A Dica do Labirinto: A Fé Trabalha

C.H.Spurgeon

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Capitulo 62: A FÉ TRABALHA.

A fé sincera não pertence à tribo dos lazzaroni* que levam a vida de qualquer jeito e não se esforçam em nada. Esse é sim o acompanhamento do desespero, e não da confiança. Convencido da fertilidade do solo, o agricultor semeia; certo da vitória, o soldado luta; seguro do seu bom navio, o marinheiro se põe ao mar. Não podemos crer que Deus, que trabalha cada vez mais, pare de trabalhar. A fé nunca acredita ter alguma vantagem na ferrugem do inglorioso ócio. Não! A fé do dia-a-dia atinge os Alpes, une os mares, invade o desconhecido, desbrava os perigos; e quando se exercita na força do Senhor, ela afugenta os maus hábitos, aniquila as cobiças, reveste-se de abnegação e faz do homem um herói. Quanto mais fé maiores são as conquistas! Como a válvula que regula a quantidade de vapor que pode ser liberada, assim também a fé pelo seu declínio ou avanço diminui ou aumenta a força espiritual que é exercida em direção ao coração de Deus. Sem dúvida, este é um assunto do mais alto valor, pois não apenas temos que ter fé, mas temos que tê-la mais e mais abundantemente. A regra do Reino é “Seja segundo a tua fé.”

* Desocupados sem-teto de Nápoles, Itália, que viviam ao acaso ou da mendicância. Foram assim chamados por causa do Hospital de São Lázaro que lhes servia de refúgio.

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Livro A Dica do Labirinto: Considerações profundas sobre a fé e a dúvida
Tradução: Wesley Carvalho

Direitos reservados: Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo crucificado

A Dica do Labirinto: Fé para todas as ocasiões

C.H.Spurgeon

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Capitulo 61: FÉ PARA TODAS AS OCASIÕES.

Deus é um! Suas obras e Seus caminhos são um! Tanto as Suas leis para a terra quanto as para o céu estão registradas no mesmo Livro. Diante de Deus, o natural e o espiritual não entram em conflito. Perniciosa e imaginária é a distinção que se faz entre o secular e o sagrado. Cremos em Deus tanto para o presente quanto para a eternidade, tanto para a terra quanto para o céu, tanto para o corpo quanto para a alma. Longe de qualquer homem honesto está o confinar a sua fé em Deus apenas aos assuntos misteriosos e impalpáveis, excluindo-a dos interesses imediatos e das provações diárias da vida. Somos ensinados pelo nosso Grande Mestre a orar ao Pai celestial: “Venha o teu reino;” sendo que na mesma oração está inclusa a petição: “Dá-nos hoje o pão nosso de cada dia.” Confiar ao céu os grandes cuidados e deixar os menores na descrença seria tão insensato quanto se comprometer a cuidar da casa de um vigia e esquecer uma janela aberta. O que é pouco? O que é insignificante? Não existe isso na vida de um homem sábio que anseia por fazer o que é correto. Não mesmo! Nós devemos manter a fé sempre presente e disponível para todos os momentos como uma casa limpa, cujos móveis estão lustrados e as compras estão feitas, pois se o nosso sustentáculo está disponível apenas para as grandes ocasiões, poderemos estar completamente despreparados para os males que vêm de surpresa. Ora, “O justo viverá da fé!” A fé não é um casaco que só usamos quando vamos para alguma reunião, mas uma vestimenta diária. A fé deve ser compreensiva, presente em todas as horas e sempre em operação. Ela é fundamental para todos os momentos, necessidades e contínuos perigos da vida. Da forma como a espada do querubim impede todos os caminhos de entrada para o Éden, assim também a fé guarda a alma do avanço dos inimigos, não importando de que ponto da bússola eles venham.

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Livro A Dica do Labirinto: Considerações profundas sobre a fé e a dúvida
Tradução: Wesley Carvalho

Direitos reservados: Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo crucificado