Diante da Porta Estreita – Jesus Basta

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PODEMOS NÃO DIZER SIMPLESMENTE OU COM TANTA FREQUÊNCIA à alma sedenta que sua única esperança para salvação está no Senhor Jesus Cristo. Mas a salvação está completamente, somente e apenas Nele. Para salvar tanto da culpa quanto do poder do pecado, Jesus é todo-suficiente. Seu nome é Jesus, porque “ele salvará o seu povo dos pecados deles”. “O Filho do Homem tem poder para perdoar pecados”. Agradou a Deus, desde a antiguidade, desenvolver um método de salvação que estaria todo contido em Seu único Filho. Senhor Jesus, para a obra desta salvação, se tornou homem, e sendo achado em figura humana, se tornou obediente até a morte, e morte de cruz. Se outra forma de livramento fosse possível, o cálice de sofrimento teria passado dele. É razoável pensar que o Amado dos céus não teria morrido para nos salvar se pudéssemos ser resgatados por um preço menor. A Graça infinita providenciou o grande sacrifício. O amor infinito O submeteu à morte por nós. Como podemos imaginar haver outro caminho senão aquele que Deus proveu com tão grande custo e estabelecido nas Sagradas Escrituras de forma tão simples e urgente? Certamente, é verdade que “Não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”.

Supor que o Senhor Jesus possa salvar os homens apenas pela metade e que é necessária alguma obra ou sentimento meramente humano para completar Sua obra, é pensamento ímpio. O que há em nós que poderia ser adicionado ao Seu sangue e justiça? “Todas as nossas justiças, como trapo da imundícia”. Podem esses trapos ser costurados com o caríssimo tecido da divina justiça de Jesus? Não se pode juntar trapos com excelente linho branco! Juntar nossa escória e Seu ouro puro! É um insulto ao Salvador pensar em tal coisa. Já pecamos o suficiente sem adicionar isso a todas as nossas outras ofensas.

Mesmo se tivéssemos alguma justiça da qual pudéssemos nos gloriar; se nossas folhas de figo estivessem mais abertas do que o usual e não estivessem murchando tanto, seria sábio deixá-las de lado e aceitar aquela justiça que é muito mais agradável a Deus que qualquer coisa em nós mesmos. O Senhor vê mais coisas aceitáveis em Seu Filho do que no melhor de nós. O melhor de nós! As palavras parecem satíricas, por mais que sem intenção. O que há de melhor em qualquer um de nós? “Não há quem faça o bem, não há nenhum sequer”. Eu, que escrevo estas linhas, devo mais livremente confessar que não há o menor traço de bondade em mim mesmo. Eu não daria nada melhor que um trapo ou um pedaço de trapo. Eu estou totalmente destituído. Mas se eu tivesse o melhor dos ternos feito de boas obras e que só o orgulho pode imaginar, eu o lançaria fora para que pudesse tão somente usar as vestes da salvação, que são dadas gratuitamente pelo Senhor Jesus, advindas do guarda-roupa do Seu próprio mérito.

É altamente glorificante ao nosso Senhor Jesus Cristo que devamos esperar o bem somente Dele. Isso é tratá-lo como Ele merece, pois, Ele é e além Dele não há ninguém mais, de tal forma que temos de olhar para Ele para sermos salvos. Isso é tratá-lo como Ele ama ser tratado, pois Ele convida a todos os que estão cansados e sobrecarregados a virem a Ele e Ele lhes dará descanso. Imaginar que Jesus Cristo não pode salvar é limitar, definitivamente, o Santo de Israel, pondo um limite ao Seu poder ou mesmo esfaquear o coração amoroso do Amigo dos pecadores, lançando dúvida sobre Seu amor. Em ambos os casos, estaríamos cometendo um pecado cruel e ousado contra os mais doces pontos de Sua honra, que são Sua habilidade e o desejo de salvar todo o que se achega a Deus por Ele.

A criança, no perigo do fogo, simplesmente se agarra ao bombeiro e confia nele somente. Ela não questiona a força de seus braços para carregá-la ou o zelo de seu coração para resgatá-la; mas ela se agarra. O calor é terrível, a fumaça está cegando, mas ela se agarra e seu libertador, rapidamente, a leva para a segurança. Nessa mesma confiança infantil, agarre-se a Jesus, que pode e irá lhe colocar fora dos perigos do fogo do pecado.

