na Pessoa do Senhor Jesus

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HÁ UMA INFELIZ tendência entre os homens de deixar o próprio Cristo fora do evangelho. Eles, provavelmente, devem deixar farinha fora do pão. Os homens ouvem sobre o caminho da salvação e entendem que ele é originado nas Escrituras, e de todas as formas corresponde com a necessidade deles. Mas, os homens se esquecem de que um plano não tem utilidade se não for realizado; assim, em matéria de salvação a sua própria fé pessoal no Senhor Jesus é essencial. Uma rua para York não me levará lá, eu mesmo devo andar por ela. Toda doutrina santa que foi crida nunca salvará um homem a não ser que ele ponha sua confiança no Senhor Jesus por si mesmo. Continuar lendo

Diante da Porta Estreita – Jesus Basta

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PODEMOS NÃO DIZER SIMPLESMENTE OU COM TANTA FREQUÊNCIA à alma sedenta que sua única esperança para salvação está no Senhor Jesus Cristo. Mas a salvação está completamente, somente e apenas Nele. Para salvar tanto da culpa quanto do poder do pecado, Jesus é todo-suficiente. Seu nome é Jesus, porque “ele salvará o seu povo dos pecados deles”. “O Filho do Homem tem poder para perdoar pecados”. Agradou a Deus, desde a antiguidade, desenvolver um método de salvação que estaria todo contido em Seu único Filho. Continuar lendo

Diante da Porta Estreita – Despertar

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GRANDE É O NÚMERO DE PESSOAS que não tem nenhuma preocupação acerca das coisas eternas. Eles se preocupam mais com seus gatos e cachorros do que com suas próprias almas. É uma grande misericórdia que nós tenhamos sido levados a pensar sobre nós mesmos e como estamos diante de Deus e do mundo eterno. Esse é um sinal frequentemente suficiente de que a salvação está vinda a nós. Por natureza, nós não gostamos da ansiedade que a preocupação espiritual nos causa, e tentamos, como preguiçosos, dormir de novo. Isso é grande tolice, pois, é por nossa própria conta e risco, que negligenciamos quando a morte está tão perto e o julgamento tão certo. Se o Senhor nos escolheu para a vida eterna, Ele não nos deixará retornar à nossa soneca. Se formos sensíveis, devemos orar para que a ansiedade sobre nossas almas nunca termine até que estejamos realmente salvos. Digamos com nosso coração: Continuar lendo

Diante da Porta Estreita – Prefácio

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MILHÕES DE HOMENS estão à beira da religião, distantes de Deus e da paz; por estes oramos, e a estes damos um aviso. Mas, mesmo agora, temos de lidar com um pequeno grupo, que não está longe do reino, mas vieram e subiram à porta da desobediência que está de encontro ao caminho da vida. Alguém poderia pensar que eles deveriam correr e entrar, pois um convite aberto e gratuito está colocado na entrada, o porteiro espera recebê-los, e não há senão este caminho para a vida eterna. Aquele que está mais sobrecarregado parece ser o mais pronto a entrar e começar a jornada celestial; mas o que aflige estes outros homens? Continuar lendo

Um Desejo de Ano Novo

 Um desejo de Ano Novo - CapaNº 3231

Sermão pregado por

Charles Haddon Spurgeon

No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres

E publicado em 5 de janeiro de 1911

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“Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as Suas riquezas na glória em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:19)

 

Os filipenses tinham enviado ofertas a Paulo em diversas ocasiões para remediar suas necessidades. Embora eles não fossem ricos, fizeram uma contribuição e a enviaram com Epafrodito, “odor perfumado, sacrifício aceito, agradável a Deus.” Paulo se sentiu muito agradecido: deu graças a Deus, mas sem esquecer-se de agradecer também aos doadores; desejava-lhes toda bênção, e foi como se lhes dissesse: “vocês supriram minhas necessidades, e meu Deus suprirá as suas. Vocês supriram de sua pobreza minha necessidade temporal de alimento e vestimenta; meu Deus suprirá tudo o que lhes falte conforme as Suas riquezas em glória.” “Mas”— disse, no versículo dezoito —“tudo recebi e tenho abundância; estou pleno,” “portanto”— acrescenta — “meu Deus suprirá tudo o que lhes falta.” Vocês me enviaram sua dádiva pelas mãos de um amado irmão, mas Deus lhes enviará um mensageiro melhor, pois Ele suprirá o que lhes falta ‘por meio de Cristo Jesus’. Cada uma dessas palavras ressoa como se Paulo as tivesse ponderado, e o Espírito de Deus o tivesse guiado em sua meditação para desejar aos filipenses uma bênção similar em seu mais pleno alcance, em troca do que lhe haviam enviado, mas se tratava de uma bênção de natureza mais rica e duradoura.

