Capitulo 15: SEM ALMA.
Certo pregador fez o melhor que pode para o bem do seu auditório, mas um dos seus ouvintes se aproximou dele e disse de um modo áspero: “Sua pregação é inútil para mim. Eu não acredito que tenho uma alma e não quero perder tempo conversando sobre coisas imaginárias do além: vou morrer como um cão.” O ministro respondeu calmamente: “Senhor, eu, realmente, falhei devido a uma má compreensão. Dei o meu melhor para o bem de todos, mas eu não imaginava que encontraria pessoas sem alma. Se eu soubesse que estariam presente criaturas que não tinham alma e que iriam morrer como cães, eu teria providenciado uma boa porção de ossos para eles”. “Brincadeira”, diz um. “Senso-comum”, dizemos nós. Quando lidamos com o ludibriante sarcasmo, que tipo de gentileza podemos esperar de pessoas que manifestam uma compreensão tão degradante de si mesmas? Certamente ninguém precisa se preocupar com eles. Eles confessam sua própria incapacidade de nos ajudar, e implicitamente admitem que não somos obrigados a aceitar suas colocações. “A luz não existe,” alguém assevera, “pois não tenho olhos para vê-la”. Existe algum argumento para isso? Não, pois apesar de nos compadecermos de alguém que está cego, não podemos conceder algum peso as suas opiniões sobre ótica e cores. Seres sem alma podem asseverar quantas filosofias desejarem e suas opiniões podem ser tão interessantes quanto curiosas, mas não podem de forma alguma influenciar os homens com alma.
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Livro A Dica do Labirinto: Considerações profundas sobre a fé e a dúvida
Tradução: Wesley Carvalho
Direitos reservados: Projeto Spurgeon – Proclamando a Cristo crucificado