Diante 4A natureza do Senhor Jesus deveria nos inspirar a uma maior confiança. Sendo Deus, Ele é poderoso para salvar; sendo homem, Ele está cheio e pleno para abençoar; sendo homem e Deus em uma única Pessoa Majestosa, Ele é como o homem em Sua forma e Deus em Sua santidade. A escada é longa o suficiente para alcançar Jacó prostrado em terra e o SENHOR reinando no céu. Criar uma nova escadaria seria supor que Ele falhou na tarefa de encurtar a distância e isso seria desonrá-lo gravemente. Se mesmo adicionar qualquer palavra à dEle é clamar por uma maldição sobre nós mesmos, o que receberíamos fingindo adicionar qualquer coisa a Ele? Lembre-se de que Ele, Ele mesmo, é o Caminho e supor que devemos, de alguma forma, acrescentar algo à rua divina é ser arrogante o suficiente para pensar em acrescentar algo para Ele. Fora com tal ideia! Abomine-a por ser uma blasfêmia, pois na essência é a pior blasfêmia contra o Senhor de amor.

Vir a Jesus com algum valor em nossas mãos seria orgulho insuportável, ainda que tivéssemos qualquer coisa para trazer. Do que Ele precisa de nós? O que poderíamos trazer que Ele precisasse? Ele venderia as bênçãos de valor inestimável da Sua redenção? Iria trocar conosco as bênçãos, que Ele forjou com o sangue de Seu coração, por nossas lágrimas e votos ou por nossas cerimônias, sentimentos ou obras? Jesus não se diminui e se vende: Ele nos agraciará gratuitamente, como convém ao Seu amor real. Porém, aquele que lhe oferece algo de valor em troca de bênçãos, não sabe com quem está lidando, nem quão gravemente envergonha Seu Espírito livre. Pecadores de mãos vazias terão o que quiserem. Tudo o que eles podem precisar está em Jesus e Ele dá a quem pede. É necessário, entretanto, crer que Ele é tudo em tudo e não ousarmos respirar uma palavra sobre completar o que Ele já terminou ou nos adequarmos ao que Ele dá como pecadores indignos.

A razão pela qual esperamos o perdão dos pecados e a vida eterna, pela fé no Senhor Jesus, é que Deus assim determinou. Ele jurou por si mesmo no evangelho salvar todos os que confiam no Senhor Jesus de verdade e Ele nunca fugirá da Sua promessa. Ele tanto se agrada de Seu único Filho, que Ele tem prazer em todo aquele que O segura firme como sua única esperança. O grande Deus, Ele mesmo, toma conta daquele que se apoderou de Seu Filho. Ele salva a todos aqueles que procuram a salvação do Redentor que foi morto. Pela honra do Seu Filho, Ele não permitirá que o homem que nEle confia seja envergonhado. “Quem crê no Filho tem a vida eterna”, pois o Deus que vive eternamente O tomou para si mesmo, e o fez coparticipante da Sua vida. Se você confiar somente em Jesus, você não precisa temer, pois efetivamente será salvo, tanto agora, quanto no Dia de Seu retorno.

Quando um homem toma Jesus Cristo por Fiador, há uma união entre homem e Deus e essa união garante bênçãos. A fé nos salva porque nos agarramos a Cristo Jesus e Ele é um com Deus. Isso nos leva a uma conexão com Deus. Disseram-me que, anos atrás, abaixo das Cataratas do Niágara, um barco estava virado e dois homens estavam sendo levados pela correnteza, quando algumas pessoas na margem conseguiram jogar uma corda para eles, que foi agarrada por ambos. Um deles agarrou-a firmemente e foi puxado em segurança para a margem; mas o outro, vendo uma grande tora flutuando, imprudentemente, largou a corda e abraçou o grande pedaço de madeira, pois era das duas coisas a maior e, aparentemente, melhor para se agarrar. Que erro! O tronco, com o homem, foi direto para o vasto abismo, pois não havia nenhuma união entre a madeira e a margem. O tamanho da tora não beneficiou aquele que a agarrou. Ele precisava de uma ponta na margem para produzir segurança. Assim, quando um homem confia em suas obras, suas orações, ações de graças, sacramentos ou em qualquer coisa desse tipo, ele não será salvo, pois não há nenhuma união entre Ele e Deus por meio de Cristo Jesus. Porém, a fé, por mais que pareça uma corda fina, está nas mãos do grande Deus na margem e Seu poder infinito puxa a linha de conexão e, assim, livra o homem da destruição. Oh, a bênção da fé, nos une a Deus pelo Salvador que Ele designou: Jesus Cristo! Oh leitor, não há bom senso nesse assunto? Pense sobre isso, e logo poderá haver um elo entre você e Deus, pela sua fé em Cristo Jesus!

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“Diante da Porta Estreita” é uma tradução do site Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo Crucificado. Proibida a reprodução desse material sem citar o Projeto e proibida a venda em material impresso. Permitida a divulgação na net.

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