Agora, um pouco no espírito de Paulo, eu desejaria neste dia de Ano Novo, abençoar a todos aqueles que têm suprido, conforme a sua capacidade, as necessidades da obra de Deus que está em minhas mãos, e que têm dado para a causa de Deus, mesmo em sua pobreza, conforme se apresentou a necessidade. Eu me considero devedor de vocês pessoalmente, ainda que suas ofertas sejam para os estudantes, para os órfãos e para os colportores e não para mim mesmo. Em retorno à sua generosidade, à maneira de Seu amor misericordioso, “Meu Deus suprirá tudo o que lhes falta conforme as Suas riquezas em glória em Cristo Jesus.

Este versículo é particularmente grato para mim, pois, quando estávamos construindo o asilo para órfãos, eu previ que, se não tivéssemos votos de apoio e não cobrássemos as assinaturas anuais, embora contássemos, pela bondade de Deus, com as ofertas voluntárias de Seu povo, enfrentaríamos tempos de dura prova, e, portanto, ordenei aos pedreiros que colocassem sobre as primeiras colunas da entrada do orfanato estas palavras, “Meu Deus suprirá tudo o que lhes falta conforme as Suas riquezas na glória em Cristo Jesus.” Então, este texto se encontra gravado em pedra tanto à direita como à esquerda do arco da entrada. Ali permanece esta declaração de nossa confiança em Deus, e enquanto Deus viva, não necessitaremos removê-la nunca, pois Ele certamente suprirá as necessidades de Sua própria obra. Enquanto O sirvamos, Ele proverá nossas mesas.

 

I. O texto poderia sugerir-nos (se quiséssemos dar gosto a nossa veia melancólica) espaço para um pensamento sombrio, pois fala de “tudo o que lhes falta.” Então, em primeiro lugar, contemplem UMA GRANDE NECESSIDADE: “tudo o que lhes falta.” Que fosso! Que abismo! “Tudo o que lhes falta.” Eu não sei quantos crentes constituíam a igreja de Filipos, mas se a necessidade de um só santo já è suficientemente grande, quanto será que necessitam muitos santos? Não seria possível estabelecer o número dos filhos de Deus sobre a terra, mas o texto abarca a necessidade da família eleita completa, “tudo o que lhes falta.” Não vamos lhes pedir que calculem o desembolso requerido por parte da tesouraria divina para cobrir todas as necessidades de todos os santos que se encontram na terra: mas, por favor, pensem em sua própria necessidade; isso estará mais dentro do alcance de sua experiência e da espessura de sua meditação. Que o Senhor supra sua necessidade e todas as suas necessidades! Continuar lendo

A Dica do Labirinto: Um Maior Conhecimento é Desejável

C.H.Spurgeon

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Capitulo 22: UM MAIOR CONHECIMENTO DE DEUS É DESEJÁVEL.

Um homem deve estar disposto a por a sua confiança em Deus, porém, para isso, a sua fé deve estar muito bem alicerçada sobre o seu conhecimento. É quase impossível ter confiança num Grande Desconhecido. A variedade e a amplitude de nosso conhecimento de Deus ajudará a fé a se sustentar diante de situações em que um conhecimento restrito excluiria a sua praticidade. O que percebemos pela Criação pode muito bem nos levar a confiar no poder de Deus, se pudéssemos ter a certeza de que isso seria exercido em nosso favor. No entanto, qual a dúvida quanto a esse ponto? O que observamos pela Providência pode razoavelmente nos levar a uma dependência da bondade divina, a menos que por algum motivo se torne necessário que ela seja retida. Isto um homem de consciência não pode considerar como algo totalmente improvável. Se o nosso conhecimento de Deus se limita a sua grandeza, bondade e sabedoria, já estamos em uma condição incômoda, pois ainda não alcançamos de modo pleno essa qualidade divina, a qual poderia satisfazer uma certa inquietação entre os que começam a ser feridos pela consciência. Tendo em nosso coração a suspeita de que não somos tudo o que devemos ser, precisamos conhecer muito mais a Deus se quisermos desfrutar de uma confortável confiança nele.

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Livro A Dica do Labirinto: Considerações profundas sobre a fé e a dúvida
Tradução: Wesley Carvalho

Direitos reservados: Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo crucificado

A Dica do Labirinto: O Desprezo

C.H.Spurgeon

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Capitulo 21: O DESPREZO.

A zombaria não passa de miséria e insignificância. Ela não nasce no peito dos bons homens e os mais sábios a desprezam quando essa os importuna. Ela não quebra nenhum osso e os homens de coragem dão risadas dela. No entanto, quando atinge os mais fracos é uma terrível arma de guerra, e o pavor dela tem feito mais covardes do que o rugido do canhão.

Quando as pessoas desprezam a fé em Deus tornam-se miseráveis, beirando o mais alto grau de imbecilidade. Ao confiarmos em um charlatão somos perdoados, mas ao confiarmos no Todo-Poderoso somos insultados. Pessoas que nunca questionaram a sua própria sabedoria riem com desdém daqueles que descansam na sabedoria do Senhor. Em tais casos, porém, deveria ser fácil para um homem de bom senso se postar com bravura. Rir de uma criatura por crer em seu Criador é desprezar o argumento mais simples da razão. É como contestar uma hipótese óbvia ou atacar uma evidência. É como ridicularizar um homem de precisão matemática pela honestidade; ou desprezar um engenheiro por confiar nas leis da gravidade; ou escarnecer de um agricultor por esperar o retorno de sua colheita. É claro que se os homens gostam de serem escravos, eles darão ouvidos à zombaria dos tolos, porém nós escrevemos para homens que podem dizer de coração:

Direi que preferira não viver, a viver sempre com medo de um ser tal como sou*.

* Julio César – William Shakespeare – Ato 1, Cena 2.

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Livro A Dica do Labirinto: Considerações profundas sobre a fé e a dúvida
Tradução: Wesley Carvalho

Direitos reservados: Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo crucificado

A Dica do Labirinto: Outras Causas da Descrença

C.H.Spurgeon

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Capitulo 20: OUTRAS CAUSAS DA DESCRENÇA.

No seu íntimo, todos os homens depositam a sua confiança em alguma coisa, ainda que recusem confiar em Deus. Eles fazem a si mesmos deuses, repousando em sua auto-suficiência. Aquele que nunca viu o seu rosto pode facilmente acreditar na sua inigualável beleza, ainda mais se for auxiliado por bajuladores. Então, um homem que não conhece o seu próprio coração pode facilmente formar uma opinião muito elevada de sua própria excelência e encontrar demasiada confiança em sua sabedoria, a qual irá se expandir como uma planta de rápido crescimento. Este é um dos piores inimigos da fé, pois aquele que sempre confia em si mesmo não tem paciência quando o assunto é a própria fé em Deus. Por ser muito refinado, ele relega aquilo que é humilde aos subalternos. Seu domínio próprio é perfeito, seu julgamento é infalível, sua apreciação do moralmente belo é completamente sofisticada. Ele é um homem auto-criado, sendo, ao mesmo tempo, a sua própria Providência e Recompensa.

“O homem é um tolo!” Mentes rápidas e sensatas falam impacientemente e suas gélidas observações do amor confirmam, com tristeza, o seu veredito. Nós, com quem o leitor agora compartilha, não somos grandes e infalíveis em nosso auto-governo. Tememos que nossos apetites e paixões carnais possam nos trair; que nossa razão venha a nos desencaminhar; que nossos preconceitos nos aplaquem; que nosso ambiente nos faça tropeçar. É dessa forma que deliberadamente desejamos fixar os nossos olhos naquele que é Forte a fim de encontrarmos força e podermos lançar a nossa loucura sobre a sabedoria do Eterno. É claro que não se deve esperar imitadores entre os vãos dos gloriosos, dos fúteis e dos iludidamente perfeitos.

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Livro A Dica do Labirinto: Considerações profundas sobre a fé e a dúvida
Tradução: Wesley Carvalho

Direitos reservados: Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo crucificado